Hoje, mostraremos como os nossos eleitos podem dar dor de cabeça à muito herói colorido por aí.
Em meio a esse período de eleições, em que escolher o candidato certo é vital para a nação, achei curioso dar uma olhada num passado e recente e perceber que alguns do maiores calos nos sapatos dos super heróis são justamente, de fato, os políticos.
De muitas maneiras, os caras que comandam a prefeitura, o governo ou até o país resolveram em várias oportunidades se meter em como os heróis fazem o que fazem melhor, que é tipo, vocês sabem, salvar o dia, esmurrar vilões e afins. Só para citar umas coisas bem ridículas que passam na cabeça dos caras, primeiro: Os caras sempre esperam que os heróis queiram algo do tipo tomar o poder. Segundo, sempre tem um para criar uma teoria idiota que os heróis atraem os vilões e não o contrário.
Um bom caso que vale a pena citar é o que aconteceu com o Flash (Wally West).Lá pelo final dos anos 90, numa fase assinada por Mark Waid e Paul Ryan, a prefeitura chegou a conclusão de que o velocista era culpado por nove entre dez males que assolavam Keystone CIty. Tanto foi que o prefeito, buscando um bode expiatório para se reeleger, pediu uma ordem de afastamento e até enviou um técnico em contabilidade para calcular os danos causados em cada atividade do herói.

O único jeito foi West morar em Keystone City e trabalhar como Flash por um tempo na cidade litorânea de Santa Marta, até o Major Desastre inundar o lugar.
Outro que enfrenta a fúria dos engravatados nove entre dez vezes é o Superman. O maior herói da DC Comics, desde o começo de sua carreira, sempre foi visto com olhos tortos pela alta cúpula, especialmente pelo exército, que temia uma possível rebelião do Kryptoniano. O próprio arco Nova Krypton, atualmente em publicação pela Panini, mostra um plano maquiavélico do sogro do herói, o General Sam Lane, para eliminar de uma vez por todas a “ameaça alienígena”, fazendo de tudo um pouco, desde soltar Apocalypse em cima do presidente e até inciriminar Superman como terrorista ao lado de seus conterrâneos.
Isso sem falar que o maior inimigo do Homem de Aço já ocupou o cargo mais importante do país. Isso mesmo, Lex Luthor já foi eleito, acreditem ou não, presidente dos Estados Unidos e o mais incrível, jogando limpo. Claro, eles fez muitas coisas por baixo dos panos, se aliando até mesmo a tipos como o General Zod e Darkseid no período. Inclusive, Luthor armou o assassinato da namorada de Bruce Wayne, Vesper Fairchild e incriminou o cara por ter tirado os contratos militares das empresas Wayne com o exército.

Falando em Batman, o morcegão também teve seu problemas com os chefes de estado. Além de enfrentar os caras na minissérie Batman: Conspiração, o Homem Morcego ainda teve de ver sua cidade, devastada por um terremoto, separada dos Estados Unidos como uma terra sem lei na saga Terra de Ninguém, assinada por Greg Rucka.

Mas enfim, não dá para falar de DC Comics e não lembrar de como essas questões políticas também fazem parte de Watchmen. Na emblemática saga de Allan Moore, o que se precebe é que, a todo momento, o governo procura tomar as rédeas da situação. Basta olhar o surgimento do Dr. Manhattan, que logo faz sua primeira aparição e o povo da Casa Branca já dá um jeito de transformar a figura na imagem do poderio americano e, mais tarde, é o mesmo governo que vai tentar reprimir as atividades dos vigilantes.

No século 20, as histórias em quadrinhos procuraram mostrar bem mais este caráter de controle sobre os super humanos. Prova disso são as séries publicadas no selo Marvel Max, Poder Supremo e Esquadrão Supremo, de J. Michael Straczinsky. Hypérion, o meta-humano Mark Milton, tem uma origem que emula a do Superman, mas até certo ponto pois tem um caráter menos escapista e mais tenebroso. Isso porque ele também veio do espaço e é encontrado por um casal de fazendeiros… que são mortos por oficias do governo, que acolhe o pequeno alienígena e o treina desde guri para ser obediente as leis do país, ao lado de outros meta humanos, que são inclusive enviados ao Iraque para derrubar regimes totalitários. Mas claro que nada permanece de um jeito e as coisas mudam.

Se o governo usasse a Liga da Justiça, seria assim.
Mas é no selo clássico da Marvel que as coisas esquentam por questões de interferência política. Basta observarmos as histórias dos X-Men, vendo como o governo lidou desde o começo com a questão mutante, confiando ao cientista Bolívar Trask a missão de criar aberrações como os Sentinelas, para caçar uma parcela da população que nasceu diferente. O mesmo governo também quase aprovou a famigerada Lei de Registro Mutante, sem falar nos eventos pós-Dia M, quando boa parte da população mutante perdeu os poderes e foi segregada em campos de confinamento.
Os últimos três anos foram marcados por histórias que criticam bastante a postura política diante da comunidade heróica. A mega saga Guerra Civil, assinada por Mark Millar, estremeceu as bases não apenas para os heróis, mas entre eles. Acho difícil alguém não saber do que se trata, mas vale uma rápida explicação: Quando os Novos Guerreiros acabam causando a morte de 600 pessoas (incluindo muitas crianças) em uma explosão numa cidade no interior americano, o governo aprova a LRSH-Lei de Registro Super Humano, que obriga cada superhumano ou vigilante do país a registrar sua verdadeira identidade junto ao governo, sendo que a alternativa à isso é a prisão

Guerra Civil: o Governo pôs herói contra herói..
A lei divide os heróis entre os defensores da lei como manutenção de suas atividades e os que vêem isso como uma represão ditatorial. O Capitão América, que nove entre dez vezes em que o governo caga tudo fica contra ele, é obrigado a virar clandestino e enfrentar o maior defensor da nova lei, o Homem de Ferro.
O confronto entre os heróis é apenas uma das terríveis consequencias. Além da tremenda negativa da opinião pública, o governo chega ao ponto de transformar vilões em Thunderbolts (a exemplo do Esquadrão Suicida ) e colocá-los para caçar os heróis. E mais, no comando dos Thundebolts, eles colocam Norman Osborn, o Duende Verde, que logo após a saga Invasão Secreta, é alçado ao posto de Secretário da Segurança Nacional (!).

... e coloca o Duende Verde no poder tempos depois
Enfim, dava para citar ainda mil casos, mas esses foram os que eu achei mais dignos de nota. Se alguém tem um mente aí, é só falar.
No mais, se você vota, faça o com consciência [clichê mode off]
Continue lendo o 100Grana e até a próxima notícia










TAREFA NADA FÁCIL.MAS MEU VOTO VAI PRO LEX.
O projeto Cadmus tbm foi legal, qse igual o q o general Lane fez com o Super.
O criador de X-Men disse que o desenho deixaria de ser sobre preconceito quando ele não visse mais nenhuma notícia sobre preconceito.Pensando dessa maneira enquanto o brasil
existir vão haver vilões políticos.
Faltou citar o JJJ como prefeito de NY o/
Eu votaria no Lex Luthor…XD
Uma parte do que foi dito aqui foi retratado no desenho Liga da Justiça sem Limites, com relação a Lex Luthor candidato a Presidência e manipulado por Brainiac, no desenho Batman & Superman: Inimigos Públicos…o político quer sempre ter um bode expiatório indepente deste ser um super-herói, super-vilão ou até mesmo um cidadão comun…o divertido é que nas HQs, o infeliz sempre se dá mal, caso do Luthor, do Osborn…Off.:Também lembrei da franquia Metal Gear Solid, onde os governantes e o povo não passam de fantoches nas mãos de gente inescrupolosas , no caso desta, The Patriots, The Philosophers, tanto que os Patriots colocaram no poder George Sears (Solidus Snake) e que depois do incidente em Shadow Moses, eles o “impeachmaram”…Mas na vida real não existe herói ou vilão, depende da circunstância…
Os piores mesmo estão do lado de fora, vide JADER!
Vote Tiririca Osborn
Pior que tá não fica!!!