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100Grana Viu: O Exterminador do Futuro: A Salvação (2)

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A volta da franquia Terminator ao cinema tem um novo fôlego com a ajuda de Christian Bale e do co-roteirista de The Dark Knight. Mas talvez isso tenha sido mal aproveitado.

Que eu me lembre, essa é a primeira oportunidade que temos de ver um filme que ao mesmo tempo é uma sequência, um prólogo e um reboot! Viagem no tempo é mesmo complicado, mas vamos por partes.

O Exterminador do Futuro – A Salvação – ou Terminator 4, pra encurtar – tem a triste sina de ter vindo depois de um filme ruim, pouco visto – se compararmos ao clássico T2 – e que de bem construído só tinha o final. Terminator 3 tem diálogos bem pobres, ação mal dirigida e atores, mais ainda, embora o desfecho seja ótimo, com John Connor tendo de aceitar que o futuro “cedo ou tarde” acontece e não adianta muito fazer algo para tentar impedir. Em T4, ele aparece incorporado às Forças Armadas mas que não acreditam no que ele diz sobre o futuro, ao lado de sua esposa Kate Brewster (Claire Danes em T3 e agora Bryce Dallas Howard).

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Kate Brewster (Bryce Dallas Howard)

O filme serve como prólogo do primeiro longa? Sim e não. T4 tem a sua força maior no argumento. No primeiro episódio da saga, sabemos por Kyle Reese que as máquinas constróem o Exterminador modelo T-800 em 2029, o que dificulta a sobrevivência dos resistentes. Estamos agora em 2018 e Connor é pego com as calças na mão, frente a frente com a linha de produção dos assassinos robóticos. Leia-se: A Skynet aprendeu com as viagens temporais dos três filmes anteriores e usou o conhecimento das partes dos exterminadores derrotados para acelerar suas pesquisas, fazendo com que estivesse muito adiante do que Connor ouvira de sua mãe. É aí que vira reboot, pois abre-se possibilidades de desenvolvimento que não precisam seguir o futuro antes visto.

Com essa base, o filme poderia ter conseguido muito mais emoção psicológica do que acabou tendo. Porém, algum produtor achou que isso não bastaria e quis um “personagem estilo Vin Diesel”, como foi falado durante a produção. Surge Marcus Wright, que já começa decepcionando. McG, vindo do par de filmes das Panteras, não animou ninguém ao se juntar ao projeto, mas surpreende com algumas de suas escolhas, como a cena inicial, com o diálogo ente Marcus e Serena Kogan, uma das cientistas da Cyberdyne (empresa que daria o start na Skynet). Mesmo assim, o filme já perde força, pois o diretor não consegue tirar dos atores a emoção e seriedade que a cena pede. Sabe lá se Sam Worthington tem algo para se extrair mas nesse filme é que não se vê nada. Nem vou falar nada de Helena Bonham Carter, a “mulher muito estranha e misteriosa” oficial de Hollywood. A mesma cara faz pelo menos 10 anos, desde Clube da Luta.

Marcus Wright, o homem que vira máquina

Marcus Wright, o homem que vira máquina

No meio do caminho – e graças à manifestação dos fãs – perceberam que “afinal de contas”, John Connor é que tem que levar a história adiante. Para agradar a gregos e troianos, chamaram Christian Bale, na crista (!) da onda por conta de The Dark Knight e anunciaram Jonathan Nolan como roteirista principal. Bale sempre é competente, literalmente desde criancinha, mas pesou a mão e a voz dessa vez. Seu Connor não é capaz de convencer que se tornou líder da Resistência apenas porque se comunicava grunhindo por rádio e inspirava as pessoas, algo que o Exército não fazia. Fica parecendo que ele é aceito só por ser a única opção que aparece e por saber o que está havendo, não por mérito de seu espírito de líder. Já Nolan sequer foi creditado, negando todo o oba oba e deixando o roteiro assinado pela irregular dupla John Brancato e Michael Ferris (do ótimo Vidas em Jogo e de Mulher-Gato que… é melhor nem comentar), vinda de T3.

O que ainda é similar ao “futuro antigo” é que Connor conhece seu próprio pai bem jovem, Kyle Resse, vivido pelo cativante Anton Yelchin, que tem o melhor desempenho da película. Imediatamente ele cria o interesse de saber como ele se torna o guerreiro desiludido que se apaixona por Sarah Connor em T1 e de fato vemos um pouco disso, com o bônus de Yelchin ser mais convincente que Michael Biehn, o dono do papel em 1984. Ele incorpora o “herói em formação” de maneira engraçada e ao mesmo tempo impõe respeito com sua coragem.

Se McG não soube conduzir os atores, sabe muito bem fazer correria e explosões. Evocando outra grande série de cinema, o diretor busca elementos de Mad Max para as perseguições de veículos e planos abertos, contando com Shane Hurlbut, o diretor de fotografia que teve que ouvir os latidos de Bale no polêmico trecho de áudio. O tempo é sábio e vemos que Hurlbut trabalhou bem melhor que o astro. Mesmo podendo notar algumas cenas com noite artificial (como quando Connor e o personagem de Common testam o dispositivo que derrota as máquinas, recurso raso e infeliz, diga-se), destacam-se as cenas externas de dia e o interior dos calabouços onde os humanos ficam presos, fazendo lembrar algumas das boas produções de ação dos anos 80, o que cabe direitinho nesse filme.

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Os campos de "colheita" e o Exterminador de borracha

A trilha de Danny Elfman não inova mas respeita os temas originais e acrescenta sons parecidos com a montagem dos robôs, o que deixa tudo mais interessante. Os efeitos da IL&M são impressionantes em vários pontos, com os veículos que dão exata noção da gigantesca escala que o filme precisava, mas não acertam pequenas e de fato difíceis coisas, como o rosto deformado de Marcus revelando o esqueleto metálico.

No mais, a história se desenvolve mal. Há problemas em diálogos e pontos-chave.  Que sentido faz Connor falar para Marcus que os Exterminadores mataram seu pai sem que Marcus – que acabara de conhecer o jovem – tenha um nó nos miolos para entender? Deve ter sido programado pra entender de viagem no tempo. E a gravidez de Kate nem é mencionada por ninguém, não tendo qualquer importância na história. O quase romance de Marcus Wright e Blair Williams é sonolento, o subtexto do homem-virando-máquina (bela idéia que contrapõe a máquina-virando-homem de Schwarzenegger) é perdido com a falta de talento de Worthington e o arco final quase despedaça o filme todo, com direito a cena estilo sala-do-arquiteto-de-Matrix, pra explicar a trama de Marcus, luta desnecessária contra o Arnold digital com CG que perde pra videogame e happy ending com “sacrifício nobre” e frase de pára-choque de caminhão.

"Connor e Marcus, uma dupla do barulho"

"Connor e Marcus, uma dupla do barulho"

Já planejam a quinta edição, com rumores de que Connor viaje ao passado para encontrar sua mãe. É outra idéia que, dependendo de como se faça, pode dar certo. Só espero que boa parte da equipe não retorne.

Leia também a crítica de Igor Oliveira e Diego Andrade

20 comentários em “100Grana Viu: O Exterminador do Futuro: A Salvação (2)

  1. Cara, concordo com alguns pontos. Mas, não acho que a trama seja mal desenvolvida.
    opinião é opinião, não pretendo me extender falando, iria ficar dezenas de minutos digitando =p

  2. Nooosssaa…
    Quem escreveu isso? Pelo amor de Deus…
    Concordo quanto a fotografia e trilha sonora, são os pontos fortes do filme. Mas peraí, Sam Worthington… o cara roubou a cena, agora vc diz q Anton Yelchin tem o melhor desempenho da película, aí é sacanagem…

  3. Tá frio demais pra sair de casa, ainda mais pra ver filmes de procedência duvidosa.

  4. Realmente a atuação de Sam Worthington vai minguando a medida que desenvolve o personagem, mas não creio ser culpa do ator, e sim dos roteiristas John Brancato e Michael Ferris, sem dúvida pouco competentes.

  5. Eu estava esperando este post, e vocês reclamam demais.
    Só concordo com o final meia boca e
    penso que ficaram devendo um Connor mais imponente.

  6. Marcus foi legalzinho mas totalmente desnecessário, ele faz todos os furos possiveis do filme pq ele n tem utilidade prática, o exterminador matava mesmo pela logica achei q ele teria arrancado o coração fora com um unico soco mas o robo deu um golpe ninja q causou dano minimo! so o suficiente para fazer parar e com o tempo morreria … a menina q aparece no filme é ainda mais desnecessária, n sei pq reclamam tanto do bale so fazer voz rouca, o john connor mencionado nos 3 filmes passados é cogitado até pelos exterminadores como “vc é john connor e acabou” bale foi a melhor escolha de john connor q limpa a imagem q o ator do terceiro mostrou, acreditei q o ciclo ficaria mais expressivo da frase venha comigo se quiser viver, connor q deveria dizer isso para kyle faria mais sentido, como o segundo exterminador vai chegar a falar isso no 2 se kyle ja morreu!

  7. Caraca!!! Tú escreveu extamente tudo o que eu pensei sobre esse filme! A melhor critica que eu li até agora! Parabéns mesmo! E olha que eu li várias criticas de pessoas “especializadas” em cinema! Valeu demais!!!

  8. MEUS DEUS!!!! A BOMBA DO ANO!!!!
    cara…. q incoerencia tecnolofica mostrada nesse filme fez meu ceLEbro virar pure de esterco de galinha da angola. pra quer terminators se a skynet tem a sua disposição makinas muito mais avançadas e com mais poder de fogo(ex: akele robo que tem duas motocas na perna!!!)??? corredores e computadores pessoais dentro da skyner? euheuheuheuheuehuehueheuheuheuheuh
    COMO EH POSSIVEL AINDA EXISTIR PREDIOS PROS HUMANOS SE ESCONDEREM COM TANTO HUNTER POR AE?

    tomara que o mcg seja estuprado por um URSO!!!!!!!!
    que idiota mais comercial VSF!!!!!

  9. e não adianta dizer que o futuro mudou….. se kyle reese eh realmente o pai de Connor, ponto final, o espaço/tempo da franquia eh linear, imutavel…..

    RIP terminator!!!!

  10. nossa, pela primeira vez uma critica HORRIVEL do 100grana… po galera, vamos caprichar! o filme tem varias falhas no roteiro, que é bem fraquinho mesmo… mas, Sam Worthington tá fodão, se tornando o personagem principal em detrimento do Bale! o cara roubou a cena! Anton Yelchin sim tá bem ruinzinho!
    a apariçao do Arnold ta fooooda, muito impressionante e é um climax do filme… nao conheço ninguem que reclamou do CG! ta bem feito pacas… a luta é boa!
    esse filme poderia ser melhor? claro que sim! mas era mais provavel que fosse MUUUUITO pior… e nao foi! acho que honra a franquia e cumpre seu papel principal que é divertir.

  11. Cara eu gostei muito do filme, tudo bem que o Arnold não ficou lá essas coisas e o Connor é muito mal explorado, mas cara, que filme legal, não acho que mereça todas essas criticas pessoal, o filme cumpriu muito bem seu dever, fui no cinema e me diverti pra caramba.

  12. Prefiro assistir,antes de criticar, mas pelo que eu vi é dificil dar sequencia franquia s/ um diretor-chave como no caso de James Cameron que c/ maestria soube conduzir os 2 primeiros filmes…é quase como Star Wars s/ Lucas, Metal Gear s/ Hideo Kojima, Kingdom Hearts ou Final Fantasy s/ Tetsuya Nomura, Indiana Jones s/ Spielberg/Lucas,etc…só espero que eles não fiquem arrastando a franquia como acontece c/ algumas séries de tv, como Smallville (já citado),etc…

  13. Christian Bale é um bom ator, mas foi o Sam Worthington que robou a cena. Sam deveria ter sido John Connor.

  14. Sam já fez filme dirigido por James Cameron, e foi o Cameron que sugeriu Sam no quarto longa do Exterminador.

  15. é, assisti o filme hoje, e pra mim a sensação que deixa é exatamente a mesma que a Cronologia do filme passa, ou seja, um grande embolado… hora eu ficava feliz com o resultado final, hora decepcionado, mas no final sai aliviado de ver que nas mãos do MCG, não foi uma merda igual as panteras, mas não foi o filmaço que o marketing prometia.

    nem todo mundo é um Cameron, concordo, mas da pra esperar mais… essa saga pede um diretor de ação, é fato, mas não pode ser alguem com algum talento em cenas emocionais? eu pensei agora no Martin Campbell, que é otimo com cenas de ação, mas provou em Casino Royale que sabe tocar cenas dramaticas com eficacia.

    Agora, barulhento, voces não acham? ja que citei 007, me senti como quando assisti Die Another Day e Quantum Of Solace: como se os meus ouvidos não parassem de ser bombardeados… é o bale latindo, bomba explodindo, neguinho lutando, tiro chovendo, rios de fogo rugindo… caramba, quando que vão aprender que ação initerrupita não faz filme?

    mas no final, é um esforço muito acima do T3… se trocarem, quem sabe, o diretor, com certeza nos poderemos falar que o proximo é um esforço muito acima desse T4…

  16. Gostei do filme 🙂

  17. Bom, discordo com muito do que foi escrito. E procuro me lembrar que isso é apenas a OPINIÃO PESSOAL de alguém.

  18. Acho engraçado como você tenta parecer alguém que “entende de cinema” com sua análise das atuações e fotografia e trilha sonora, tudo para validar sua opinião que pe subjetiva, basicamente tudo o que você criticou negativamente eu e muitos outros gostamos, e nem por isso tentamos influenciar ninguém, tentando parecer critícos imparciais.

    Mas o pior é o jap, que faz criticas tão vazias quanto a cabeça dele!
    jap seu cérebro, deve ser um “célebro” mesmo, visto que sua mensagem foi tão incoerênte quanto suas criticas infundadas, se você que verosimilhança, porque assistir um clássico da ficção cientifica?

  19. Ah! tenho que dizer, quem não se arrepiou ao ouvir You could be mine, Rooster ou The day that whole world went away?
    O filme emocionou inclusive no controvertido e criticado final, o pessoal critica as cenas de ação, quando tem uma cena mais sentimental, vocês criticam. Eu acho que a maioria das pessoas que criticou o filme, já foi assistir com má vontade em relação a obra, e isso certamente atrapalhou o discernimento desses “criticos”.
    Mais uma coisa, quem não se arrepiou ao ver o T-800 com a cara do Schwarzenegger?

    Terminator Rules!

  20. Cs critico noa tao cum nada!!!O filme foi bom pra caramba
    apesar de ter sido o pior da serie foi muito bom
    os efeitos os sons a trama tava tudo no minimo bom
    foi tudo tipico dum filme d açao e nao tem o q criticar

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