We’re back in green and black, baby…
De volta, de novo, 100Grana fase 3. Agora pontocom, desculpa aí.
Por Vinicíus Passos
Amigos fiéis, em um país onde pra se divertir muitas vezes você vai, mesmo sem querer, contra a lei, crime deveriam ser os obstáculos que nos impedem de presenciar uma reles sessão de cinema sem se sentir ludibriado. Desde que começamos essa séria brincadeira há 3 anos eu penso e repenso a questão. Ainda mais quando toda vez que um filme é lançado ou uma banda anuncia um CD (haha) novo, sempre se pergunta quando vamos ver isso por aqui. No Brasil.
Como tudo demora muito mais pra chegar em Belém, é só somar 2 e 2. Belém não é Brasil. Belém, culturalmente falando, é esquisitíssima. Somos uma das poucas cidades que têm chance de ver o AnimaMundi, mas a programação das nossas salas só atende aos blockbusters, e mal (por sinal, salas cada vez menores, piores e sumindo do mapa. Moviecom?! Thanks, but no, thanks). Somos a quinta maior cidade leitora de quadrinhos, mas temos que esperar seis meses ou mais para ler alguns títulos (que nem por isso são lá muito bons). E as bandas independentes? As que se salvam, pra aparecer, contam com a “expertise” da Rede Record e o Carlos Santos pra fazer aquele playback gostoso (quando tem), olha que beleza! “Ah, mas tem um dos maiores festivais de “rock” do norte do Brasil, fora os carnavais fora de época”. Podiam ser fora do meu planeta, também.
Agora sabe a razão principal pra que isso ocorra? Má vontade política? Falta de apoio? Não. A culpa é minha, sua, nossa. Reparei que muito pouca gente se mexe pra fazer alguma coisa que preste por aqui. Aí sim, fica difícil. Pergunta pros caras do Estúdio Casa Velha, que estão fazendo bonito pra caramba, se é fácil fazer o que eles fazem, com essa qualidade toda. E ainda aturam picaretas da recém-nascida indústria de quadrinhos paraenses. Não cito nomes porque bater boca é um saco. E esse site não serve pra isso.
Como já falei inúmeras vezes em blogs, orkut, defesa de tese e ao vivo, o 100Grana tem a intenção de provocar e motivar o cenário da cultura pop de Belém. Recentemente, me perguntaram porquê e pra quê. Confesso que titubeei por um instante. Mas cheguei à conclusão de que tem muita gente que gosta disso aqui (é só ir em eventos de anime, lotados) e não tem grana pra ver nada ou fica à mercê desse mercado calhorda. E de certa forma, o 100Grana é um manifesto pessoal que expus dessa forma e fiquei surpreso com o tanto de gente que concorda comigo.
Cultura pop sem gastar muito, dentro e fora da web. É isso. Agradeço agora por todas as visitas, incentivos e puxões de orelha que me deram desde o início e daqui em diante.
Pro pontapé inicial, poucas coisas são mais pop que Ramones tocando Spider-Man. Seja bem-vindo, mais uma vez.
A Presidência.













