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Especial Star Trek: Os spin-offs – Parte 1

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Relembrem (ou conheçam) as continuações televisivas dga mitologia criada por Gene Rodenberry.
Por Sérgio Fiore

Reviver séries televisivas com uma nova versão pode ser uma tremenda idéia de jerico, pois muitas vezes a filha não alcança o sucesso da mãe. Muitas não vingam, ou pelo menos, não duram o suficiente para fazer justiça ao conceito da versão original .

Felizmente, Star Trek foi uma marca suficientemente forte para permitir que os fãs abrissem sua paixão para novas aventuras, novos capitães e novas fronteiras finais a serem cruzadas. Algumas talvez mais do que as outras, mas esta produções permitiram que o mito da Frota Estelar permanecesse vivo no imaginário da cultura pop. Vamos lembrar dessas séries a seguir.

Star Trek- A Nova Geração

Quando foi anunciada uma nova série de Star Trek, com novos atores e tudo o mais, muitos fãs chiaram. Além da desconfiança com relação a um elenco totalmente novo, os conceitos que permeavam a nova tripulação causavam o mesmo efeito. Com um Capitão e um segundo em comando  que pareciam o Kirk dividido em dois personagens, um representante Klingon na ponte e um oficial andróide que parecia um Spock mais engraçadinho, muitos torceram o nariz a princípio.

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Felizmente, os temores iniciais se dissiparam,  e a série deu continuidade com êxito ao fenômeno Trekker. Aliás, eu acho até que essa série merecia uma parte do especial só para ela.

A Nova Geração estreou nos Estados Unidos na semana de 28 de setembro de 1987, com um episódio-piloto de duas horas intitulado Encounter at Farpoint.  Se passava em 2364, cerca de cem anos depois da série clássica, uma nova nave, e uma nova tripulação:

“Espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Sua missão contínua: explorar estranhos mundos novos, buscar novas formas de vidas e novas civilizações, audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve”.

Essa narração é feita pelo carismático Patrick Stewart (reconheceram o Charles Xavier, de X-Men?), intérprete do novo capitão, Jean-Luc Picard.

Os vilanescos Borgs: No melhor estilo Falange dos X-Men, eles assimilam formas de vida

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O fato de terem mudado  “nenhum homem” para “ninguém jamais esteve” também indica uma nova realidade, como novas ameaças à Federação, como os ferengi, os borg, os cardassianos, os dominion, sem esquecer os velhos romulanos, klingons e humanos renegados. Diferente da série original, agora a Enterprise tem como missão a patrulha e a defesa do espaço da Federação e não mais a exploração do espaço profundo.

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Além de Picard, a equipe contava com o andróide “Data” (Brentg Spiner),  Worf (Michael Dorn) chefe de segurança que mais tarde acabou indo parar na Deep Space Nine (falaremos dela a seguir), a conselheira telepata Deanna Troi (Marina Sirtis) Georgi LaForge (Levar Burton), o engenheiro chefe que é  cego mas enxerga através de um visor (no começo ele era o navegador), o Primeiro Oficial Willian Riker (Johnathan Frakes), a médica Dra. Beverly Crusher (Gattes McFadden), aTenente Natasha Yar, (Denise Crosby), primeira chefe de segurança da USS Enterprise-D, e Guinan, (interpretada por Whoopi Goldberg),uma das poucas El-Aurianas, uma sobrevivente de um ataque dos borgs ao seu planeta natal, que dá sábios conselhos ao capitão.

Oda Mae Brown.. ops, não, é a Guinan

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A série  mostrou a que veio com episódios marcantes, incluindo a chocante morte de uma das protagonistas, a chefe de segurança Tasha Yar, no episódio Skin of Evil:

Isso sem falar na  participação de atores da Série Clássica, de estrelas hollywoodianas e de cientistas de renome, como Stephen Hawking.

O episódio final,  All Good Things, foi ao ar no dia 23 de maio de 1994. Mas felizmente, sua popularidade mundial fez com que continue a ser exibido em reprises até hoje e permitiu a produção, sem interrupção até 2005, de outras séries relacionadas. Também formou a base para o lançamento de quatro longa-metragens de Star Trek para o cinema.

No Brasil, a série foi originalmente transmitida pela extinta Rede Manchete, Rede Record, Rede 21 e atualmente é exibida pelo Universal Channel. Sorte de quem tem TV a cabo.

Star Trek: Deep Space Nine

Exbida de 1993 a 1999, ao longo de sete temporadas, foi criada por Rick Berman e Michael Piller e produzida pela Paramount Pictures. As duas grande inovações da série são, além da existência de diversos episódios cruzados  A Nova Geração, já que esta ainda estava no ar quando Ds9 foi lançada, e a troca de um espaçonave por uma estação espacial, a Deep Space 9 do título.

A série se passa no século 24, e a Deep Space 9 é uma estação espacial a vários anos-luz de distância da Federação. Localizada no ponto mais distante de uma nova fronteira, ainda na órbita de Bajor,  tem a missão de  manter a ordem naquele ponto do universo.

A estação DS9

A estação DS9

Além de ser um entreposto da Federação, a estação também é um grande centro comercial, científico e de importância estratégica, pois tem um wormhole (uma espécie de fenda espacial temporal) localizado a uma distância próxima. Para os bajoranos, o wormhole é sagrado, mas para os demais povos, é uma fonte de poder político e econômico. Isso acontece porque a tal fenda funciona como um túnel, ligando qualquer coisa ao Quadrante Alfa, ao Quadrante Gama, ou a outros lugares do Universo.

Assim, a função da Deep Space 9 é fiscalizar o trânsito desta fenda e proteger os interesses de bajorianos e humanos. Esta série partilha alguns dos mesmos temas  das séries anteriores, com enfase em guerra, religião e política.

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A tripulação contava com Odo (Rene Auberjonois) um transmorfo que já foi chefe de segurança , Kira (Nana Visitor) ex-terrorista , Quark (Armin Shimerman) um ferengui tranbiqueiro dono de um bar, que vive se metendo em confusão, Garak (Andrew Robinson) cardassiano alfaite que ficou na estação após a retirada cardassiana (ao longo da série descobre-se que ele é mais do que aparenta ser), Dukat (Marc Alaimo), que já foi o comandante, e o atual comandante, Sisko (Avery Brooks). Além de Worf (da Nova Geração), que se une mais tarde à equipe.

As duas primeiras temporadas foram relativamente fracas, tendo como eixo central as discórdias entre bajorianos e cardassianos, mas tudo muda no episódio que encerra o segundo ano, “The Jem’ Hadar”, em que é introduzida a ameaça do Dominion, um governo galáctico que oprime o quadrante gama. As naves jem’ hadares são tão poderosas que destroem facilmente uma nave federada classe Galaxy (a mesma da Enterprise-D), até então a elite da frota estelar. Muitos consideram “Improbable Cause” e “ The Die is Cast” como os melhores episódios de DS9. Veja um trecho do episódio The Jem’ Hadar a seguir:

No Brasil, a série foi exibida pela Rede Record e atualmente também é transmitida pelo Universal Channel.

Aguardem lisos,  a continuação desta parte  sobre os spin-offs no Especial do 100Grana sobre Star Trek.

E veja também:

Especial Star Trek: 100Grana revisa o desenho animado

Especial Star Trek: 100Grana relembra a série clássica dos anos 60

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8 comentários em “Especial Star Trek: Os spin-offs – Parte 1

  1. Nunca vi essa série no Universal Channel =o, pelo menos não aparece na grade de programação…

  2. Salve amigos. Lá vem eu de novo…
    A Nova Geração foi um grande sucesso, inclusive gerando varios escritores/produtores que são responsaveis por varias series atuais. Cada episódio custava 1,700 milhao. Ditou como as series da ficção cientifica seriam produzidas e foi a primeira serie inedita, exibida diretamente pelo Sindication (redes locais).
    Ficou entre as 10 series mais vistas nos EUA.

    O sucesso da serie DS 9 deveu-se a tres roteiristas: Ira Steven Behr, Ronald D. Moore e Rene Echevarria. Os quais foram apontados pelo sucesso do programa.
    DS9 foi uma serie exibida em tv aberta nos EUA (Rede NBC) e que somente conseguiu uma merecida audiencia a partir do episódio Way of the warrior que re-apresenta o Ten. Worf e a estação passa a ser um posto armado no universo.

    Parabens pelo trabalho.
    Abçs.

  3. Lembro de ter lido que Star Trek: A Nova Geração teve por infelicidade logo no início de enfrentar a greve dos roteiristas , o que fez que a série tivesse um início conturbado…Tenho uma dúvida a Deep Space 9 teria influenciado Babylon 5? Na próxima reportagem vcs vão falar de Star Trek: Voyager?…Uma sugestão já que estão falando de Star Trek, Gene Rodenberry, vcs poderiam falar de Terra:Conflito Final outra obra sci-fi do saudoso Rodenberry, além das influências de ST na cultura em geral, como serviu de base p/ outras séries, etc

  4. A Paramount lançou um novo hotsite chamado Experience The Enterprise. Nele uma aplicação de “realidade aumentada” permite, a quem tiver um webcam instalada e operando, visualizar, na tela do PC, detalhes sobre a nave U.S.S. Enterprise, explicados através de áudio em inglês, e manipulando a projeção da nave, que aparecerá flutuando acima de um mini-pôster que deverá ser impresso ou de um aplicativo baixável para o iPhone.

    Veja um vídeo demonstrativo abaixo:

  5. Sei que é coisa de nerd, mas quero fazer uma correçãozinha: o Dominion não está entre os inimigos de TNG. Eles aparecem apenas em DS9 que, em minha opinião, é a melhor série de todas dentro do universo Star Trek.

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