100Grana Ouviu: 2008 com Dylan em dose tripla!
2008 vai ser o ano Bob Dylan! Preparem os bolsos, amigos lisos, pois o carrancudo mais amado da América vem aí.
Na verdade são três grandes acontecimentos: o primeiro é o longa-metragem “I’m Not There” do diretor Todd Haynes (o mesmo que dirigiu o legal “Velvet Goldmine”). O filme – que estreou no Festival de Cinema do Rio em Setembro passado, mas ainda não foi às telonas – aborda o mito Dylan, mas procurando mexer e remexer com os vários adjetivos imputados ao músico, esse deve ser o motivo pelo qual o próprio apoiou o filme e liberou as músicas originais para trilha sonora. Bem, é claro que vários amigões do peito já postaram não só o trailer, mas trechos do filme no Youtube:
Sério… Assista a esse trailer e tente não deixar o queixo cair:
Um belo pôster… Vou esperar o DVD. Clique para ampliar!
O curioso é que 7 atores se revezam no papel do músico em diferentes fases da vida dele, na verdade, 6 atores e 1 atriz! Vamos ver o Marcus Karl Franklin interpretando a primeira fase, o Christian Bale (o garotinho de “Império do Sol” e o atual Batman em “Batman Begins” e “The Dark Knight”) na fase do Dylan político, Heath Ledger (o Coringa em “The Dark Knight”, morto essa semana nos EUA, enquanto preparava essa matéria – Que coisa…) fazendo o Dylan na fase em que ele se envolveu com cinema, a Cate Blanchett (de “Elizabeth”, “O Senhor dos Anéis” e “Babel”) na fase em que Dylan rompe com o folk nos anos 1960, Richard Gere (dispensa referências) como o Dylan ermitão e caipirão, e o Ben Wishaw com o lado poético que intercala o filme, num Dylan que fala com o público. Cada personagem é na verdade um alter-ego do cantor e tem um nome fictício.
Confira como ficaram as várias faces de Dylan:

As várias personalidades de Dylan no filme I’m Not There.

Marcus Karl Franklin.

Christian Bale.
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Heath Ledger.
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Cate Blanchett.

Richard Gere.

E Ben Wishaw… Todos são “Bob Dylan”!
Outra curiosidade do filme é um encontro de Bob Dylan (vivido aí por Blanchett) com o poeta beat Allen Ginsberg, que era um ídolo de Dylan, assim como de Lennon, Mccartney e, aqui no Brasil, do Renato Russo.
Assista ao trecho do filme “I’m Not There” com Dylan (por Cate Blanchett) e o poeta Allen Ginsberg. Perfeito!
O segundo fato é o disco “Dylan The Album” que pode ser conferido no próprio site oficial lançado em Outubro de 2007, a coletânea trás 18 faixas que apanham toda a carreira dele até o recente “Modern Times”, de 2006. O legal é que as músicas foram escolhidas por internautas e Dylan acatou tudo. Isso mostra como os velhões estão entrando na onda da música na rede. No início do ano passado o Paul Mccartney lançou o maravilhoso “Memory Almost Full” interrompendo um contrato de 40 anos com a EMI para ficar num selo independente, onde ele pode postar os clips no Youtube ( isso é de lagrimar…) sem a multinacional capitalista ficar tolindo e cobrando download. Quem era cadastrado no site oficial do Paul recebeu até convite para premiére do clipe de “Dance Tonight” no Youtube, uma “festa” aberta a todo mundo na rede! Assim vem fazendo o Radiohead, lançando os trabalhos na internet antes do CD chegar às lojas. Aqui no Brasil, por exemplo, o guitarrista Fernando Magalhães (Barão Vermelho) e o baterista Marcelo Bonfá (ex-Legião Urbana) lançaram CDs exclusivamente na internet em 2007, não tem nada ”fisicamente” nas lojas.
Aqui vai uma boa gravação amadora de um show de Dylan em 2007, ao teclado ele manda a música “Spirit on the water”, sengunda faixa do disco “Modern Times”:
E por fim, temos o grande presente: essa semana foram confirmadas as datas do próximo show de Bob Dylan no Brasil. Segundo o site oficial do cantor, ele vai estar em São Paulo, no Via Funchal nos dias 5 e 6 de Março, e no Rio de Janeiro, no Rio Arena, dia 8 do mesmo mês. É, amigos, vai ser histórico, mas certamente salgado para os nossos bolsos. A grande chatice é que existe uma penca de empresários que lucram em cima desses eventos. O show dos Rolling Stones (eu fui pra essa P#&#!) na praia de Copacabana em 2006 foi de graça, mas o gargarejo (a beira do palco, bem próximo a banda, e muitos metros depois) era fechado e muito bem isolado para os tais VIPs (atores da Globo, socialaites locais, empresários de enorme porte). Se não é isso, são aqueles shows onde o serviço de restaurante é mais importante que o espetáculo e uma mísera água mineral pode custar mais de 5 Reais.
Bem, de fato é uma chance rara, o repertório do show deve incluir, além dos clássicos, as músicas do maravilhoso “Modern Times”, conforme acusam os vídeos de apresentações recentes postados no nosso querido Youtube e algumas raridades como essa:
Um vídeo do poeta norte-americano Allen Ginsberg dirigido por Gus Van Sant, com música original de Paul Mccartney, apresentando o poema “The ballad of the skeletons”, em 1996. Ginsberg morreu em 1997, aos 70 anos, de câncer:
Fãs de Bob Dylan… Aproveitem bem este ano!
Continuem visitando o 100Grana.com e até a próxima Sexta-Feira!!!
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Cara, demais. Bob Dylan é o cara, adoro ele e estou muito ansioso pra ver como ficou esse filme
Mas um legado desse grande ator que estava fazendo a diferença … Fiquei anciosa para ver esse do Bob Dylan que deve ter ficado de cair o queixo mesmo… e claro, estou roendo as unhas esperando o The Dark Knight não só pelo interesse morbido que existe em todo ser humano em ver um filme por conta da morte de um dos atores, mas porque adoro a série e principalmente admiro muito o trabalho do Heath Ledger… Ele como Coringa ficou show!!!
Eu já comprei o meu ingresso. Salgado, mas não há como fugir. E o pior é que os caras ainda inventam uma tal taxa de conveniência, que fez o ingresso pular de 500 para 590 reais. Só o Dylan mesmo pra me fazer entrar numa dessas.