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100Grana Especial: Paul McCartney faz 67 anos

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O 100Grana presta homenagem a um dos maiores ícones da história do rock, que fez aniversário ontem.

O aniversário já passou, maaaas nunca é tarde para celebrar a vida e obra de Sir Paul McCartney, que celebrou 67 anos de vida ontem.

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A minha relação musical com esse cara começou por volta de 1993, ou 1994. Comecei a gostar dele ainda aos 12 para 14 anos, por influência do meu pai e da minha irmã, mas só fui conseguir meu primeiro Álbum (CD duplo, na verdade XDDD) em 2004, o Back in the U.S. Live 2002. Daí consegui também o Band on the Run e o Give My regards to Broad Street, além de ter o Off the Ground de, 93 e o Flamming Pie, de 1997, no meu MP3 obrigatoriamente.

Só para atualizar que não está muito familiarizado, ele nasceu em Liverpool, em 18 de junho de 1942. Aos onze anos, Paul passou a freqüentar a escola Liverpool Institute, e foi justamente no caminho da escola que Paul conheceu George Harrison. Paul_McCartney_kid

O pai de Paul trabalhava vendendo algodão. Ele tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, Jim começou a estimular Paul a se interessar pela música, comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se interessou. Seu interesse pela música só começou quando o skiffle tornou-se popular na Inglaterra.

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Com quinze anos conheceu John Lennon ao assistir aos Quarrymen, banda que daria origem aos Beatles,  em Woolton (subúrbio de Liverpool).  No início, Mimi, a tia de John não queria a amizade dos dois, já que McCartney vinha da classe operária. A entrada de McCartney para a banda se deu após Lennon ver McCartney tocar a canção “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran. John Lennon acabou o convidando para entrar para a banda. Os dois começaram a compor juntos algumas canções.

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Em 1958, McCartney convenceu Lennon a aceitar George Harrison na banda. Lennon estava relutante ao aceitá-lo já que Harrison era considerado muito novo. Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes até começarem a se chamar The Beatles. Em 21 de março de 1961, os Beatles fizeram seu primeiro show no Cavern Club. Ainda no mesmo ano, eles conheceram Brian Epstein e logo depois conseguiram o contrato com a EMI Parlophone após serem recusados pela Decca Records. Com a assinatura do contrato, Pete Best foi dispensado e em seu lugar entrou Ringo Starr.

Essa parte é lenda e nem precisa de maiores explicações. Lennon e McCartney foram uma das mais influentes e bem sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, escrevendo alguma das músicas mais populares da história do rock.

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Um Morto Muito Louco

E no meio disso tudo, não dá para esquecer de sua suposta morte: Tudo porque, no dia 12 de outubro de 1969, um telefonema anônimo ao DJ Russ Gibb da radio WKNR-FM de Dearborn, Michigan, informou sobre a morte, dizendo que se a canção “Revolution 9” fosse ouvida ao contrário seria possível ouvir “turn me on, dead man” (reviva-me, homem morto). A lenda tomou força quando um DJ de Nova York, Ruby Yonge, falou em seu programa da WABC sobre a morte de McCartney. Ruby foi demitido imediatamente, maas a rádio era nacional, e aí o que era mito, virou “fato”.

Reparem nas pistas: Será que Paul está morto?

Reparem nas pistas: Será que Paul está morto?

Segundo o tal rumor, o baixista teria morrido em um acidente de carro, e substituído por um certo “Billy Shears“. E a partir de então,  a banda passaria a deixar supostas pistas em sua discografia. Um bom exemplo é a capa do álbum Abbey Road: O fusca branco com a placa “LMW 281F“, ou seja,  o 28 IF significaria “28 anos SE McCartney estivesse vivo” (If significa “se” ).

Além disto McCartney aparece descalço (como os mortos eram enterrados na Inglaterra), estava segurando o cigarro na mão direita (Paul é canhoto), e na placa do fusca branco as iniciais LMW poderiam significar Linda McCartey Weeps (Em português, Linda McCartney Chora) ou Linda McCartney Widow (Linda McCartney Viúva). O mistério permanece…

Mas quase tudo que é bom, termina. Após a dissolução dos Beatles em 1970,  McCartney lançou o compacto Another Day, que foi um sucesso. Ainda no mesmo ano, junto com sua mulher, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, John Lennon (como na canção “Too Many People”).

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Como já falamos aqui, isso gerou uma tremenda controvérsia com Lennon. Paul McCartney insistiu para que Linda, sua esposa, se tornasse sua parceira musical e ela, assim como Yoko Ono, recebeu através dos anos várias críticas por falta de talento musical. Mas o álbum Ram é considerado por muitos como um dos melhores de sua carreira solo, e a canção “Uncle Albert/Admiral Halsey” foi o maior sucesso comercial do álbum.

Uma das formações do Wings

Uma das formações do Wings

Logo, surgiria o Wings, sua nova banda. Além dele e Linda, a formação  trazia Denny Laine (ex-Moddy Blues) na guitarra, além de integrantes não fixos como os três. O primeiro trabalho da nova banda veio em 1972, Wild Life. No mesmo ano, os Wings apresentaram-se pela primeira vez ao vivo em algumas universidades inglesas. Em 1973, o grupo lançou o álbum Red Rose Speedway. Pela primeira vez a banda atingiria o primeiro lugar nas paradas de sucesso, com este álbum e com a canção “My Love”. No mesmo ano, a banda lançou a canção “Live And Let Die”, parte da trilha sonora do filme 007 – James Bond: Viva e Deixe Morrer.

Em 1979, Paul McCartney organizou o show Concert for the People of Kampuchea. Participaram ao lado de nomes como Queen, The Who, Pretenders, The Clash e Elvis Costello entre outros. Logo após, o Wings partiu em uma turnê no Japão, onde McCartney foi preso por porte de maconha ao desembarcar no aeroporto. Era o fim da banda. Em compensação, no mesmo ano, o Guinness, Livro  dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. McCartney teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso norte-americanas. Vinte delas junto com os Beatles (em parceria com John Lennon).

Falando em Lennon…

A morte de seu eterno parceiro John Lennon, em 8 de dezembro em 1980, foi um duro golpe para ele. Em uma entrevista no mesmo ano, Lennon disse que a última vez que viu McCartney foi quando eles assistiram ao programa de TV Saturday Night Live juntos em maio de 1976, onde Lorne Michaels fez uma proposta de 3 mil dólares para reunir a banda num show,  o que só não ocorrera por estarem cansados demais para seguir até o estúdio (Pena, teria sido histórico). Isso foi mostrado no filme Tudo Entre Nós:

Na noite de 9 de dezembro de 1980, McCartney acordou com as notícias do assassinato de John Lennon. Tal fato criou um frenesi em torno dos outros Beatles vivos. Em entevista para a revista Playboy em 1984, McCartney disse que ele ficou assistindo ao noticiário na televisão e chorou a noite inteira. McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isto era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado. Em 1981, seis meses após a morte de Lennon, McCartney fez parte da vocalização do tributo de George Harrison a Lennon, na canção “All Those Years Ago”, junto com Ringo Starr.

Seu primeiro álbum solo da década foi o McCartney II, com ênfase em sintetizadores ao invés de guitarras. A canção “Coming Up” atingiu o segundo lugar na Inglaterra e primeiro nos Estados Unidos. Veja o clip onde McCartney interpreta vários músicos famosos:

O ano de 1982 foi marcado por várias parcerias interessantes, como a reunião com o produtor dos Beatles, George Martin, e com Ringo Starr; com Stevie Wonder em “Ebony and Ivory” e com o rei do pop Michael Jackson (“The Girl is Mine“), que foi lançada no álbum Thriller. Os dois ainda gravariam juntos “Say, Say, Say”, no álbum Pipes of Peace, no ano seguinte.

Paul e Michael começaram a se tornar amigos na época, mas após o lançamento de Thriller, Michael tornou-se um dos maiores megastars do mundo pop e acabou comprando o catálogo da Northern Song com isso tornou-se dono dos direitos autorais das canções de Lennon/McCartney, para desgosto de Paul, que sempre quis comprá-las. Foi o fim da amizade, mas confira um dos frutos da curta fraternidade:

Em 1984, McCartney escreveu e atuou no filme Give My Regards to Broad Street. No filme, atuaram junto a McCartney , sua mulher Linda, o ex-beatle Ringo Starr e sua mulher Barbara Bach (ex-bond girl) e Tracey Ullman. Embora o filme não  tenha sido bem sucedido comercialmente e também na crítica (pensando bem, eles não gostam de nada), a trilha atingiu o Top 10 americano e inglês, assim como a canção “No More Lonely Nights” (que contou com a participação de David Gilmour do Pink Floyd na guitarra solo)

No final da década de 80, McCartney começou uma parceria com o compositor e músico Elvis Costello, cujas parcerias apareceriam em Veronica, do álbum Spike, de Elvis Costello, e  Flowers in the Dirt de Paul, ambos lançados em 1989. No mesmo ano, McCartney embarcou em sua primeira turnê após a morte de John Lennon e a primeira pelos Estados Unidos após 13 anos. No ano seguinte, ele viria ao Brasil.

Paul McCartney no Rio

Em abril de 1990, McCartney tocou pela primeira vez no Brasil, a apresentação foi no Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, e bateu o incrível recorde de público em uma apresentação de um artista solo (184 mil pessoas). O acontecimento repercutiu até numa história do Chico Bento n°95, “Pôu in Roça”, que mostrou McCartney chegando no sítio,mas na verdade  em busca da Amazônia. Então, Chico mostra toda a selva perto da roça a ele.

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Um fato interessante é que Chico Bento diz no final: “Fartô o Jôn, si ele tivesse aqui, ia inté parecê um sonho”… aí John Lennon aparece no céu e diz: “Por quê não, Chico? O sonho ainda não acabou!” O quarteto ainda seria tema de outras histórias no universo de Maurício de Souza.

Em 1993, McCartney lançou o álbum Off the Ground e a canção “Hope of Deliverance” fez um sucesso modesto. Após o disco, iniciou mais uma grandiosa turnê que percorreu o mundo. Ainda em 1993, ele também lançou o disco ao vivo Paul is Live cuja capa tinha uma referência à lenda de sua morte surgida no fim dos anos 1960.  A turnê “Paul is Live” foi registrada em vídeo. Vale a pena lembrar que em 1993, Paul voltou ao Brasil fazendo uma “mini-turnê” em São Paulo e Curitiba.

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No ano de 1995, Paul McCartney reuniu-se com os ex-Beatles George Harrison e Ringo Starr para a realização de The Beatles Anthology, que englobou um documentário em vídeo, um livro biográfico e três CDs duplos com algumas canções inéditas (gravadas na época do auge da banda na década de 60) e canções conhecidas em versões diferentes. Eles também criaram duas novas canções: “Free as a Bird” (1995) e “Real Love” (1996) que mixava a voz de John Lennon junto com os outros integrantes. Vale rever o clip, com referências explícitas (e outras nem tanto) à história do Fab Four:

Em 1997, McCartney lançou o álbum Flaming Pie, que atingiu o Top 10 das paradas de sucessos americanas, e pelo qual seria indicado ao Grammy. No ano seguinte, o músico sofre um novo golpe: sua esposa Linda, perde a batalha contra um câncer de mama. Em 1999, lançou o álbum Run Devil Run com canções clássicas do rock.

No final da década, McCartney novamente se envolveu em uma discussão com Yoko Ono. Ao lançar um disco, McCartney queria inverter os créditos das canções de Lennon/McCartney para McCartney/Lennon, alegando que as canções em questão eram de sua autoria na época dos Beatles, o que não foi aceito pela viúva de Lennon.

Paul McCartney é vegetariano e já declarou à imprensa como tomou essa decisão:

“Há muitos anos, estava pescando e, enquanto puxava um pobre peixe, entendi: eu o estou matando, pelo simples prazer que isso me dá. Alguma coisa fez um clique dentro de mim. Entendi, enquanto olhava o peixe se debater para respirar, que a vida dele era tão importante para ele quanto a minha é para mim”.

É membro honorário e participante ativo das campanhas do PETA (tipo a Sociedade Protetora dos Animais). Além disso, advoga contra o uso de minas terrestres, a favor da comida vegetariana e a favor da educação musical. Em 1997 foi publicada a biografia intitulada Many Years From Now, autorizada pelo músico e escrita pelo britânico Barry Miles.

Foi eleito, em 2008, o 11º melhor cantor de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Mais do que merecido, embora ele não precise de listas ou classificações para ser reconhecido. Ele está acima de tudo isso. OK, sou suspeito para falar, mas alguém discorda? Então é isso, mais uma vez parabéns para o cara que é O CARA:

Falando em cara, já notaram isso? Ele tem um irmão gêmeo:

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Com informações da Wikipédia.

Continue lendo o 100Grana e até a próxima notícia.

Leia mais sobre música.

7 comentários em “100Grana Especial: Paul McCartney faz 67 anos

  1. Achei que não iam falar dele! live and let die!

  2. Poxa, parabens Sir Paul McCartney!

    Parabens ao 100grana por lemmbrar desse mito vivo!

  3. Paul sempre foi meu Beatle favorito.

  4. Meu beatle preferido! Vai ser talentoso assim lá em Abbey Road. Uma das melhores vozes do rock, um dos melhores compositores, um dos melhores baixistas, de harmonias e melodias complexas e marcantes. Paul is Live!

    Viva Sir Paul!

  5. A história é bem legal,mas eu gostaria de saber mais sobre sua suposta morte ao fim do anos 60

  6. Sempre fui fã do paul mccartney, não vejo a hora de chegar a data do show para vê-lo ao vido, quanta emoção!!!

  7. Paul é especial, profissional no que faz, meu beatle favorito. Adoro Paul McCartney!

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