Rambo nunca foi muito bem representado nos jogos eletrônicos. Mas inspirou pelo menos dois grandes clássicos que nos proporcionaram horas de diversão e dezenas de bolhas nos dedos.
Por Vinicius Passos
Rambo é um personagem absolutamente perfeito para games de ação. No entanto, nunca acertaram em cheio na construção de seus jogos. Para dizer a verdade, quase todos são um lixo. Confira abaixo os oficiais e os games que tiraram a idéia geral e viraram ícones da violência digital.
Rambo – NES
A primeira aventura eletrônica do Rambo foi um marco de tudo o que não se deve fazer com um game baseado em filme. Aliás, com qualquer game baseado em qualquer coisa. Rambo encontra Trautman no início do jogo, perguntando se ele aceita ou não a missão. O jogo jura que é misto de ação com RPG, pois tem duas opções, mas se você escolhe “Não”, Trautman diz que o jogo só começa se você responder “sim”. Sério? Não brinca!

Olha essa idiotice. E claro, fizeram IGUAL a cara do Stallone, né?
Armado com uma faquinha porca e te vira pra conseguir o resto, filho: metralhadoras, granadas e afins. Rambo enfrenta homens, morcegos e até aranhas, cobras e mariposas. Jogo esquisitão.

Esse, de cara, merece nosso selo de autenticidade TRASHBACK. Enredo sem pé nem cabeça, gráficos desgraçadamente feios, jogabilidade pior que a de um Telejogo. Para os amantes de porcaria – como este que vos escreve – jogue imediatamente o Rambo de Nintendinho via vNES.
Rambo II – Master System
Master System era muito legal, ô meu pai, que saudade. Lembro bem de passar taaaaardes jogando Moonwalker, Kenseiden, Indiana Jones… e tinha o jogo do Rambo II, que eu nunca consegui alugar aqui na locadora do bairro.

Detalhes do jogo para Master System. Que saudade do tempo da fita.
O esquema dele era simples, mas com ótimos gráficos.

Visão de cima, trocentos inimigos para matar. De início, metranca em uma mão, arco e flecha explisivos na outra. Jogo onde é fácil de morrer, mas divertido.
Rambo III – Commodore 64
Sensores sem fio? Gráficos 3D? Isso é a moleza de hoje em dia, liso. No século passado, os jovens sem vida social tinham que se contentar com os caríssimos computadores pessoais. O Commodore 64 foi um modelo pessoal muito consumido nos Estados Unidos e Europa nos anos 80, por ter “alta qualidade gráfica, superior ao dos compativeis com a tecnologia IBM”. Que beleza, hein? Avançado que só. Se alguém da época visse um XBOX 360 pela frente, saía batido pro hospício. Dá uma olhada no Rambo III do C64:
Rambo III – Mega Drive / Gênesis – Master System
Não cheguei a ser dono de Mega Drive, mas joguei bastante um que meu tio trouxe de um país fronteiriço do Brasil, conhecido por ser porta de entrada de mercadoria não autorizada pela Polícia Federal, se é que me entendem. Rambo III, como o nome diz, é baseado no terceiro filme da série, sendo bastante fiel à obra original. Bom, mais fiel que os outros, com certeza.

Encontramos por acaso o game em uma galeria de Belém. Se fôssemos procurar…
O esquema é de terceira pessoa com visão superior, sendo que nos chefes, a perspectiva muda para visão traseira, como na última fase onde enfrentamos inclusive o helicóptero russo pilotado pelo General Zaysen. Só que no filme, Rambo tinha um tanque para se defender. Aqui, o negócio é só na cara, coragem e arco e flecha. Rambo é Rambo.
O game até que bem divertido. Rom | Emulador
Rambo III – Master System
A versão de Master System era jogada com a felicidade geral de quem não tinha pai liso: a inoxidável Light Phaser!

Essa versão era inteira em primeira pessoa e só no tiro, lógico:
Rambo III – Arcade
Arcade o cacete! O nome é fliperama mesmo. A versão gastadora de fichas era inteiramente em terceira pessoa, com o Rambo “dis costa”. O segundo player era o Coronel Trautman.
Vale a pena perder um tempo com esse, bem bacana: Rom | Emulador
Reparou que na versão de Mega Drive as fases de visão superior parecem com algum jogo antigo? Exato, liso. Confira abaixo.
Ikari Warriors
O sucesso foi tanto que virou uma série com 2 continuações, sendo que na parte 3, os personagens podiam descer a porrada, além de atirar nos bandidos. Ralf Jones e Clark Still até hoje são conhecidos e adorados pelos fãs, pois foram aproveitados na magnífica série de luta da SNK, The King Of Fighters. Fazem parte do time Brasil, juntamente com o Comandante Heidern, que também veio do terceiro jogo da série

Os dois heróis, com Leona Heidern, filha adotiva do Comandante, na série KOF
Jogue as três edições dos Ikari no Virtual NES aqui.
Metal Gear
Uma das franquias mais arrasadoras de games de todos os tempos, Metal Gear tem jogos na maioria dos consoles do passado e de hoje em dia. O primeiro jogo, de 1987 já trazia o protagonista, Solid Snake, dono de um carisma de causar inveja ao Super Mario e desde sempre inspirado em vários astros dos filmes de ação.

Solid Snake na capa do primeiro jogo e Michael Biehn como Kyle Reese em Exterminador do Futuro. Qualquer semelhança é mera cópia homenagem.
Muitos heróis dos filmes de ação tiveram alguma característica aproveitada em Solid Snake, sendo Rambo e Snake Plissken (Fuga de Nova York), as principais fontes de inspiração, segundo o criador da série, Hideo Kojima. Snake Plissken, obviamente, emprestou seu nome, enquanto Rambo, a faixa na cabeça e o amplo uso da faca. O Coronel Roy Campbell, grande amigo de Snake, foi baseado no ator Richard Crenna, o Coronel Trautman, em MG2.
Outros momentos, como em Rambo II, em que o personagem desce no Vietnã e perde seus equipamentos, depois enfrenta russos, foram aproveitados nos games da série MG e sua encarnação mais jogada hoje em dia, Metal Gear Solid e suas sequências e ramificações em diversos consoles, desde o Playstation 1, passando pelo PS2, PSP e chegando ao PS3, com Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots, a ser lançado em julho próximo.

Solid Snake, o protagonista de Metal Gear
A série estourou no mundo em 1987 com o lançamento de Metal Gear, no MSX e posteriormente, no NES. O grande diferencial dos jogos é o estilo de jogo baseado no ataque e movimentação silenciosos, chamado “stealth”. Nas gerações mais recentes, outro recurso que chama muitos fãs são as câmeras registrando o jogo de modo cinematográfico, dando a nítida impresão de “filme interativo”.
Metal Gear Solid 4 é, supostamente, o último jogo protagonizado por Snake e produzido por Kojima, para tristeza dos fãs.
Jogue o primeríssimo exemplar da série no Virtual Nes aqui.
Na última parte do 100Grana Especial Rambo, você verá o quê o Brasil já sacaneou com o personagem. Até lá!











Bem legal adorei
Participação especial da minha mão na foto do game antigo “Rambo III” HEHEHEHE
nunca joguei nenhum desses hehehehe
me apaixonei por esse action figure do solid snake… ficaria perfeito no meu criado-mudo (L)
É interessante que filme baseado em jogo sempre fica meio estranho, porque jogos de ação assim, normalmente é um personagem através da história, o que não dá muito certo no cinema.
Já Rambo, é o contrário poxa, eles conseguiram fazer um filme que é basicamente um cara só fudendo todo mundo por aí e mesmo assim não fizeram jogo bom disso.
moonwalker cara!!!!!!!!!! pensei q soh eu gostasse dessa porra!!!!!!! q ce dane o snake! eu queria um boneco do michael e akele macaquin na minha estante!