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100Grana viu: Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton

Para começar, a pergunta é: Eu gostei? Sim. Mas vamos  por partes.

Primeiro de tudo, eu acho que o título do filme ( Alice no País das Maravilhas) é equivocado. Isso não é o primeiro livro, mas uma mescla deste com o segundo, Alice através do Espelho. Uma adaptação quase livre feita em cima de ambos, mas divulgado como a primeira história. Achei isso falha de marketing.

Mas no geral, isso não impede de gostarmos do filme. Um negócio interessante sobre os filmes do Tim Burton é que ele consegue separar bem as coisas em seus filme. Olhando Peixe Grande, por exemplo, você nota um história familiar comum de alguns dramas, mas num determinado momento,  quando Edward Bloom começa a contar suas histórias, aí você vê a marca do Burton, com todas as viagens visuais.

Com “Alice… ” não é diferente. Mas funcionando em seu próprio contexto. Tendo agora  19 anos,  não tem como não sentir pena dela. O pai já é falecido e agora ela se encontra presa as conveniências de sua época, obrigada a manter as aparências e ainda se casar com um cara muito, mas muito desagradável mesmo. Até esse momento, o filme parece um daqueles de época a la Jane Austen, do tipo que eu realmente não curto. O bacana é que , até o momento que o coelho branco em CG aparece, você meio que esquece se tratar de Alice.

Em menos de uma hora, o filme (re)apresenta os personagens da trama para o público, cada um bem definido e sem pressa, como perigosamente poderia ocorrer.

Outra coisa: Burton sempre fez questão, em seus filmes, de que seus atores tivessem com o que interagir. Em 90% de seus filmes, isso acontece. Neste, a interação ainda está lá, aliás achei muito legal as diferentes técnicas que ele usou: mistos de CG com atores reais, criaturas em CG, pessoas usando maquiagem e por aí vai.

Mas desta vez, parece que a procura pelo 3D causou um certo ar artifical em algumas cenas (acho que assistir num cinema 3D seria melhor), o que NÃO é comum nos filmes dele  Mas não o suficiente para estragar o filme nem nada assim.  Pelo contrário.

Um bom exemplo disso foi o visual meio disforme de Crispin Glover.  Sem falar na própria Rainha Vermelha, que às vezes você até esquece que dificilmente vai encontrar uma mulher com aquela cabeça, graças também a performance de Helena Bonhan Carter.

Falando  no elenco, ele  está bem legal, incluindo a novata Mia Wasikowska no papel-título. A meu ver, ela conseguiu passar toda a insegurança,vulnerabilidade, surpresa e aquela incômoda sensação de enorme responsabilidade pesando  sobre os ombros.

Com relação a Johnny Depp, ele faz um Chapeleiro Louco muito bacana, mas eu senti que faltou algo dessa vez. Em quase todos os personagens que ele faz, é como se eu visse diferentes pessoas, mas dessa vez eu senti que já tinha visto Depp fazer algumas coisas, não sei se como Willy Wonka ou Jack Sparrow, mas ainda assim, o cara demonstra por quê é um dos melhores atores de sua geração. O cara tem muito bons momentos em cena.

Só achei estranho mesmo a  Anne Hathaway em algumas cenas, aonde ela meio que  exagera na solenidade de sua personagem, a Rainha Branca.

O que eu curti?

Os simbolismos do filme, presentes nas situações e nos personagens. O lance de viver a vida de aparência, presente tanto no mundo real na cena da festa de Alice, como no País da Maravihas, na corte da Rainha Vermelha, aonde niguém se atreve a discordar e não apoiar tudo o que ela diz.

Aliás, mensagem subliminar é o que não falta também na própria protagonista. Valores como livre arbítrio, busca pela independência, amadurecimento ou opressão podem  ser vistos em Alice ao longo do filme.

Sem falar no poderoso elenco de vozes para os personagens em CG: Nomes como  Alan “Snape ” Rickman , Timothy Spall, ou  Michael Sheen foram muito bem. Sem falar que eu tive um estalo quando reconheci o vozeirão de Christopher Lee como  o dragão Jabberwock.

O que me incomodou?

Acho que o ponto negativo desse Alice é  todo um apanhado de coisas que já vimosabordados em filmes anteriores e que soa repetitivo mesmo numa obra original como a adaptação de Lewis Carroll.

Já não vi isso em Nárnia?

Coisas como uma pessoal jovem normal que é convocada para um mundo sobrenatural pois é a escolhida para trazer o equilíbrio de volta  e acabar com a opressão já foram tema de vários filmes recentes.

Mas fiquem tranquilos, eu acredito que isso não compromete o divertimento e o  entretenimento, no final das contas isso é o mais importante.

Cotação: 7.5

Continue lendo o 1o0Grana e até apróxima notícia

https://100grana.wordpress.com/2010/04/29/david-ayer-comanda-remake-de-comando-para-matar/Em menos de uma hora, o filme (re)apresenta os personagens da trama para o público

O elenco está bem legal, apesar de Anne Hathaway, em algumas cenas, exagerar na solenidade de sua personagem, a Rainha Branca.

Johnny Depp faz um Chapeleiro Louco bacana, mas eu senti que faltou algo dessa vez. Em quase todos os personagens que ele faz, é como se eu visse diferentes pessoas, mas dessa vez eu senti que já tinha visto Depp fazer algumas coisas, não sei se como Willy Wonka ou Jack Sparrow

O que me incomodou?

Acho que todo esse lance do fim, com direito a profecias, Alice usando armadura e lutando contra um Dragão, lembrando muitos filmes recentes com características semelhantes

Tudo bem, eu sei que isso foi tirado da trama do outro livro,

Outra coisa: Burton sempre fez questão, em seus filmes, de que seus atores tivessem com o que interagir. Em 90% de seus filmes, isso acontece. Neste, a interação ainda está lá, aliás achei muito legal as diferentes técnicas que ele usou: mistos de CG com atores reais, criaturas em CG, pessoas usando maquiagem e por aí vai. Mas desta vez, parece que a procura pelo 3D causou um certo ar artifical em algumas cenas, o que NÃO é comum nos filmes dele.

22 comentários em “100Grana viu: Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton

  1. Eu penso que esse novo filme tem o mesmo problema que Avatar, a arte é simplesmente maravilhosa, digna do pais das maravilhas. Mas a história é fraca.

    Depp não me entusiasmou nada, e o Burton francamente está devendo na praça já a algum tempo.

    Dizem rumores que ele vai querer fazer agora Família Addams, vamos ver o que vai dar…

    Peter Stormare para Coringa já!!! (Y)

  2. tim burton sempre teve a tendência de sacrificar a história em prol do visual… vide “lenda do cavalerio sem cabeça”! mas é a marca do cara… fazer o que! por isso gosto tanto de peixe grande – historia foda c/ otimo visual!
    mas nao tem jeito: o cara é um grande diretor e ponto!

    o próximo projeto dele deve ser a adaptação do seriado “dark shadows”, que trata de ocultismo.

  3. Aqui no cinema da capital (no interior daqui não tem cinema) só tem uma sala exibindo o filme de Alice e ainda é dublado, nunca que eu vou assistir. No meu estado (Piauí) tem nem cinema 3d. Isso é revoltante!

  4. @willie zureta, não esqueca de Maleficent tb 😉

  5. Eu vi o filme dublado e sem 3D, achei uma porcaria.O que é aquela voz do Depp?
    Mas o filme não deixa a desejar nos efeitos e no figurino, bem legais.
    Agora só me falta ter tempo pra ir ver Homem de Ferro 2.

  6. “Coisas como uma pessoal jovem normal que é convocada para um mundo sobrenatural pois é a escolhida para trazer o equilíbrio de volta e acabar com a opressão já foram tema de vários filmes recentes.”

    Sérgio “Mentorbreak” Fiore, você teria uma ideia melhor, em se tratando do contexto da história?
    Não creio que haveria outro objetivo senão o de acabar com a opressão. A personagem principal deve ter uma importância unica na trama. Isso está presente em todos os tempos e lugares. Bem contra mal, Organizações protetoras do meio-ambiente (fauna e flora) contra os “destruidores da natureza”, cidadãos contra maus políticos, etc., tudo gira em torno dessa dicotomia.

    Alice em férias na wonderland, sem qualquer objetivo maior e único, não faria da estória um filme, tendo em vista que o filme ora tratado necessita ter um desfecho lógico, em razão de sua proposta temática. Não é um filme descritivo, não visa mostrar apenas como as coisas são na wonderland. Para o seu fim de entretenimento, necessita de uma relação simbiótica entre Alice e a terra das maravilhas, onde um precisa do outro.

  7. Ah, como eu amo os momentos de desencanto que só a realidade traz para nossas vidas 😀

    Lembro que antes do filme estrear, era só amor. Agora começam as críticas ainda apaixonadas, e depois virão as críticas “do mal” 😀

    Mas esse processo é natural. Ainda não assisti, mas gostei pelo estilo visual (apesar de ter gostado do novo Fúria de Titãs na época das filmagens pelo mesmo motivo, e me decepcionado quando assisti o filme). Vamos ver a história como se desenrola…

  8. Vi em 3d aqui em Maceió e assino embaixo em relação a crítica do 100 grana! Gostei bastante do filme, mas para mim, o gato rouba a cena! hehehe

  9. nunca curti a historia e muito menos os filmes desenho e não vou assistir esse

  10. Esse filme é igual o Avatar do Cameron, tudo muito bonito mas com uma historia ruim.

  11. Tenho um mal por certos filmes, como esse. Onde vou a cinema com a intenção de ser neutro antes e durante o filme, para so depois demonstrar o que achei…e acredite ate brinquei com a moça do guichê ao perguntar se o ingresso viria acompanhado de um travesseiro. assiti chico xavier com a mesma intenção (de ficar neutro) e ate me arrependi pois é um bom filme, poderia ser muito melhor mas conseguiu superar minhas expectativas. Voltando a Alice, o filme apresenta um enredo muito batido e que não passa dos 40 km/h mas tambem nao quer ficar abaixo dos 20 km/h com personagens chatos, Depp não conseguiu ser ele mesmo como personagem (ter leveza e mostrar-se dono daquela alma que esta representando, começo a achar que ele poderia ter sido uma pessima representação do Coringa, Alice se arrasta pela historia e os momentos que eram para serem engraçados não renderam o minimo nem do mais otimista comediante.E Burton, deveria começar a repensar seus metodos e estilo, como Shyamalan vem tentando fazer,e tentar buscar um novo equilibrio pois seu estilo é sempre repetitivo e conturbado ao mesmo tempo que tenta ser definido o que prejudica um pouco a atmosfera de filmes como este “Alice”.

  12. Pelo menos Tim Burton foge daquela abordagem “àgua com açúcar” que é a marca registrada da Disney, mostrando uma Alice moderninha…Estou curioso para ver os erros e acertos. Quanto a adaptações, se não fosse Burton ter tido a ousadia e coragem para trazer o Batman (1989) de volta as telas, com certeza hoje não teriamos Batman:Begins, Dark Knight, Hellboy:1 e 2, Ironman:1 e 2,etc.

  13. Achei o filme chatíssimo e isso foi herança do livro que também é um tédio.
    Valeu apenas pela experiência de assistir em uma sala iMax.

    Ah, claro, pessoal de concept mandou muito bem nas personagens.

    [ ]s

  14. Assisti o filme dublado, legendado em IMAX 3D e dublado em 3D.
    Tem ação, drama, um pouco de comédia, atores ótimos e um visual maravilhoso.
    Em IMAX é emocionante!

    Superou minhas expectativas

  15. eu odiei.

    e olha que sou fã de carteirinha da obra de lewis carrel.

    o erro seja este, talvez.

    e com relação ao Johnny Depp… o problema foi o risinho… o mesmo risinho do willy wonka e do jack sparrow.

  16. Cara, tbm gostei bastante do filme… e esse lance de haverem filmes com temáticas semelhantes é notório, vide Coraline tbm, mas como vc disse, nada que tire o mérito. Foi uma bela adaptação.

  17. A de Considerar: depp,é sempre Depp….ñ á mais a novidade em seus perssonagens.
    Burton e sempre Burton, oq esperavamos?? Vimos oq ele fez com a Fabrica de chocolate, transformando nossas lembranças doces de crianças em cenas gélidas e melancolicas. O que esperavamos msmo de Alice? Que tudo fosse rosa?? è esperar demais de T. Burton.
    Mas o longa tem de ser visto, em tela grande, É mirabolante,bonito e ter uma Alice mais “amadurecida” pra mim foi a grande sacada do filme, deixou de ser uma historia tão infantilizada pra se tornar filme pra gente grande, com criticas e discurssões sobre certos valores.

  18. O filme é exatamente tudo o que eu esperava (e eu criei muitas expectativas para ele, todas superadas), não é nada infantil, chega a ser sombrio em muitos aspectos, lógico que sendo feito sobre a ótica do Tim Burton não poderia ser diferente: a Alice está sempre com olheiras fundas, dificilmente sorri e se sente sempre deslocada, seja no mundo que conhecemos, seja em Wonderland. Alice está a procura de quem ela é verdadeiramente, em busca das suas verdadeiras vontades e personalidade.
    Os outros personagens acompanham o aprofundamento psicológico de Alice. A Rainha Vermelha é má porque é carente e rejeitada devido a sua cabeça grande, sempre na sombra de sua irmã mais nova a Rainha Branca e desde cedo preterida pelos pais e pelo homem que ama. O Chapeleiro Maluco não é tão maluco quanto parece, teve uma história triste mas ainda sim não deixa de ser inteligente.
    O filme é esteticamente perfeito: une um colorido berrante com tons sombrios NA MESMA CENA! Os efeitos especiais são feitos para impressionar e os figurinos são maravilhosos( destaque para as 7 trocas de roupa de Alice, incluindo uma armadura). A maioria dos personagens e cenários é feita em computação grafica, para quem assiste em 3D é melhor ainda!
    O roteiro é dinâmico, ninguém se chateia na frente da telona, na verdade parece que o tempo voa mesmo com a duração de quase duas horas.
    As atuações de Mia Wasikowska e Helena Bonham Carter estão ótimas. A primeira por fazer uma Alice diferente da original mas com a mesma essência, é uma Alice mais sombria mas com o mesmo espírito curioso e diferente da maioria das pessoas da sociedade, a segunda está perfeita como a vilã de coração partido Rainha Vermelha, sendo perversa quando precisa, triste e ferida emocionalmente na mesma proporção. Johnny Depp não mostra todo o seu talento apesar de servir, Anne Hathaway exagera na quase santidade de sua personagem, mas a grande surpresa fica com o quase desconhecido(a não ser para quem se lembra do Homem Magro de As Panteras) Crispim Glover que está simplesmente PERFEITO em seu personagem, eloquente, altivo, que captura o coração da Rainha Vermelha. A sua performance ficou marcada como a mais surpreendente do filme.
    Alice no País das Maravilhas não é uma adaptação literal da obra, mas sim uma obra nova que junta elementos do livro de mesmo nome e de sua continuação chamada Alice Através do Espelho, conta uma nova história apesar de conter elementos das duas na qual se baseia. Fique atento para uma das grandes sacadas do filme: fica subentendido que Alice entendeu errado o nome do mundo estranho quando viveu a sua primeira aventura lá: ao invés de Wonderland( País das Maravilhas) o nome seria Underland( Mundo Subterrâneo). Um toque super pessoal de Tim Burton, que fez um filme que marcou a nossa época e que vai ficar pra sempre nas lembranças dos bons apreciadores de cinema.

  19. Bom dia amigos
    Sou suspeito para falar sobre o filme, mas como já irei falar não serei prolixo!
    Por que sou suspeito? sou fã de Burton desde a época da “Noiva Cadáver”, já gostava dos seus trabalhos antes, sou fã de Depp, realmente um dos melhores atores atuais e antigos e gosto muito dos trabalhos de Hathaway, para completar a Mia Wasikowska (Alice), está impecável no papel, uma representação ímpar!
    Concordo que um erro crasso do Burton é fazer “reeleituras” de livros e/ou livros clássicos com o seu toque louco, mas sejamos sinceros, a loucura cai bem quando vem dele!

    Um grande abraço e parabéns pelo site
    André Anlub

  20. Cara, esse filme é tão ruim, que entrou duas vezes na fila. Caramba, o que faz a idade com o vivente ??? Pobres Depp e Burton. E pobre de quem pagou pra ver essa papagaiada.

  21. De onde o Burton tirou a ideia de tornar a jovem Alice Kingsley numa Jeane D’Arc do UnderWorld????

    Gostaria mesmo é de ver uma versão do Chapeleiro Maluco (prefiro Louco) pelas mãos do Christopher Nolan, num filme do Batman, claro!

  22. Antes de lançar, era uma expectativa absurda em cima do filme, depois que lançou opiniões foram surgindo e frustrações idem. Adoooro o Johnny Depp, alem de lindo é um excelente ator, porem acho que ele deixou a desejar no papel do chapeleiro. O filme é simplesmente lindo em relaçao a cores, efeitos etc… Mas na boa? Ainda prefiro o desenho e todo o misterio e psicodelia envolvidos na verdadeira historia de Alice e o seu admirador pedófilo =P

    E a musica do desaniversário? Melhor musica eveeer! E nao rolou! ¬¬

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