100Grana viu: Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Tá revoltado com a vida? Faça a barba, coma uma torta e cante uma música.
Por Diego “Sinuhe”
Além de um novo layout, Especial do Rambo e mais algumas coisinhas interessantes que serão reveladas com o tempo, o 100Grana.com também contará com ajuda de novos colaboradores. Já temos em nossa lista nosso colunista musical, Marcello Gabbay, que no momento está de folga, mas logo voltará; a pupila Ray Machado e agora contaremos também com a colaboração de Igor Oliveira, jornalista formado pela UFPA, admirador da cultura pop e altamente capacitado para escrever sobre cinema, quadrinhos e demais assuntos interessantes que sempre tratamos aqui no site. A partir de agora ele será mais um reforço nas atualizações do site e pode ser considerado como um “liso em fase de treinamento”.
Bem-vindo Igor! Bom trabalho e sucesso para todos nós!
P.s: cuidado com os Xiitas….
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Por Igor Oliveira
Antes de tudo, é melhor deixar logo claro uma coisa: Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é um filme musical. Digo isso porque teve muita gente desavisada que foi ver o filme e não gostou dos “personagens falarem cantando”. Bem, isso é o que se espera de um musical. Agora se você já vai ao cinema preparado pra ver canções e coreografias e mesmo assim não gosta do resultado, o papo já é outro.
Deêm uma olhada no trailer:
O filme mostra Benjamin Barker (Johnny Depp, em sua sexta parceria com Tim Burton), um às no uso da navalha para barbear, voltando a Londres depois de passar injustamente 15 anos da prisão a mando do juiz Turpin (Alan Rickman, o Severo Snape de Harry Potter ), que queria ficar com sua mulher. Sombrio e obviamente muito ressentido, Barker volta a sua antiga barbearia na rua Fleet e encontra a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter, mulher do diretor e Ex-Noiva Cadáver), uma padeira que logo se mostra uma valiosa aliada no seu plano de vingança.

O desejo por vingança supera tudo, apesar do esforço do decote…
Dessa forma, Barker assume o nome de Sweeney Todd e passar a usar a navalha não somente para aparar a barba, mas para degolar suas vítimas. E a Sra. Lovett usa a carne dos corpos como recheio de suas tortas, que logo fazem sucesso.
Quem conhece o estilo do diretor Tim Burton sabe que ele adora histórias de homens desajustados socialmente num ambiente gótico e fantasioso, mas sempre com algum traço infantil ou inocente para mostrar como esse aspecto contrasta e ao mesmo tempo complementa a atmosfera soturna do filme. É só lembrar de Edward Mãos-de-Tesoura, dos dois primeiros filmes do Batman, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e a Noiva Cadáver. Em Sweeney Todd, a regra continua: a Londres pré-vitoriana é uma cidade suja, de habitantes sem moral, fotografada quase em preto-e-branco, onde a única cor que se destaca é do sangue jorrando das carótidas das vítimas do barbeiro. Aliás, assim como em A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, o sangue no filme tem uma aparência propositalmente exagerada e falsa, como se fosse pra ressaltar o clima de fábula macabra da história.

O senhor pretende dar gorjeta?

Garanto-lhe a barba mais rente de sua vida…
Um ponto interessante é que o barbeiro Sweeney Todd não é um daqueles vingadores amargurados mas tenros, que apenas querem justiça feita pra recomeçar a vida. Nada disso. O cara é mau mesmo (e a atuação do Johnny Depp consegue transmitir essa sensação). Em determinado momento, ele diz que a humanidade merece morrer, inclusive ele. E toma navalhada! E Helena Bonham Carter mostra com competência a Sra. Lovett como uma mulher que é capaz de sorrir com naturalidade tanto ao ser gentil com uma criança como ao servir tortas de carne humana aos seus clientes.
O que mais enfraquece o filme é justamente o que foi apontado no início da matéria: as canções dos personagens. Sweeney Todd é baseado em um musical da Broadway (que é baseado nas histórias folclóricas do personagem que, assim como Jack, o Estripador, é um serial killer famoso entre os britânicos. Mas há escritos que dizem que o barbeiro assassino não é tão ficcional assim). Portanto, é natural ver todo mundo cantando. Contudo, por mais que as canções complementem os diálogos e ações sem forçar a barra, chega uma hora que cansa. Além disso, já perto do fim, toda a cantoria começa a enfraquecer o clima sombrio do filme.

Faz parte do meu show…
Portanto, se você não tiver problemas com musicais e sangue jorrando (embora seja quase trash), vale conferir. Particularmente, nunca me senti confortável com a idéia de deixar uma navalha perto do meu pescoço, por mais que o cara seja bom na profissão. O filme fortaleceu a idéia.
Só para dar uma amostra à vocês, aqui vai um trecho das gravações que mostram Johnny Deep executando uma das canções do filme:
Continuem visitando o 100Grana.com e até próxima notícia!













gostei do review, o filme parece bom e isso deu uma boa noção de como ele é
po me amarro no trabalho de Depp mais não gosto muito dos filmes do Tim Burton ou seja sempre vejos seus filmes por causa do Depp..a cho q esse lado dark psicodelico do diretor tem q para um pouco..funcinou bem com beatle juice e noiva cadaver mais ja ta ficando bem chatinho!!
HA caco é Xiiita!
Deve ser massa esse filme,tem um roteiro criativo e um dos mais talentos atores …Johnny Depp … … só não sei se vou gostar de todas essas musicas no filme!!
Bem-vindo, Igor!
E gostei do review justamente porque você falou exatamente dos pontos que eu percebi no filme, e que muita gente parece que não entendeu: primeiramente, é um musical! aí vão e falam que cantaram mal, que as letras não rimaram, que blá blá blá… sou fã xiita do Tim Burton desde que me conheço por gente, e confesso que estava um pouco apreensiva com esse filme, porque pra mim a obra-prima dele é Big Fish, porém desde então, ele tinha tropeçado um pouco (apesar de ter gostado, mas achei fracos tanto A Noiva Cadáver quanto A Fantástica Fábrica de Chocolate). Mas me surpreendi bastante com Sweeney Todd: a linguagem visual tão famosa e que me fez virar fã em primeiro lugar está toda lá, o cinismo, o fantasioso, todos os pontos que você reconhece do Tim estão saltando aos olhos, e a estória é boa sim, as atuações estão ótimas sim, e eu gostei do final: previsível, mas mesmo assim, saí do cinema satisfeitíssima!
Há, Samar COM CERTEZA é XIITA!!!!
mudança de layout. contratações de peso e tudo isso so vem a melhorar o ótimo site do 100grana
sobre o review:
muito bem detalhado e marcando bons pontos o review é bom o filme eu num gostei muito (tá eu dormi metade) mas um grande abraço pra(agora ainda maior)equipe do 100grana
xiita? ó.ò
é e não reclama!
esse filme e ruim num sei se e pq eu sou chato e tals mas na sessaum que eu fui ninguem gosto U.U
Resenha caprichada. Valeu Igor.
Gosto muito de Deep. Suas atuações são maravilhosas.
Já o Tim Burton, sempre espero algo “inovador”. Mas, este filme não me despertou a curiosidade. Pra dizer a verdade, todas as críticas até agora, apesar da maioria ser positiva, não me incentivaram a ver o filme no cinema.
Vou esperar sair em DVD.
burton+depp+musical, acho q sou a unica pessoa q deve ter adorado essa formula.
gsotei da resenha, parabéns.
Não gostei!
Quer dizer, gostei até a metade, daí por diante o filme se contradiz na sua própria historia e o final é moralista demais!
Como tudo que é moral é péssimo, ficou de mal gosto! A parte musical ficou muito bacana e as insterpretações ficaram legais, Depp realmente é um ótimo ator, mas o filme em si deixou a desejar.
As cenas de morte ficaram de mal gosto, no estilo Jogos mortais. Nesse filme Burton deixou de ser um Gótico e atravessou a linha, virou um sádico moralista.
A vingança não tinha sentido, pois ele matava todos, logo não era uma vingança! Não tem muito da obra em que foi baseado. Em fim, o filme deixa a desejar na historia, poderia ser melhor! Muito melhor! Mais ainda assim vale o ingresso…mas só uma vez!