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O Mundo Dá Voltas: Dez anos de Blade – O Caçador de Vampiros

Sim, lisos. Porque se não fosse o dentuço, dificilmente veríamos Homem de Ferro e Hulk este ano nos cinemas. Trazendo de volta a sessão O Mundo dá Voltas.

Por Sérgio Fiore

2008 está sendo um ano muito importante para a Marvel nos cinemas. Com o lançamento da Marvel Studios como uma produtora independente, a marvel se permite ter um domínio maior de seu universo na tela grande. E a grande virada será em 2011, coroada com o lançamento do aguardado filme dos Vingadores, reunido os heróis que, naquele momento, já terão estrelado seus filmes solos e estarão ainda mais enraizados nos coração dos novos e velhos fãs.

E é interessante lembrar essa grande virada ocorre justamente dez anos depois da primeira grande aposta da editora. Em 1998, o cenário era bem diferente do que vemos hoje, com filmes baseados em quadrinhos (sobretudo da casa-de-idéias) saindo a torto e a direito. Muito pelo contrário. No ano anterior, Batman &Robin afundara a carreira do Homem Morcego e do Universo DC nos cinemas (e que só seria revivida sete anos depois, com Batman Begins), e possivelmente reforçava ainda mais a visão contraditória que muitos estúdios tinham de que filmes baseados em HQ não eram lucrativos.

Nesse cenário, a Marvel timidamente apostou numa adaptação digamos, modesta, se lembrarmos do seu vasto (e idolatrado) panteão de personagens. O escolhido: Um personagem pouco conhecido do universo da editora: Blade, um caçador de vampiros que era  coadjuvante na revista a Tumba de Drácula, lançada pela Marvel em 1971, com textos de Marv Wolfman e desenhos de Gene Colan, ambientando as histórias do Senhor dos Vampiros na década de 70. A série mensal durou setenta edições, sendo reimpressa na Inglaterra em preto-e-branco com o nome de Dracula Lives, e publicada em espanhol, italiano e português. No Brasil, foi trazida pela Bloch Editores entre 1976 e 1978, com o nome de A tumba de Drácula, e mais tarde foi publicada pela Editora Abril sob o título de O terror de Drácula.

A premissa era bem interessante, e já conhecida de quem já havia visto o personagem numa aparição dele na animação do Homem-Aranha dos anos 90(em que ele tinha um sabre de luz e uma moto que subia nas paredes dos prédios): Blade nasceu metade homem, metade vampiro, pois foi contaminado ainda na barriga de sua mãe, quando ela foi mordida por uma criatura das trevas. Com isso, ele se tornou poderoso e imortal e, com a ajuda de seu mentor Whistler, passou a combater os vampiros para vingar a morte de sua mãe. Um inimigo em especial aparece em seu caminho, Deacon Frost, que pretende se tornar o líder dos morto-vivos, despertando o místico Deus-sangue dos vampiros conhecido como La Magra, e guiá-los num grande ataque contra a humanidade. Para isso, ele pretende usar o próprio Blade, que a essa altura, descobre na Dra. Karen Jenson (cuja vida foi salva por ele) uma chance de se curar de sua maldição.

O filme é muito bom, com suspense, ação e Wesley Snipes dando um show como o eerói amaldiçoado.Infelizmente, as continuações não tiveram o mesmo brilhantismo. Quer dizer, o segundo filme, dirigido Por Guillermo Del Toro, é muito bom, até passa, mas o terceiro pecou ao colocar Blade como um mero coadjuvante em meio à tantos novos personagens. Nem trazer Drácula à trama ajudou. Mas voltemos ao primeiro, lançado em 30 de Outubro de 1998.

Stephen Norrington

Para dirigir o filme, escolheram o inglês Stephen Norrington, que tem em seu currículo Death Machine e A Liga Extraordinária. O roteiro ficou a cargo de David Goyer, que escreveu os três filmes da série, o roteiro para a série de tv do caçador, e ainda tem em seu currículo Batman Begins e Batman O Cavaleiro das Trevas. Está escrevendo o roteiro do filme solo de Magneto atualmente. Ou seja, o cara tem gabarito.

Para interpretar Blade, foi escolhido Wesley Snipes, já conhecido do grande público. Ele nasceu no Bronx, em Nova York, e estudou na famosa “High School for the Performing Arts“. Após mudar-se para a Flórida onde terminou o segundo grau, ele participou de algumas pequenas pontas até aparecer em uma grande produção estrelada por, nada mais nada menos que Goldie Hawn. Mas foi em 1987 que Wesley Snipes realmente apareceu no cenário do showbusiness americano, através da música, participando de um vídeo: “Bad”, de Michael Jackson. Depois disso sua carreira deslanchou e Wesley já participou de diversas produções. Com sua carreira solidificada, passava seu tempo praticando capoeira e, é claro, fazendo filmes como Sol Nascente, O Demolidor(com Stalonne), Passageiro 57, Crime na Casa Branca e U.S. Marshalls. Em 24 de abril deste ano, Snipes foi condenado na Flórida a três anos de prisão por ter sonegado impostos entre 1999 e 2004.

N’Bushe Wright, pouco conhecida por aqui, interpreta a Dra. Karen Johnson. Nasceu em 20 Setembro de 1970, na cidade de Nova Iorque.Comceçou como dançarina, estudando na presitgiadas  Alvin Ailey Dance Center e the Martha Graham School of Dance, mas yambém aprendeu a atuar, no Stella Adler’s studio.Em menos de um, Wright estrelou Zebrahead (1992) e em seguida, coadjuvante em filmes para cinema e TV.

No papel do vilão Deacon Frost, está o ator Stephen Dorff. Nascido em 29 Julho de 1973, em Atlanta, Desde pequeno já conhecia bem os bastidores por ser filho do compositor de TV e cinema Steve Dorff. Ele começou sua carreira fazendo comerciais e aparecendo como convidado em vários shows de TV Como Diff’rent Strokes. Por algum tempo o ator atuou em diversos filmes feitos para TV que geralmente eram baseados em fatos reais. No cinema teve sua estréia em um filme no de terror teen ‘O Portão 1 (1987), mas por um bom tempo ainda continuou fazendo filmes para TV até 1991. Em O poder de Um jovem, Dorff teve a oportunidade de provar seu talento no papel de um menino branco lutador de boxe que desafia todas as regras do Apartheid para lutar com atletas negros, contacenando com Morgan Freeman. E também foi  Stuart Stucliffe, um ano depois, no filme Backbeat- Os Cinco Rapazes de Liverpool.

Kris Kristofferson, cantor, compositor e ator, é o que tem a carreira mais longa de todos. Nasceu em Brownsville, Texas, EUA no dia 22 de Junho de 1936. O pai de Kris era general da Força Aérea e fazia com que sua família viajasse bastante. Em 1960, Kristofferson graduou-se em literatura inglesa e se casou com Fran Beer. Durante essa época, ele serviu na Alemanha. Depois ele foi professor de literatura em West Point, por volta de 1965. Ele enviou algumas composições para Marijohn Wilkin, fazendo sucesso em Nashville, Tennessee. Depois de 1972, Kris se dedicou mais à sua carreira de ator. Ele apareceu em Blume in Love (dirigido por Paul Mazursky) e estrelou Pat Garrett and Billy the Kid (de Sam Peckinpah. Outros filmes foram Vigilante Force, The Sailor Who Fell from Grace (baseado em obra de Yukio Mishima) e uma nova versão de A Star Is Born (com Barbra Streisand). Na década de 1980 ele atuou na série Amerika. Depois de um intervalo na carreira após o fracasso de Heaven’s Gate, ele voltou a chamar a atenção com Lone Star (1996). Kris participou de três filmes da série Blade como o mentor Whistler e também no remake de Planeta dos Macacos.

Donal Logue faz o típico capanga metido à besta, Quinn, que se dá mal logo no começo do filme. Nasceu em 27 Fevereiro de 1966, em Ottawa, Canadá.Mudou-se para El Centro, California, aonde foi presidente de grêmio estudantil, e foi para Harvard, aonde se interessou por teatro. Estudou na British-American Drama Academy em Londres, e fez várias peças de teatro até seu primeiro filme , Sneakers (1992). De lá para cá, fez pontas em filmes como Jerry Maguire, O Patriota, Motoqueiro Fantasma, Zodíaco, e atualmente protagoniza o sitcom Grounded For Life, da Fox.

Com 34 anos, Traci Lords, que fez a vampira Rachel, já viveu mais do que a maioria das mulheres com o dobro da idade. Nascida numa pequena cidade do Ohio,  se tornou numa estrela pornô com apenas 15 anos de idade, foi detida pelo FBI com 18, e tentou mudar a sua imagem tentando torná-la mais respeitável. No meio disso, Traci trabalhou como modelo, estrela de rock e como atriz.  Nora Louise Kuzma, mais conhecida como Traci Lords, tem tido uma vida controversa, perigosa e complexa. Na sua nova autobiografia, Underneath It All, Traci fala abertamente sobre como fugiu da sua casa sendo uma adolescente e acabou por se tornar uma estrela pornográfica. Desde 1984 a 1986, Traci fez entre 80 e 100 filmes para maiores de 18, até que se descobriu que era menor de idade e o governo  proibiu a venda e aluguel dos filmes nos quais tinha trabalhado. Com 18 anos, Traci deixou a indústria do cinema para adultos e assistiu a aulas de interpretação para poder realizar a sua passagem para os filmes padrão tanto no cinema como na televisão. Fez pontas também nas séries Will& Grace e Gilmore Girls.

Udo Kier, que viveu o vampiro Dragonetti, nasceu em 14 de Outubro de 1944 em Colônia na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Sua chegada ao mundo foi tão dramática quanto alguns de seus papéis. Na noite do seu nascimento, no berçário, o hospital foi bombardeado. Quando Udo fez 18 anos ele mudou para a Inglaterra para aprender inglês. Lá ele também fez alguns cursos de atuação. Seu primeiro ‘hit’ foi Mark of the Devil, de 1970. Foi Frankenstein junto com seu filme-irmão Blood for Dracula que fez de Udo uma figura cult.Nos anos 90 ele teve maior visibilidade nos Estados Unidos e seu grande momento foi como Hans em Garotos de Programa. Durante seus mais de 30 anos de carreira, Udo trabalhou com diversos diretores: Paul Morrisey, Wim Wenders, Charles Matton, Dario Argento, Lars Von Trier, Gus Van Sant, e  Walerian Boroczyk. Ele diz que ama filmes de terror e quer fazer mais. Ele gosta de fazer vilões e acha mais interessante porque o mal não tem limites. Atualmente Udo vive na Califórnia e passa grande parte de seu tempo trabalhando na Europa onde ele tem mais reconhecimento e papéis maiores.

O filme ganhou  prêmios em 1999, incluindo ASCAP Award, Blockbuster Entertainment Award e o MTV Movie Awards de melhor vilão para Stephen Dorff. E o mais importante:o filme encorajou mais tarde as incursões de Bryan Singer, Sam Raimi, Tim Story, Ang Lee, Jon Favreau, Mark Steven Johnson, Christopher Nolan, James Macteigue entre outros. Para relembrar, vejam o trailerdo filme:

O tempo passa, mas lembrem-se, lisos: Se não fosse Blade aparecer há 10 anos, possivelmente não teríamos visto tantos heróis da Marvel no cinema. E talvez nem da DC, Vertigo, Image, Dark Horse,etc…

Ah, não se esqueça: concordando ou não com nossas opiniões, faça-nos um grande favor e:

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13 comentários em “O Mundo Dá Voltas: Dez anos de Blade – O Caçador de Vampiros

  1. Foi a Warner que produziu o filme do Blade. A Warner é dona da DC, e fizeram um excelente trabalho produzindo um filme da editora rival.

  2. Então e o Spawn de 1997?

  3. é verdade spawn!!! Tem que ter o Spawn nessa parada!!

  4. Realmente o Blade 1 e 2 são são duas genealidades ja feitas no cinema, e merece estar no patamar dos grandes filmes que sairam esse ano como homem de ferro e incrivel hulk…

    e é claro spawn também….=D

  5. Aquela música da boate dos vampiros é um hit até hoje nas baladas, é show !!!
    A questão é a seguinte: houveram vários bons filmes sobre personagens em quadrinhos antes de Blade como por exemplo Dick Tracy, O Máscara, Spawn entre outros, mas o extraordinário fracasso de Batman & Robin pois tudo a perder, nem digo que nunca mais fariam filmes sobre quadrinhos por causa desse filme, isso iria acontecer de qualquer jeito uma hora ou outra, mas Blade mostrou ser um filme tão bem feito, e teve tanto reconhecimento que apressou esse processo entre as produtoras e com a “evolução” dos efeitos visuais eis que chega 2 anos depois o maior de todos (até aquela época é claro) X-MEN !!!!

  6. Superman-O Filme de 1978 foi uma exceção. Na época, todos achavam que depois do filme do Super, teriam mais filmes baseados em quadrinhos nas telonas. Mas durante os anos 80, era a época dos anabolizados Schwarzenegger e Stallone. Batman de 1989 foi outra exeção. Veio os anos 90, e veio mesmo a moda dos filmes baseados em quadrinhos, mas não começou com Superman ou Batman. Foram dois personagens, não muito conhecidos pelo grande público na época, O Máscara e O Corvo. Os direitos desses personagens foram vendidos por um orçamento pequeno por não serem muito conhecidos. O filme do Corvo custou $ 15 milhões e O Máscara custou $ 18 milhões.

  7. Acho que Blade foi um dos pioneiros ao lado de Superman (Christopher Reeve), Batman (Michael Keaton), Spawn, The Mask (Jim Carrey), The Crow( Brandon Lee), Dick Tracy (Warren Beatty), pois representariam o fim dos herois anabolizados representados por Schwaznegger, Stallone, Chuck Norris, Dolph Ludgren (He-man), Bruce Wilys (Duro de Matar), Van Damme (Leão Branco) e serviram de inspiração a um novo tipo de heroi, sendo este adaptado das HQs ou não, tão como foi o Neo (Matrix), Wolverine (X-Men), Spiderman, IronMan, Capitão Sky,etc.

  8. […] de Estrada Para Perdição, Hellboy, O Máskara, por exemplo? E mais, deveriam citar o primeiro Blade, que completou dez anos em 2008, e tem o crédito de ser, de muitas maneiras, o estopim para a […]

  9. Blade foi uma experiência que deu certo… MUITO certo.

    Hoje em dia, o Blade deve ser mais famoso que o Capitão América.

  10. eu adoro Blade,pra mim foi um dos melhores filmes, eu acho q deviam continuar fazendo outros,mas sempre com Wesley Snipes,pq o cara é foda só ele sabe interpretar o personagem melhor do q qualquer um.

  11. Eu amei o filme do blaide, dá um arrepio. A arma é gigante para matar o monstro do vampiro, é mto ação, o cenário perfeito e ele combate os vampiros. Nota 10 o filme do Blaide. Abraço

  12. Não estou vendo o motoqueiro fantasma na foto, ele também é personagem da marvel.

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