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100Grana viu: Toy Story 3

Terceiro filme fecha as aventuras de Woody, Buzz e cia. de forma emocionante.

Quando anunciaram o terceiro filme da franquia Toy Story, confesso que fiquei preocupado. Afinal, numa época em que os estúdios fazem continuações e mais continuações, sugando a todo custo até a última gota do néctar da idéia original, a primeira coisa que passa pela cabeça da gente é que o filme não será nada além de um caça-níqueis.

Esse é um tipo de sequência. O outro tipo é aquele em que um personagem muito popular do passado é retomado pelo criador ou pelo intérprete do personagem de forma respeitosa, em que ele sabe que não pode jogar qualquer história e mostrar, acima de tudo que o tempo passou e não é mais ou mesmo de dez ou quinze anos atrás. Exemplos recentes nós temos, a maioria relacionado ao gênero ação: Rocky Balboa, Rambo, Duro de Matar, Indiana Jones, todos esses filmes mostram seus protagonistas tendo de lidar com a velhice, o “estar ultrapassado” e o mundo à sua volta mostrando isso.

Para minha alegria, Toy Story 3 está (bem) mais para o segundo exemplo que citei. Mesmo sem o diretor original, já que john Lasseter cedeu o cargo para Lee Unkrich. Aliás comparando os filmes, o filme tem muita coisa de…Rocky Balboa (!). Como assim? A exemplo do último filme do garanhão italiano imortalizado por Stallone, personagens como Woody e Buzz Lightyear e os demais brinquedos precisam lidar com a dúvida de sua importância, a relevância e/ou a significância deles para alguém, no caso, o menino Andy, que já não é mais um guri mas um rapaz prestes ir para a faculdade.

A abertura do filme foi uma das coisas que mais me impressionou, pois eu me lembrei exatamente dos meus tempos de criança, brincando com meus Comandos em Ação em cima da cama, fazendo meu travesseiro virar uma montanha e coisas assim. A fotografia e o roteiro conseguiram traduzir muito bem como funciona uma mente infanto-juvenil na hora e inventar brincadeiras. Para mim, pessoalmente falando,  foi imposível não se identificar com Andy naquele momento.

A trama já foi duvulgada amplamente aqui e em toda a net: Graças a um mal entendido, os brinquedos de Andy, exceto Woody, pensam que seu dono não se importa mais com eles e topam ser doados para uma creche, mas o que parecia ser uma boa idéia no começo, se torna um pesadelo para eles quando se tornam prisioneiros da “máfia local”, ou seja, dos brinquedos mais antigos. Resta agora a Buzz, Rex, Sr. e Sr. Cabeça de Batata, Slinky e cia. tentarem escapar e quem sabe, voltar para seu antigo dono.

Pessoalmente curti a premissa, até porque ela buscou um dircionamento diferente, buscando inovar, se a gente pensar bem, o primeiro filme foi focado em Buzz lidando com sua  real natureza. No segundo, é a vez de Woody ser  tentado pela glória de sua origem. Agora, ambos esabem quem são e tem de garantir seu futuro. Ponto para o roteiro que não deixou  a terceira parte repetitiva.

Quem viu o Totoro escondido em cena?

Conforme foi igualmente divulgado pela internet, o filme está cheio de referências a filmes como  Fugindo do Inferno e Missão: Impossível e, como se não fosse o bastante, o filme está recheado de cenas de bom humor, que se destaca ainda mais na versão dublada. Palmas para o novamente impecável trabalho de Marco Ribeiro (Woody), Guilherme Briggs (Buzz), Marco Antônio (Rex) Mabel César (Jessie) e, claro, os novos membros da dublagem, como Eduardo Ribeiro no papel do boneco Ken (por sinal, um dos personagen mais engraçados do longa), o veterano Pádua Moreira como o urso  Lotso e todo o elenco nacional, todos de parabéns.

Não vou obviamente contar o final aqui, mas posso dizer isso: O filme, de muitas maneiras, fecha um ciclo, dentro e fora da tela e, mais importante, de fora coerente e emocionante para quem viu o primeiro filme despontar nos cinemas no meio da década de 90, fazendo história como a primeira animação totalmente feita em computação gráfica.

Agora, só me resta torcer que a franquia pare por aí, do jeito que terminou, foi perfeito. O que é muito difícil, especialmente em tempos que a animação em CG tornou-se um gênero tão concorrido no cinema atual. Valeu a pena esperar!


Continue lendo o 100 Grana e até a próxima notícia

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12 comentários em “100Grana viu: Toy Story 3

  1. Boa resenha, Toy Story 3 é fantástico mesmo, valeu muito a pena esperar…

    Abraços a todos!!!

  2. quase chorei,concerteza não vou doar os meus brinquedos !

  3. Eu vi o Totoro, só não me lembrava do nome =]

    O filme está ótimo. Como vc disse, é impossível não se lembrar das brincadeiras de criança. Lembro que uma vez enchi a pia da cozinha só p saber se um tanque dos Comandos em Ação era realmente anfíbio =D

    A cena final do Andy com os brinquedos tb é emocionante, e p mim foi uma das melhores do filme.
    Torço para que não tenha continuação, pq esse filme realmente fechou muito bem a história.

  4. Vi o trailer em 3D e estou louca pra ver o filme! Pena que o Moviecom teve que deixar em 2D mesmo…

  5. Toy Story foi o desenho (leia-se animação) da minha infancia, sempre fui fã dos 2 filmes e com o terceiro não poderia ser diferente. É magnifico!
    Só é uma pena que acabou! Mas é melhor assim…

    O 3 fechou com chave de ouro a triologia!
    A pixar nunca fara animação melhor do que Toy Story…

    Toy Story>>>>>>>>All

  6. mto legal a resenha, faz jus ao filme, que é EXCELENTE!

    vc citou a aparição do Totoro, mas sabia que tem mtos mais easter eggs em Toy Story 3?

    eu fiz uma compilação das coisas escondidas no filme, vejam aí:

    http://colorscreen.blogspot.com/search/label/toy%20story

  7. Depois que eu vi o primeiro filme queimei todos os meus brinquedos. Eu heim, lá quero brinquedo caminhando pelo quarto enquanto durmo ou estou com uma mina… sai fora.

  8. Aeeee, fizeram a resenha do Toy Story!! Ficou muito legal!
    Cara, eu nunca tinha chorando TANTO num filme como esse, tenho até que rever o final porque não conseguia abrir o olho de tanto chorar, hahaha!

  9. É lindo o filme. Chorei em algumas cenas. Também gostei muito da presença do Totoro em várias cenas, incluindo no final onde ele da aquele sorriso.

  10. Realmente emocionante!

    Lembro que no dia que fui assistir, muita gente saiu e não viu o término dos créditos finais onde tinha um pouco mais de animação e continuação da história!
    Foi hilário…

  11. eu gostava quando era criança e tinha ate brinquedo de todos os personagens

  12. Muito emocionante, um dos melhores do ano e mais uma vez “o melhor filme da Pixar até aqui”.

    É a terceira parte de uma saga que pela terceira vez me fez chorar instintivamente ao término da sessão: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, Star Wars – A Vingança dos Sith e esse Toy Soty 3.

    Todos são personagens que fizeram parte da minha infância, talvez por isso e o fato de não poder ve-los mais em um filme tornem essas partes especialmente mais emocionantes.

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