100Grana Investiga: O vai-e-vem dos mortos nos quadrinhos
Escolhi o Dia de Finados para falar sobre aqueles que sempre insistem em voltar do além. Mas por quê diabos isso acontece?
Sem dúvida é um assunto que irrita muitos fãs, e com certeza já deflagrou muitos abandonos de coleções: Um determinado personagem, seja um herói, coadjuvante ou supervilão morre, mas, sem mais nem menos, é trazido de volta à vida. Muitas vezes, é uma boa morte, mas o personagem precisa voltar. Como no caso do Superman, cuja morte foi considerada por muitos perfeita e uma das mais emblemáticas, mas convenhamos, a DC não achou a menor graça em ficar sem o azulão.

Mas existem casos em que a coisa parece extremamente forçada. Quem não se surpreendeu ao ver Norman Osborn, o Duende Verde original, de volta à ativa na Marvel? Ou Hal Jordan de novo como Lanterna Verde, após sua transformação crível (na minha opinião) em Parallax e fazer o sacrifício supremo em A Noite Final? Ou o falecido Jason Todd no universo do Batman? A lista é enorme, e citá-la por completo seria absurdo, porque ela está sempre crescendo.

Depois de aprontar poucas e boas, Osborn não só está livre, como comanda seus próprios Vingadores
E antes que acusem isso de ser uma característica exclusiva das HQs americanas, os mangás já faziam isso antes, já nos anos 80. Basta citarmos as inúmeras vezes em que Goku, Picollo e outros foram ressucitados pelas esferas em Dragonball. Ou as várias vezes em que Seiya e outros cavaleiros voltaram à vida. Mas o que pesa a favor dos orientais, é que essas publicações já terminaram suas edições. E as HQs, ainda hoje no mercado com histórias inéditas? Vamos tentar chegar à raiz do problema.

O além é quase uma segunda casa de Goku
A grande questão aqui é uma palavrinha só: Continuidade. Afinal, como manter um personagem jovem, mesmo após 40 ou 50 anos de publicações? Das duas, uma: ou você renova, ou você mata. Renovação é sempre uma boa pedida. Já imaginaram se Alan Scott ainda fosse o Lanterna Verde (que por sinal, acabou ficando jovem de novo e virando o tal Sentinela, mas enfim), ou se Jay Garrick fosse o Flash desde os anos 40? Para mim, são dois exemplos perfeitos de lidar com a cronologia, pois os quadrinhos devem estar em constante evolução, porque o tempo passa, mesmo que o que seja 15 anos para nós, represente um ou dois anos atrás para os personagens.

Já imaginaram se a DC mantivesse Alan e Jay jovens até hoje? Nada críve!l
Muitas vezes a morte de um personagem pode ser vantajosa por essa razão, especialmente quando o herói permanece mas seu alter ego é outro, o que às vezes soluciona a questão da continuidade. Cito como exemplos de mortes recentes que acredito eu, foram bem sucedidas: Bruce Wayne, sendo que o novo Batman agora é Dick Grayson, formando uma nova dupla dinâmica com Damien, o novo Robin. Na minha opinião, Grant Morrison criou uma interessante inversão de valores: Batman sempre foi o sombrio e, Robin, o lado descontraído, e esses valores são trocados nessa nova abordagem. Ora, o morcegão já teve várias versões em 70 anos de quadrinhos, por quê não mais uma mudança?

Batman(Grayson) e Robin (Damien): Dupla renovação
Mais ou menos semelhante ao que aconteceu ao Capitão América, agora personificado por James “Bucky” Barnes, alguém extremamente amargurado e sombrio, mas que ganhou a redenção com atos de heroísmo ao herdar o manto de seu mentor, e ainda revitalizou o personagem, com os roteiros de Ed Brubaker. O Capitão, que sempre foi acusado de ultrapassado e afins, recebeu uma roupagem mais moderna. E isso é um fã do bandeiroso clássico, que não se conformava com a morte dele.

Bucky: Um capitão mais radical, e até mais implacável
Entretanto, nenhuma dessas possibilidades será aproveitada, já que os retornos de Bruce Wayne e Steve Rogers já foram anunciados. Então, por quê nunca mais se lidou com isso (a morte) de forma diferente? Por quê ainda tem quem insista nesse vai e volta de personagens? Existem algumas teorias a respeito:
1) Os roteiristas, que são obrigados a lidar com um ou mais personagens que estão no mercado editorial há anos, e cujos universos passaram por tantas transformações que, inevitavelmente, acabam gerando situações similares a outras ocorridas no passado.
2) Os editores, que visando o enorme mercado gerado por produtos comercializados que são inspirados no personagens, como desenhos animados, filmes, séries, roupas e brinquedos, etc., procuram manter sempre os mesmos personagens vivos, mesmo quando às vezes o mesmo foi assassinado em alguma saga, recente ou bem no passado.
3) Os próprios leitores, sobretudo os mais ardorosos e exaltados, que não aprovam mudanças mais radicais que incluam a morte de um determinado personagem, por mais bem planejada que ela seja.
Maaas, eu não estou aqui para apontar culpados. Nós, no 100Grana, também gostamos de achar soluções. Então, escolhi dar sugestões para solucionar esse problema:
Contextualização do Leitor- Essa é mais indicada para quem chega hoje para comprar um revista na banca, e não entende patavinas do que está acontecendo. A Marvel parece ter encontrado um recurso interessante, e a DC também vêm fazendo, pelo menos é o que vemos nas atuais edições publicadas aqui no Brasil, inclusive nas mais recentes lançadas já pela Panini: Antes de cada história, um texto revela uma versão resumida do que está acontecendo e de onde a história parou, como vocês vêem abaixo:

Isso compensa um pouco a questão de quem não compreende o que acontece numa determinada saga, o que nos leva à próxima sugestão:
Diminuição no excesso de sagas – Muitos fãs do Homem Aranha, por exemplo, reclamam (e olhe que eles têm motivos de sobra para isso atualmente) que as histórias do personagem hoje só são sagas, sagas e mais sagas, não existem mais tramas com começo, meio e fim como antes.
E é engraçado que uma saga que leva oito meses para ser contada às vezes só se passe durante uma semana, ou dois dias em certos casos. Isso é até bom, porque quanto menos o tempo passar, mais tempo dura a juventude dos personagens. Mas como tudo na vida, existe um lado negativo nisso, porque o leitor iniciante se cansa disso, e não quer ficar “entre sagas” o tempo todo. E é nas sagas que os personagens mais morrem e ressuscitam. As “Crises” sem fim da DC, a Guerra Civil e a recente Invasão Secreta na Marvel que o digam.

Massacre de Mutantes, outro exemplo de mortes à granel, mesmo que não sejam necessariamente esses da foto
Novo alter ego, o mesmo herói - Provavelmente o que eu mais falei nesse post. Lisos, as pessoas não são eternas. Embora os chamados super heróis tenham poderes incríveis, eles também sentem os efeitos do tempo, como nós. Por isso, eu acredito na passagem da tocha quando necessário. Pensem não apenas no Batman, Capitão América, Flash ou no Lanterna Verde, mas também no Coruja e Espectral em Watchmen, ou Don Diego de La Vega passando a máscara à Alejandro Murieta em Zorro (tá, é filme, mas também serve como exemplo), ou Kit Walker, o 21° Fantasma, morrendo e passando o anel de caveira para seu herdeiro.

Lisos, isso é só minha opinião. Aqui vocês têm o direito de concordar ou discordar do que falei aqui, e deixo agora o espaço para vocês darem suas opiniões. Soluções, alternativas, o que vocês acham que poderia solucionar esse vai-e- vem de defunto nos quadrinhos?
Um bom feriado à todos!
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ok, ok… concordo c/ alguns aspectos, maaaaaassss…
creio que ALGUNS personagens são, digamos, “imexíveis”, “imortais”, etc,etc… é o caso de BATMAN, SUPERMAN, SPIDERMAN, e alguns outros.
“Cito como exemplos de mortes recentes que acredito eu, foram bem sucedidas: Bruce Wayne,”
ora, isso pra mim soa como uma blasfêmia, nao apenas pq sou fanboy, mas pq essa manobra da DC me parece canalhice das boas só pra polemizar e dá um upgrade nas vendas…
acho que nesses casos, o exemplo da série televisiva BATMAN BEYOND é ótimo, pois trata de sucessão sem ser de maneira canalha e desrespeitosa c/ os fãs!
alguns persongens “imexíveis” podem ter o pretexto da origem interplanetária, como é o caso do super e outros… creio que personagens c/ origem de “outra dimensão” ou outro planeta facilite esses tipos de “ressurreições”.
outro “pretexto” seria a tecnologia genetica e outras baboseiras… o steve rogers por exemplo pôde ter o aval desse tipo de “manobra”(ainda que tb acredite ter sido muito canastrona), pois o âmago de sua origem é exatamente essa “volta a vida”, o descongelamento.
agora imaginem qdo resolvem “matar” o peter parker???? confusão na certa!
Concordo em gênero númer e grau!
E ainda venho dizendo isso desde que aprendi a ler! A morte tem que existir, um ou outro ressucitar até vai mas TODOS, SEMPRE?!?
O universo ia ser muito mais rico se as pessoas, literalmente, aceitassem a morte!
Duvido que matem o Pete, Zureta, e concordo com o exemplo do Batman Beyond, mas eu queria vercomo seria o universo DC sem Bruce Wayne…enquanto ele não volta
Não iria fazer sentido nenhum uma outra pessoa como Batman… O robin nem existe. O comentario sobre watchmen foi totalmente infeliz, fora de contexto. E esses herois que vc citou q foram substituidos são justamente os personagens q perderam quase todos os leitores, o fantasma por exemplo nem tem mais revistinha… Reflita: ja pensou um outro cara no lugar do wolverine ou qualquer outro X-men???
Tb acho a maioria dessas mortes uma grande palhaçada com os leitores. Principalmente qdo os óbitos foram marcantes para a história das Hqs.
É uma questão complicada! Como manter viva a história de personagens que têm anos de história? Afinal, por qual situação um personagem de 50, 60 anos já não passou?
Mas concordo com zureta. batman, superman e homem aranha são exemplos de heróis que são intocáveis! Não adianta inventar e botar outro pra vestir o manto do batman, por exemplo! Fica ridículo e todos sabemos que o original vai voltar!
Tem sagas que são bem sucedidas! A morte e volta do super foi um evento muito bem sucedido na época e ninguém pode negar! Mas na maioria dos casos é um recurso pobre e já muito batido!
A questão é de criatividade! E isso ta em falta por aí!
Você esqueceu de citar o caso do Optimus Prime, que no filme ele morre durante um conflito com Megatron (Transformers G1-O filme), depois na série de Tv ele semi-ressuscita (forma zumbi),morre de novo, quase no fim da G2, ele ressuscita e salva os Autobots da Heath Plague…Transformers Animated, ele morre mas é ressuscitado pela chave da Sari. Em Revenge of Fallen, ele morre nas mãos de Megatron e quase no fim do filme, Jetfire se sacrifica e Optimus volta fundido com ele…isso fora as mortes nas HQs…Estes personagens citados nesta reportagem, bem como Prime sofrem da “Sindrome de Kenny”, esse nome é dado porcausa do personagem de South Park…Qto ao caso de Batman Beyond, Terry McGinnis é um clone/filho de Bruce Wayne,criado pelo projeto Cadmus (JLA Unlimited)…Agora essa história de matar e ressuscitar já está ficando chata…Batman sem Wayne, Superman sem Kent, Spiderman sem Parker, IronMan sem Stark, X-Men sem Logan, Summers,Xavier,etc, Cap.América sem Rogers,DB sem Goku, etc não teria a menor graça…”Oh no they killed Kenny(?)” …
Eu sei que alguém ainda vai querer me linchar por aqui… Mas esse é justamente o motivo pelo qual eu não leio HQs… O que eu acho que toda história precisa, para ser boa e concisa é: início, meio e FIM.
Pelo fato das HQs serem “infinitas” fica cada vez mais difícil bolar histórias novas, interessantes e que não sejam totalmente absurdas, o que acaba levando a essa “síndrome de Kenny” desenfreada (adorei a expressão!!). E nesse detalhe eu dou ponto aos japoneses. Por mais rentável que determinado mangá seja, ele sempre tem um fim (mesmo que alguns demorem um pouco mais do que devam para terminar XD).
Claro que certas histórias poderiam muito bem durar pra sempre, tipo X-Men, que não depende de um único personagem título pra fazer sucesso, poderia muito bem continuar com os bisnetos dos X-men originais e mais o Wolverine pra alegrar os puristas, já que ele tem a desculpa do fator cura que não o envelhece :p
Mas enfim, sonho meu. O problema é que as editoras não vão simplesmente acabar com suas galinhas de ouro em prol de uma “história concisa” e muito menos os leitores iriam aceitar viver sem seus heróis favoritos, mesmo que isso custe sagas e mais sagas absurdas, mortes e ressurreições a torto e a direita, e até completas “reescrições” de histórias (vide o fiasco do Aranha com a Mary Jane).
Putz, concordo com você, Mandy! Uma história precisa de final para ter coerência. Mas imagine o Peter velho e outro personagem tão carismático quando ele como Homem-Aranha. Tenho uma teoria de que os fãs do Homem-Aranha são fãs do Peter Parker na verdade. O Super-homem é o Super-homem, ele e Clark, quando jovens, já foram a mesma pessoa. Mas quando ele se mudou pra Metrópolis Clark é um personagem criado pelo homem de aço, melhor ator desde Peter Sellers e Marlon Brando (hehehe).
É preciso roteiristas geniais e muuuuito suor para criarem alter-egos para esses superpoderos realmente convincentes.
Desculpem se tiver algum erro: estou meio porre.
@Andre rios: Com relação à Watchmen, eu sei que se trata de uma edição limitada, uma minissérie fechada. A comparação não foi pelo fato da substituição em si,foi com relação ao modo como os personagens foram substituídos na história, entendeu?
“E esses herois que vc citou q foram substituidos são justamente os personagens q perderam quase todos os leitores”
Que eu saiba, o Lanterna e o Flash ainda tem bastante leitores, e o Fantasma continua sendo adorado pelos seusa leitores.
E outra: Superman e Homem Aranha são intocáveis, não teria graça nenhuma mesmo mudar suas identidades, mas a máscara de Batman já teve mais de um dono, vide Jean Paul Valley e o próprio Dick. Será que seria tão ruim asim explorar o modo com outras pessoas usariam a capa do morcego?
“Não iria fazer sentido nenhum uma outra pessoa como Batman… O robin nem existe.”
Não entendi esse comentário, juro.Como assim não existe?
É UMA MISTUREBA DISSO TUDO AÍ EM CIMA, NA MINHA OPINIÃO!
NA VERDADE, OS ROTEIRISTAS ACABAM SENDO FÃS E O PÚBLICO TAMBÉM JÁ TÁ ACOSTUMADA EM VER AS PRIMEIRAS ENCARNAÇÕES DE SEUS HERÓIS.
O CLÁSSICO É O CLÁSSICO E NÃO SE DISCUTE. SE NÃO, NÃO TERIA ESSE NOME: CLÁSSICO.
FALOOOUUUUU!
Esta história de matar e ressuscitar,bem como a história dos universos alternativos ,nada mais é que ficar reciclando personagens, o que é triste…anos atrás a saudosa revista “Herois do Futuro” comentou sobre este fato…Sobre o termo “Síndrome de Kenny” li em diversos sites, porque quem assiste o desenho South Park, deve lembrar que Kenny morre num episódio, ressuscita no episódio seguinte (o eterno ciclo de matar e ressuscitar)…
Com certesa , Bruce Wayne e Steve Rogers ressucitarão e voltarão com tudo.
A DC Comics possui a famosa camara de Lazaru e o Demonio Ethigran e já a Marvel tem sua ciencia e é só fazerem uma magiquinha e pronto, os dois ícones ressucitam.
essas “mortes” e “renascimentos” agora vão acontecer SEMPRE, pelo simples motivo de não deixar as vendas caírem… e como falta criatividade pra esse povo, e muitas patuscadas já foram feitas, essas coisas ainda vão acontecer por muito tempo.
o que é uma lástima, já que sempre achei o máximo mortes de super-seres… aproxima mais o público de seus heróis.
fui ao delírio qdo o darkseid “matou” um dos gaviões-negros!!
Eu acredito que o Bruce vai acabar voltando… mas espero que ele nao volte a ser o batman, mas que ele fique de “mentor” do DG
Só sei que ressurreição nos quadrinhos é algo de amargar… Lembro que nos anos 90 desisti de colecionar hqs depois de ver um vilão do Superman ressussitar pela segunda vez… Só voltei uns dez anos depois e hoje não consigo ler praticamente nada do eixo Marvel / DC tradicional (Só Lanterna Verde e olhe lá)…
Quadrinhos hoje, só The Walking Dead e Irredemable…
Definitivamente: Bruce Wayne Sempre será o BATMAN
Concordo plenamente com a matéria, e é uma besteira sem tamanho dizer que “Não iria fazer sentido nenhum uma outra pessoa como Batman… O robin nem existe.” Afinal, um dos principais motivos do Bruce ter adotado os Robins foi pra deixar um legado, pra assegurar que quando morresse, o Batman pudesse continuar.
“Definitivamente: Bruce Wayne Sempre será o BATMAN”
Do jeito que as coisas são, sim. Mas esse é exatamente o problema que o Sérgio está apontando.
Hoje em dia estou de saco cheio pra HQs da Marvel e DC. Quando começo a me acostumar com uma boa idéia, eles jogam fora. Ou então fazem uma asneira maior ainda como Um Dia A Mais.
Do jeito que está, prefiro muito mais ler Garota-Aranha do que o Aranha original. Ou melhor, prefiro ir pra Image e ler Invencível. Pelo menos lá existe um claro senso de direção.
só passei aqui pra dizer que esse foi um dos melhores posts que eu já li sobre quadrinhos
Achei a morte e o retorno do super-homem a melhor saga que já li, muito boa mesmo, a unica coisa que estragou nessa saga foi a parte da revista super-homem além da morte onde Jhonatan kent tem um infarto e vai atras de seu filho, do rersto foi ótimo porque ele acabou sendo ressucitado pelo erradicador com a tecnologia de Krypton!
Pena que desde 1998, acabou a graça de ler quadrinhos! Não gostei da pAninni publicando, a abril era a melhor de todas!
Concordo com todos os pontos citados…hoje em dia para vc ler um HQ…é uma tortura…pois, são poucas histórias que se salvam…para uma agradável leitura..um abraço a todos…e a 100garna…é nota…1000 em seriedade e trabalho…parabéns a todos…
O problema pra mim é que os quadrinhos americanos não sabem que caminho seguem. Pra mim, deveria ser assim: ou o tempo passa para todos ou não passa pra ninguém. Explico:
Oliver Queen tem um filho. O filho cresce, cria barba e vira outro arqueiro verde e depois o vermelho. ótima passagem de tempo. Mas o próprio Oliver não parece ter envelhecido um dia nesse processo e esses dois fazem parte do mesmo universo do Bruce Wayne, por exemplo, que não envelhece também, assim como o Robin Tim Drake e todos os novos titãs que sempre serão “novos” se depender da editora. O pantera da DC treinou o Batman. Ora, ele devia ter uns oitenta anos agora hehe
Nem vejo tanto problema no fato do tempo não passar nas hqs americanas. As histórias serão eternas e de dez em dez anos mais ou menos, é tudo renovado. Ok. O problema é quando personagens de um mesmo universo são afetados pelo tempo de maneira distinta ou nem são afetados.
Acho que ninguem que verdadeiramente morreu em CDZ voltou a vida…
Ser considerado morto e chegar a quase morrer é diferente de morrer de verdade.
Claro, alguns cavaleiros de ouro foram ressussitados por Hades, mas era temporario e tals…