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100Grana ouviu: A história do Contrabaixo no Rock and Roll!

 

Um instrumento musical que muitas vezes fica escondido, mas que um excelente história no mundo Rock ! Confira.

Por Marcello Gabbay

Olá amigos lisos! Nossa coluna dessa semana trás um tema ou objeto, na verdade, instrumento, interessante: o contrabaixo. O surgimento do rock’n’roll nos anos 1950, marcado pelo primeiro hit de Bill Haley, “Rock Around the Clock” em 1952, ajudou a popularizar este instrumento até então escondido no que nós músicos chamamos de cozinha – a seção rítmica da banda, geralmente formada pela bateria, percussão e baixo. Naquela época, o baixo ainda era acústico, aquele trambolhão pesado que seria substituído a partir de 1951, pelos primeiros baixos elétricos fabricados em escala industrial pela Fender. Mas até hoje as bandas iniciantes deixam o baixo como um castigo praqueles aspirantes à guitarra com pouco talento. Muitos pensam que basta tocar a mesma nota num tum-tumtum-tum- tum-tum constante e pronto, já é rock and roll!

Graças a Deus, Paul McCartney existiu para popularizar um estilo mais criativo pró-contrabaixo na história do rock. Ele também era guitarrista e baterista nos primeiros anos e “herdou” o baixo quando o antigo baixista dos Beatles, Stu Sutcliff, rasgou fora da banda em 1961. Diz a lenda que quando Stu saiu, eles foram votar quem ficaria no baixo, aí John disse: “Não vai ser eu!”, George fazia os solos, então sobrou pro jovem Macca. A partir daí, o instrumento ganhou glamour e atenção, já que Paul se esforçava pra criar linhas melódicas nos graves. All My Loving, de 1963 já tem uma linha inspirada no walk-jazz, por exemplo. A partir da segunda metade dos anos 1960 os baixistas do rock passaram a ganhar notoriedade pelo seu desempenho.

Paul McCartney e seu eterno baixo.

Desses 50 anos de rock, podemos destacar figuraças dos graves a começar por Bill Black, da banda de Elvis Presley, ele dançava e rebolava agarrado no rabecão gigante (o baixo acústico tradicional); o Jack Bruce, do Cream (banda do Eric Clapton até 1968) mandava um estilo livre com pegada pesada e cheia de improvisação; o John Entwistle do The Who seguia essa linha também, apareceu morto num hotel em 2001, grande perda! Roger Waters do Pink Floyd marcou seu nome no hall dos baixistas do rock com a performance em Money; Brian Wilson tocava baixo nos shows dos Beach Boys apesar da onda dele ser mesmo a composição e arranjo, no estúdio, algumas vezes ele passava o baixo pra músicos contratados; Chris Squire do Yes é um virtuoso e marcou pelo uso de efeitos e distorções no baixo, presença! Tom Peterson do Cheap Trick é pouco conhecido no Brasil, mas é famoso pelo baixo de 12 cordas que ele inventou e usa até hoje nos shows, é um som pesadão; Geddy Lee do Rush é um ídolo do rock pesado e mestre em sincronizar o vocal com linhas de baixo rápidas, uau! Sting, nosso querido ecologista do Police tem uma batida de som mais africanizada, enquanto Steve Harris do Iron Maiden representa o heavy metal; e por fim, destaca-se o australiano Flea, do Red Hot Chili Peppers, bem criativo!

Olha o povo todo aí… 

Agora confira aí o bom e velho Paul McCartney mandando ver em uma gravação da música So Bad de 1984 (Reparem que quem está na bateria é o Ringo Star, dizem as más línguas que ele tinha enchido a cara antes dessa filmagem, apesar de haver uma lata de Pepsi ao lado da batera – glicose?).

E aí uma performance mais rapidinha com o hit Silly Love Songs, de 1976.

No Brasil, o rock nacional proporcionou o surgimento de baixistas criativos e que influenciaram um montão de meninos e meninas a comprar seus baixos Tonante e Giannini, nos anos 80 e 90 – essas marcas de fabricação nacional eram as mais facilmente encontradas no mercado antes do governo FHC, quando os instrumentos importados eram caríssimos e difíceis de achar (Ei! Não estamos fazendo alusão ao FHC, por favor!). O mais amado e odiado de todos, o gaúcho Humberto Gessinger dos Engenheiros do Hawaii, tem um trabalho muito interessante, especialmente no disco solo de 1996, Gessinger Trio. Confira aí a performance dele no baixo de 6 cordas em A Onda.

 Figuras do baixo no rock nacional, ambos “traíram” o baixo…

(Música “A Onda”…)

Nando Reis era baixista dos Titãs, mas “traiu” o instrumento ao sair em carreira solo. Outra curiosidade é que até 1984, Renato Russo era o baixista da Legião Urbana, mas passou o instrumento pro Renato Rocha a fim de se dedicar ao vocal. Agora, tem um baixista super importante na história do rock nacional que pouca gente identifica porque hoje em dia está atrás da mesa de som produzindo CD dos outros: é o Liminha, que tocou nos Mutantes de 1970 a 1974. O trabalho dele no disco Technicolor gravado na França em 1970, mas lançado só em 2000, é muito bacana. Confira a performance dele em Baby.

(Música “Baby”…)

Hoje em dia, existem verdadeiros papas do contrabaixo como o inconfundível Jaco Pastorius, Charles Mingus, Ron Carter (americanos) e, recentemente, o camaronês (nascido em Camarões, é não tem só futebol lá não!) Richard Bona, dentre vários outros, claro; mas o que a gente não sabia é que muitos atores famosos também curtem os graves, dentre eles, o Keanu Reeves (Velocidade Máxima, Constantine, Matrix) que toca numa banda chamada Dogstar, além do Russell Crowe (Los Angeles, Cidade Proibida, Gladiador, American Gangster), Dennis Quaid que toca baixo, guitarra e tem uma banda chama da”Dennis Quaid and Sharks” chamada e no Brasil o Kadu Moliterno (Juba e Lula-san, uooooou!!!).

Olha “Neo” mandando ver no Baixo.

Russel Crowe também é músico e tem uma banda.

E foi o quando o tio Dennis Quaid falou: GALERAAAAA! 100GRANAAAAAAAA!

Bem, agora, para ficar mais curioso sobre o contrabaixo, assista o Police no Rio mandando Message in a Bottle.

Só por uma questão de curiosidade… Quase todo mundo do site arranha algum instrumento musical: o autor desta coluna (Marcello Gabbay) é baixista profissional, Vinicius Passos toca guitarra, Diego “Sinuhe” e Dan Passos tocam violão e arranham uma guitarra. O Brunno Bruto até toca uma viola, mas a especialidade dele é Guitar Hero, já o Sérgio “MentorBreak” Fiore é o responsável pela sonoplastia.

Até a próxima coluna de música no 100Grana.com!

Leia mais sobre Música.

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12 comentários em “100Grana ouviu: A história do Contrabaixo no Rock and Roll!

  1. Hahah!
    Muito bacana o 100granaaaaaa do Quaid!

    Cara, com certeza o Flea do Chilli Peppers é bem criativo! Muito solos legais!
    Agora não entendi a perte em que se diz: 1)Não sou fã do Gessinger e queria entender o termo amado e odiado. Heheheh; 2) O termo traisram quer dizer especificamente o quê?;
    Ese resumão da historia do rock e do baixo foi legal!
    Até.
    Até

  2. achei na net

  3. Muuito legal o artigo! Eu, que tmb sou baixista, gostei da atenção com este instrumento tão importante e tão escondido. Além de tanta informação, tem vídeos legais e a homenagem ao nosso querido Vovô, o grande Macca!!
    só queria tmb citar a técnica de pizzicato de 3 dedos do Steve Harris (responsável pelas famosas “cavalgadas” do Iron Maiden) e dizer q o Flea, além de muito criativo, é muito técnico: além do q ele faz no red hot, q já demais, já vi um vídeo-aula dele, em que ele mostra umas técnicas de slap (impressionante!) e outras coisinhas.. o cara é um animal… valeu!

  4. achei bem legal as ideias sao bem posicionadas e explicam tudo que eu sempre quis saber sobre rock!

  5. cara eu queria sabe a marca do contrabaixo do paul dos beatles do pesquisando mais nao vejo o nome acho q é de fabricaçao de 1950 ,se souberem me avisem valeuuuuu

  6. Aos 34 anos, sou iniciante. Escolhi o instrumento mais oculto da banda justamente pela discrição. O artigo é rico em informações e se completa pela referência aos vídeos. Um grande incentivo para quem tenta entortar os dedos pelo desafio da música. Parabéns ao site.

  7. Muito fraco, o carinha aí só ouviu falar de Fender na vida!

    Vou te ajudar… não deveria.
    O baixo da foto do McCartney é um Hofner, marca alemã. McCartney utilizou esse modelo, pois era simétrico. Para um canhoto isso é muito importante visualmente.

    Chris Squire, Roger Water e Greedy Lee usavam muito o baixo da Rickenbacker. Inclusive, essa é uma das marcas favoritas do McCartney, basta conferir no disco “All the Best” e nas fotos de arquivos dos Wings.

    Você também esqueceu dos teclados da Hammond que produzem som de baixo, que o Manzareck do The Doors utilizava.

    O Baixo que o Russel Crowe tá usando é um Epiphone, mas muuuuuito utilizada no rock, sobretudo pela galera que toca rock clássico e Rockabilly. Isso sem contar nas marcas raríssimas Vox e Danelectro, que poucos usaram. Rolling Stones e Pink Floyd, respectivamente.

    O post até que começou bem, mas se perdeu completamente. Diz pro Gabbay (eu tenho uma amiga chamada Marcela Gabbay) pra ele pesquisar um pouquinho mais antes de escrever sem mais nem menos.

    eu sei que vcs não vão publicar isso mesmo, além do mais o post é antigo. Mas isso é pra vcs verem que tem que existir critérios! E saberem que eu não sou um Troll qualquer.

  8. o sonho de todo baixista e tocar uma musica que ele tenha um solo

  9. ótimo artigo!!!

  10. Galera, pra quem curte Rock Nacional, gostaria de indicar o meu canal do Youtube onde posto vídeos de covers de Baixo exclusivamente de Bandas Nacionais.
    http://www.youtube.com/cbjunior04
    Um abraço!
    Junior

  11. O rock é massa! e o baixo melhor ainda!!

  12. Os caras inovaram, e mostro que o baixo manda.

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