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100Grana viu: Watchmen, por Diego Andrade

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Estou há horas pensando em como escrever sobre este filme…

Diego Andrade

Antes de qualquer detalhamento sobre a “visionária” obra de Snyder, posso adiantar aos leitores que o filme é: legal. Sim, legal. Não posso usar outra palavra além de “legal”, talvez “bom”, quem sabe. Não é um desperdício de tempo e nem de dinheiro, mas é claro, algumas reflexões devem ser feitas em relação a esta adaptação.

poster

Meu papel aqui é levar a você um panorama sobre o que é este filme e o que ele representa hoje na indústria das adaptações. No entanto, peço que os fãs xiitas, cenobitas, curiosos e simpatizantes, que fiquem atentos há uma saraivada de textos especiais que publicaremos essa semana sobre o universo de Watchmen. Por isso, antes da crítica, vamos no situar sobre o que representa “Watchmen” no contexto atual.

A adaptação de Watchmen era algo temido e esperado há muitos anos, no entanto, o melhor a ser dito sobre isso é que este processo seria “inevitável”. Na época em que Graphic Novel foi lançada, o conceito de super-heróis estava, mais uma vez, sendo retrabalhado, com um retorno do destaque a Liga da Justiça e roteiros que começavam a explorar as personalidade dos heróis. Aliás, por muito tempo, heróis de quadrinhos eram seres que pensavam, falavam e faziam a mesma coisa, mudando apenas o uniforme. Quer um exemplo? Reveja seus velhos vídeos dos “Super Amigos” e você vai perceber um pouco do clima daquela época.

Com as baixas vendas, os roteiristas e editores começaram a criar novas formas de aproximar as personalidades dos heróis com dos homens e mulheres reais, pois afinal, “humanidade” é conceito amplo que cabe também aos super-heróis. E numa seqüência de fatos, que propiciaram o surgimento de novas histórias, surgem autores como Frank Miller, em Batman – O Cavaleiro das Trevas e Alan Moore com Watchmen. A duas obras conseguiram criar uma divisão ideológica tão profunda na história das HQs, que é possível ver, até hoje, as marcas fortes de sua influência em qualquer roteiro que se auto- intitule “visionário” ou “inovador”.

cover1_100granaA nova era.

Alan Moore, ao lado de Dave Gibbons, criou uma proposta que analisa a fundo a psique do super-herói e encontra, ao final de tudo, um humano comum, frágil, covarde e selvagem. A essência da humanidade. Miller mostra em seu Batman um homem psicótico e amargurado, que é viciado por sua obsessão de combater o crime, além de todas as outras críticas possíveis que surgem em seu enredo, inclusive em relação a mídia, algo que também foi inspirado na obra contemporânea Watchmen. Saibam que Batman O Cavaleiro das Trevas foi lançado ainda no período que as “partes” de Watchmen chegavam às bancas, entre 1986 e 1987.

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Batman de Frank Miller.

Hoje, em pleno ano de 2009, contamos dez anos de “febre” das adaptações de quadrinhos, iniciados com “Blade – O Caçador de Vampiros”, ou como muitos preferem, desde o anúncio de “X- Men – O Filme”, em 1999. Está febre causou muitos delírios e alguns bons momentos. Uma vasta coleção de filmes lançados neste curto período. Contudo, existe algo de irônico se fizermos um paralelo entre a história da evolução das HQs e das adaptações.

Nos últimos 10 anos vimos a adaptações evoluírem, mesmo que “Elektra” e “Superman Returns” nos digam o contrário, até o ponto em que fomos apresentados aos dois novos filmes da franquia Batman em 2005 e 2008. O público das adaptações começou a digerir a idéia dos super-heróis no cinema e principalmente, valorizou a idéia de heróis com falhas e mais próximos da realidade.  A partir daí, da mesma forma como aconteceu nos anos 80, surge uma história que põe abaixo todo o conceito de “heroísmo” inserido no termo “super-herói”. A única diferença sobre a eficácia entre o que aconteceu nos anos 80, nos quadrinhos, e hoje, nos cinemas, é a questão da linguagem. A adaptação cinematográfica comprometeu a importância da mensagem repassada no quadrinho original, porém, de uma maneira superficial, a “idéia” acabou se mantendo firme na tela.

Sobre o filme

Sem dúvidas, ainda é possível dizer a seguinte frase: “Watchmen não pode ser adaptado para o cinema”. Não digo isso porque Alan Moore esbravejou a mesma frase nos confins da Inglaterra ou porque Terry Gilliam e Paul Greengrass também disseram o mesmo. A questão é simples, a história é densa, profunda e ampla. Não cabe no “formato” filme. No entanto, a indústria do cinema sempre dá um jeito e o resultado é um pouco do que a maioria esperava: uma versão resumida, simplificada e alterada da história original.

Nos primeiros 10 minutos do filme é possível perceber que o “visionário” diretor Snyder colocou a adaptação de Watchmen num local entre “Sin City” e “300 de Esparta”. Algo entre “dane-se quem não leu” e “vou te contar a minha versão dessa história”. O fãs da história podem até achar divertida a idéia do “Dane-se” (e chega a ser engraçado), mas uma boa adaptação pode conquistar o público com roteiro que não seja tão auto explicativo ou tão egocêntrico. O senhor Christopher Nolan sabe muito bem disso. Snyder não.

O filme começa a morte do Comediante e uma enxurrada de imagens que mostram o início dos super-heróis com os Minutemen, além de algumas referências a cultura pop mundial, como o beijo lésbico da Silhouette na enfermeira (fim da Segunda Guerra Mundial) ou o quadro de Andy Warhol, que trocou a musa Marilyn Monroe pelo Coruja. Boa parte do público não entendeu nada do que está acontecendo no cinema e o burburinho de “esse ai é o vilão? Mas ele não é herói? Que matou ele? Porra! Ele matou o Kennedy!”.

beijo_100granaO famoso beijo na Times Square (1945). No filme ele é parodiado com o beijo lésbico de Silhoutte. Ficou engraçado.

As atuações

O filme inteiro é um reflexo dessa introdução: uma briga entre ser fiel a história original; criar uma versão “visionária”; e claro, criar um produto que consiga ser lucrativo no mercado cinematográfico.

Se por um lado Rorschach ficou monstruosamente “semelhante” a HQ graças ao trabalho do ator Jackie Earle Haley, outros personagens essenciais como Ozymandias, tornarem-se fracos. Infelizmente não impõe a imagem de “o homem mais inteligente e perfeito do mundo”. Imaginem uma mistura de Batman e Lex Luthor… Era tudo o que Ozzymandias “deveria” ser.

roscha_100granaComo eu disse… Monstruosamente parecido.

ozzy_100granaMoça. Ele aparece até com o Village People…

Lembrei da mania de Snyder em afeminar seus vilões, ou melhor, os vilões dos outros… Mania de Xerxes.

comediante_100granaBad Ass!!!

O Jeffrey Dean Morgan também está ótimo na pele do Comediante. Convence muito bem. Assim como Roscharch, ele só não é pior e mais sacana (no melhor sentido), porque o roteiro o limita a ser um personagem “adaptado”.

A Laurie Júpiter/ Espectral II (Malin Akerman) é um colírio libidinoso em forma mulher. Linda em cada metro de perna e contornos esculturais. Porém, encantos e belezas à parte, ela não parece a amargurada personagem original. Sua função na história parece ser apenas a de alegrar os “corações solitários”.

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Uma risada antes da porradinha e depois de uma boa sessão de “Hallelujah”

O Coruja II (Patrick Wilson) conseguiu mostrar muito bem a insegurança de seu personagem, a idéia de um super-herói que poderia ter tudo, à exemplo de Ozymandias, mas sua insegurança sempre foi seu maior inimigo. No filme ele parece bem mais corajoso, mas isso não descaracteriza o personagem.

Dr. Manhattan (Billy Crudup) continua sendo tratado como arma suprema. A relação do azulão com seus antigos companheiros de uniforme poderia ser explorada um pouco mais, detalhando seu distanciamento da humanidade. A cena com o Comediante no Vietnã poderia ter sido uma das melhores. Não foi. Aliás… O diretor ficou mais preocupado em mostrar o “balangandã” do personagem (como diz o MDM), do que melhorar outras cenas do filme. Isso parece um conceito muito relativo de “fidelidade”.

manhattan_100granaO Dr. Manhattan convence, apesar de todos os males no roteiro.

Final “visionário” alternativo

Como a maioria dos leitores já sabe, o final do filme é diferente do quadrinho. A questão é: ficou bom? Dentro da versão “visionária” de Snyder, encaixou-se perfeitamente. Com tantos elementos modificados; narrativa redirecionada e superficialidade em diversos momentos importantes… Mudar o final é o de menos. Porém, o mais divertido de tudo é ver a cara de público nos cinemas,depois de 02h45min, desesperando-se para tentar achar um vilão ou um herói.

Trilha Sonora

Várias músicas “pop” foram escolhidas para a trilha sonora. A maioria dela sem necessidade nenhuma, deixando muitas cenas com um tom de comédia ou paródia. Ou seja, foi horrível. Algumas músicas são aceitáveis como “Unforgettable” durante o assassinato do Comediante, ou a super-reutilizada “Cavalgada das Valquírias”, na cena em que o Dr. Manhattan começa a estourar os inimigos no Vietnã.

Muitos momentos tiveram seu clímax desperdiçado por falta de uma boa trilha original, sendo que algumas chegaram ao cúmulo do ridículo, como foi o caso da cena de sexo entre o Coruja e a Espectral. Mesmo com toda a beleza de Malin Akerman, ver a cena de um “ex-brocha” conseguir consumar o ato sexual ao som de “Hallelujah” é algo… Só rindo para não chorar.

Outra cena que ficou estranha foi o enterro do Comediante ao som do clássico “The Sound Of Silence” de Simon e Garfunkel, trilha sonora de “A Primeira Noite de Um Homem”. A letra pode até ser surpreendentemente perfeita (procurem a tradução) para o filme, mas o contexto dela está inserido em outro sentido, criado na época do filme de Dustin Hoffman. Dava a impressão de que o personagem de Dustin entraria em cena gritando “Elaaaaine!!”

Confira a clássica cena de Benjamin Braddock:

Estripulias saltitantes

Todos os heróis de Watchmen possuem molas invisíveis ou “Flubbers” nos pés. A idéia de colocá-los no mundo real foi por água abaixo com isso. Soma-se a isso também a incrível habilidade de luta de todos os personagens e o incômodo nariz falso “A La Dick Tracy”, do presidente Nixon.

Algo entre Sin City e 300…

Watchmen é uma obra que exige um trabalho imenso de qualquer um. Até mesmo para escrever uma resenha, que agora já conta com quatro páginas no meu Word. Estou há mais de 12 horas pensando sobre o filme e seus detalhes, mas depois de tudo que você já leu (e ainda vai ler) posso lhe dizer o seguinte:

A adaptação de Watchmen é um momento histórico. Tanto para os quadrinhos quanto para o cinema. O filme não terá o mesmo impacto que Batman O Cavaleiro das Trevas casou no público em 2008. Aliás, boa parte do público nem entenderá a trama. No entanto, existe uma parcela do público que perceberá a mensagem e buscará por mais. Este público encontrará Watchmen e tantos outros fantásticos mundos dentro do universo dos quadrinhos, criando mais uma nova geração, que no futuro, olhará para esta década como fundamental na nova era das adaptações cinematográficas de quadrinhos.

Confira o trailer:

Watchmen, nem de longe, é a melhor adaptação de quadrinhos ou melhor versão que poderia ser feita para o quadrinho original.  Talvez, uma boa série de TV desse conta do recado.

O filme é divertido, agitado, maluco e que ao final, faz você ter mais vontade ainda de ler outra vez a sua velha edição, guardada numa caixa de sapato embaixo da cama.

Para atiçar um pouco mais a curiosidade sobre o obra, deixou aqui alguns trechos do documentários “The Mind Scape of Alan Moore”. Recomendo!

Trailer:

Sobre Watchmen (com direito a narração de Alan Moore como Rorscharc:

Continuem visitando o 100Grana e até a próxima!

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29 comentários em “100Grana viu: Watchmen, por Diego Andrade

  1. JARED LETO ou COLIN FARREL teriam feito um Ozymandias muito melhor.

    As tais “molas invisíveis” ou “Flubbers” nos pés realmente são dispensáveis, mas Snyder adora isso. Lembra até o filme Demolidor – O Homem Sem Medo.

    Uma boa série de TV, de 12 episódios com Uma Hora Cada, certamente daria melhor conta do recado…

    😀

  2. HAaaa..cara..po..para quem não é fã vai se amarrar, não vai enteder algumas coisa e tal mais vai gostar sim..mais ja para quem é fã..vai fiquei meio chateado..o snyder deu uma viajado como sempre e a pior coisa do filme foi alterar e muito o Ozymandias ..

  3. Uma adaptação vai ser sempre assim, não há uma formula milagrosa… Cada realizador vai fazer um filme à sua imagem, e o Snyder fez o que lhe competia, um filme à sua imagem, quem o contratou sabia o que esperava por isso…

    Hoje em dia, depois do sucesso do Batman – Dark Knight, todas as adabptações vão estar sempre sobre a sombra do Batman de Nolan, mais ainda quando se gera tanta espectativa tratando-se de uma referencia no genero. Mas Nolan teve “sorte” pois Batman tem muito mais por onde explorar e criar. Mas quando se trata de obras “unicas” que só existe uma versao da historia, se a historia for um pouco alterada tudo muda…

    Infelizmente nao pude ainda ir ver o filme, no entanto quando o for ver, vou com muito entusiasmo mas cauteloso e consciente que não é WATCHMEN, mas apenas Watchmen…

  4. “…quando se trata de obras “unicas” que só existe uma versao da historia, se a historia for um pouco alterada tudo muda…”

    falou tdo

    Conseguiram estragar o “instragavel” com a Liga Extraordinaria, pqp, raiva da porra daquele filme, Alan Moore tem tdo direito d odiar e reclamar d tdo mundo d hollywood, tomare q Watchmen n siga pelo mesmo caminho dos outros filmes ridiculos q fizeram das obras dele…

  5. Uma crítica precisa, mas um tanto quanto premeditada, posso dizer. Concordo sim, em boa parte do que disseram, mas não vamos esquecer que essa é a versão comercial de Watchmen, não a versão do diretor que segundo dizem tem muito mais conteúdo e proximidade com o original. Vou esperar a versão do diretor. Por enquanto minha nota é a mesma que dei para a adaptação de 300: 7,00.

  6. Até agora não entendi a história de Watchmen. Vou pesquisar no Wikipedia sem esperar muita coisa, a gente lê e se confude mais.

  7. É claro que filmes sempre dividem opiniões. Eu particularmente gostei da Liga Extraordinária, pode não ter sido uma boa adaptação, mas é um bom entretenimento. O monstro do filme, o personagem O Médico e o Monstro, é mais assustador do que o Hulk do Ang Lee. V de Vingança foi uma ótima adaptação. Eu vi Watchmen, foi bom, realmente não é um desperdício de tempo e dinheiro.

  8. Saudações!

    Confesso que agora estou muito desconfiado desse filme!

    Mas como eu não vou pelas Lendas Urbanas contadas pela trupe do 100 grana, prefiro assistir de novo o Jason e suas mortes! Ou quem sabe: Quem quer ser um milionário?

    Abraços

    (Omnis Nocturnus)

  9. O ponto final de que essa adaptação funcionou é que se ela fosse só jogada pra filme sem adaptação nenhuma, 90% das pessoas do cinema não iam entender nada; adaptaram as coisas e o mesmo 90% tá até agora procurando o vilão da história.

  10. Achei sua crítica somente um remendo das críticas dos MDM. Se for realmente sua opinião , respeito. Mas para quem demorou 12 horas para escrevê-la, deveria ter buscado embasamentos melhores que críticas alheias tendenciosas.

    Por exemplo: No que diz respeito á trilha sonora e suas “insert songs”, este aspecto do filme jah foi decupado pela internet, tendo todo seu contexto explicado. basta pesquisar melhor. O legal desse filme é a quantidade de debates que eles esta revolvendo, seja por sua qualidade, ou por sua importancia.

  11. LexSeifer, estou em crer que a grande quantidade de debates que você fez referencia, daqui a um mês vão haver muitos mais, mas sobre outro filme… Ou talvez nem seja preciso esperar um mês, talvez só uma semana…

    Em principio até final desta semana vou assistir a este filme, só depois posso tirar minhas conclusões, e ter uma opinião formada.

  12. é um filme de dividir opniões… inadaptavel, mais mesmo assim otimo filme apesar dos seus problemas.. ozzymandias é um lixo no filme, spectral II é quase uma figurante .. no entanto o filme até a metade é um adaptação muito boa para o que eram minhas espectativas.. esperava que ia ser bom mais foi melhor que eu eserava.. pois apesar de tudo.. é loucura dizer que seria WATCHMEN em apenas 2:40 de filme.. quem quer esperar algo incrivelmente fiel ta louco.. mais achei fiel dentro do possivel…claro que podia ser melhor e não se pode citar nen nomes de outros diretores que podiam ter feito..pois mesmo assim não seriam garantias de mlhores diretores .. e acho que no momento o Snyder era realmente um dos melhores pra adaptar esse filme, apesar de deixar o ozzymandias horrivel.
    e o final achei bom.. não melhor que o original.. mais um final bom para o filme

    ps: realmente o pessoal que não conhece sai do filme procurando quem é o vilão da historia

  13. Já estou bastante ansioso para ver como será o filme
    LANTERNA VERDE, que será dirigido por Martin Campbell (GoldenEye, Casino Royale, A Máscara e A Lenda do Zorro), com roteiro de Greg Berlanti, Marc Guggenheim, Michael Green, e é produzido por Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures, com lançamento previsto para 17 de Dezembro de 2010.

  14. Eu nunca tinha ouvido falar sobre Watchmen, e só fui atrás para conhecer depois que vi que sairia um novo filme de super-heróis, que até então não conhecia…

    E lendo matérias em sites (algumas inclusive aqui), vendo trailers e virais que fizeram, eu criei uma super expectativa, e não via a hora que estreasse o filme…

    Estreou, fui hoje no cinema, e sai da sala pensando: “É isso?! Legal…”

    E só…

    Mas não me dei por vencida, vou ler os quadrinhos, talvez lá a história seja melhor, porque no cinema, sinceramente, não achei grande coisa… rs

    []s

  15. LexSeifer… Se vc encontrou coisas parecidas entre as duas criticas, MDM e 100Grana, é sinal de que nós nos incomodamos com a mesma coisa.

    Que as músicas fazem sentido? Fazem. Letras perfeitas, mas estão fora do “clima” da história.

    Remendo? Não dedicaria meu tempo para tão pouco. A diversão aqui é escrever livremente para o público que deseja ler nossa opinião.

    Se não agradamos a todos, paciência. O Google ta aí, imenso e democrático. É só procurar um site que diga o contrário do que vc leu aqui.

    Be happy.

  16. “Talvez, uma boa série de TV desse conta do recado”
    cara,esse foi o comentario mais infeliz que eu ja li.
    pelo o que eu vejo dos seus comentarios,inclusive de alguns, “criticos de cinema” ou melhor maria vai com as outras sem opinião propria que frequentam o site e dão pau em tudo. espero que algum dia a industria do cinema consiga agradar aos nossos ilustres e exigentes senhores do 100 grana, o que eu acho impossivel.

  17. estamos num mundo q o Presidente mais …. ganhou a guerra, as musicas q tocam nem seriam imaginadas na situação q o mundo se encontra no filme, toda q vez q eu ler visionário vou entender como diretor egoísta q n foi aceito na escola de arte poética e virou diretor, esse final modificado nunca será como o de rambo q mudou e virou história, gostei do escreveu na resenha mas as vezes entendo como se por obrigação você n pode assumir q n gostou! ou q a idéia foi pro brejo !

  18. assim, como já falei pra vcs não li a HQ (que por sinal ja ta aki no pc esperando pra ser lida!), mas achei, como filme, um ótimo filme. Se o final for diferente não sei, mas pelo explanado no filme, eu achei o final super ducarai!!!! Acho magnífico isso de não saber quem é mocinho quem é vilão, pq a vida é assim! Não há mocinhos e vilões, só há opiniões e ações diferentes, e eu achei isso um ponto mto positivo. É um final q te faz pensar mto (pelo menos eu refleti pra caramba, num sei vcs).

    Eu acho q uma adaptação não precisa ser 100% fiel pra ser um bom filme. V de Vingança é a prova viva disso. Muita coisa foge à HQ principal, mas é um filme magnífico, como vcs devem concordar com certeza. Agora, se a história é “inadaptável” como dizem, e imagino q seja mesmo, pois a maioria das histórias o são e isso não impede Hollywood de fazê-las msm assim (vide Dragonball XD), recomendo aos fãs xiitas que peguem suas HQs e releiam qntas vezes quiserem. Pois nada melhor que uma boa leitura, não é verdade? Sou da opinião que nem tudo precisa ser adaptado, tem coisas q são melhores em seu formato original msm. Por isso são chamados clássicos, coisa q Watchmen sempre será.

    Mas se o ilustríssimo sr. Alan Moore e sua legião de fãs xiitas continua a malhar o filme de Snyder, deixa eu tentar dar uma visão diferente a vcs…
    Sabe a primeira coisa q pensei qndo acabou o filme??? “Cara***, eu PRECISO ler essa HQ!” E duvido se muitos não tenham pensado da mesma maneira. E já vi em diversos lugares relançamentos encadernados de Watchmen para acompanhar o boom do filme, esperando pelas milhares de pessoas q pensaram o mesmo que eu comprarem-as. É mais uma nova geração de fãs q uma HQ tão importante qnto Watchmen terá, e isso eu acho um ponto MUITO positivo do filme. Vcs não acham?

  19. e só um OBS… eu sei q a Hika vai me matar qndo vir isso, mas o Ozymandias não ta a cara do Nick Rhodes do Duran Duran nessa foto da matéria??? XDDDDD

  20. paul Simon e Art garfunkel: the sounds of silence, vc esta criticando, agora me fala, qual musica vc colocaria? na cena da morte do comediante…..perfeita, simplismente perfeita!
    ja li watchmen, sou fissurado, sei que nao foi uma adptaçao 100% fiel, mas como diz uma bela frase: “eh imposivel adptar watchmen para um filme”!
    a musica do garfunkel eh perfeita pra cena, sem comparaçaoes, pergunto de novo, qual musica vc colocaria? nenhuma? vc eh algum critico de verdade ou esta apenas tentando entrar pro mundo cult dos entendidos de quadrinhos! suponho que vc nao deve ter gostado tambem da cena em que 300 homens fazem a formaçao de tartaruga na frente de Xerxes… (nao sao os mesmos filmes, mas eh do mesmo diretor) e uma coisa eu falo, se a hq do watchmen tivesse um dispositivo sonoro, ao folhear as paginas da morte do comediante ela tocaria a musica “the sounds of silence”…
    eu sei que nao haverá watchmen 2 ou algo do genero, e o unico ponto que eu concordo com vc eh o final do filme, final alternativo foi pra acabar!
    esse filme foi o maximo que um ser humano podeextrair do watchmen, ninguem conseguiria fazer melhor em 256 minutos…. o cara eh top!

  21. “Mas como eu não vou pelas Lendas Urbanas contadas pela trupe do 100 grana, prefiro assistir de novo o Jason e suas mortes! Ou quem sabe: Quem quer ser um milionário?”

    @Hannibal Lecter: mas hein? Lendas Urbanas?

  22. 300 vai ter prequel… Não duvide que Watchmen também ganhe esse brinde.

  23. “Talvez, uma boa série de TV desse conta do recado”

    Também sempre foi minha opinião, pois eu gostaria muito de ver tudo na íntegra, numa minissérie em 12 partes da HBO, quem sabe, mas depois de vero filme, fiquei satisfeito com o que vi, aliás, satisfeito é pouco para definir o que senti ao sair do cinema.

    E depois, quem me garante que não vai sair uma versão estendida no DVD? Ou mais de uma? Vamos aguardar, pór hora só posso dizer que adorei o filme.

  24. ainda nao vi o filme, mas to lendo as criticas.
    o que acho do que foi falado até agora é:

    “Com tantos elementos modificados; narrativa redirecionada e superficialidade em diversos momentos importantes… Mudar o final é o de menos. ” – que diabos, NAO!!!! claro que mudar o final é crucial!!!! vcs enlouqueceram????

    “o diretor snyder tem sido comparado muito c/ o chris nolan, e watchmen c/ TDK” – porra!!! nao tem comparação!!! o nolan tem talento, o snyder nao!!! o snyder nao é visionario coisa nenhuma! ele é um diretor mediocre que ate agora so fez adaptaçoes, nunca contou uma historia por ele mesmo! tem potencial, mas por eqto so quer ganhar um dindin transformando historias complexas em obras palataveis para o grande publico!!!

    “watchmen tem dividido opiniões” – os fãs nao curtiram tanto qto os leigos, isso é fato. porém os leigos nao entenderam a historia tao bem qto os fãs. ou seja: o cara quis agradar gregos e troianos! mas pra isso tem que ter talento…

  25. Quem tem mais de 20 anos sabe o que cada uma dessas músicas significou para os anos de 1980. Quanto a trilha sonora ponto para o filme, ela está PERFEITA.

  26. […] Sobre “Watchmen”… Eu sempre me lembro daquele episódio dos Simpsons em que eles criticam os novos filmes do Star Wars. Bart fala para o George Lucas que os filmes não tem mais aquela emoção de antes e o diretor contra argumenta dizendo que o efeito digital dos cílios é 100 vezes melhor do que a realidade. O diálogo foi mais ou menos este. A questão é que a estética sempre esteve a frente da preocupação em emocionar, cativar, envolver o público com a história. Minhas impressões sobre o Watchmen estão aqui. […]

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