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Super Mario 25 anos: História e memória

Pedimos a contribuição do grande parceiro Mauro “Cyber MSX” Sókrates para falar sobre este incrível aniversariante do mês.

Olá a todos. Hoje falarei sobre os 25 anos de um dos maiores jogos de videogame de todos os tempos: o inesquecível Super Mario Bros. Uma verdadeira lenda viva dos games que até hoje diverte milhões de pessoas pelo mundo. Antes de começar, gostaria de agradecer ao pessoal do 100Grana pelo glorioso convite para falar (ou melhor, escrever) sobre esse clássico jogo.

Super Mario Bros. veio ao mundo na madrugada de uma sexta-feira 13 de setembro de 1985 no Japão e foi um sucesso instantâneo e estrondoso.

Pela primeira vez, um jogo ganhava a habilidade de andar por uma fase inteira em movimento, ao contrário de outros jogos da época onde tudo acontecia numa única tela. Foi o divisor de águas da história dos games e a partir daquela sexta-feira 13 (que é considerado azar para nós, moradores do lado ocidental do globo), o mundo dos videogames jamais foi o mesmo. E, claro, foi uma tremenda sorte para a Nintendo. Consagrou um simples designer de games chamado Shigeru Miyamoto e um compositor chamado Koji Kondo para ficarem na história. Neste jogo, Mario saía do mono-cenário para a liberdade de se movimentar, subir em platformas e enfrentar 8 mundos (com 4 fases cada) para salvar a Princesa “Peach” Toadstool do terrível Bowser (Koopa no Japão) e libertar o Reino dos Cogumelos. E no modo pra 2 jogadores, o segundo jogador podia usar o seu irmão Luigi na aventura.

Lembro até hoje quando eu conheci Super Mario Bros. pela primeira vez. Foi em julho de 1990. Dois grandes amigos (e vizinhos) meus, os irmãos Alexandre e Leonardo, foram até a minha casa e me mostraram um Phantom System com o adaptador J-72 e os jogos Castlevania, Yie Ar Kung-Fu, Ghostbusters, Super Pitfall, Lunar Ball, Ninja Kid e claro, Super Mario Bros. Confesso que fiquei fascinado pelo jogo e pelas músicas dele. Jogamos por várias horas e ele foi um dos principais motivos pra ter um Phantom System. Se bem que, no Natal daquele ano ganhei um Dynavision II com pistola e o Yie Ar Kung-Fu de brinde. Mas isso é  história pra outra ocasião. =)

Também me lembro que tinha uma lenda urbana na época sobre o Mundo Negativo do jogo, o qual já foi devidamente confirmado com a existência do Mundo -1. Mas já faz uns 5 anos que eu joguei a versão FDS (Famicom Disk System) do Super Mario Bros. e fiz a mesma manha pra acessar. Só que, além de encontrar o Mundo -1 (totalmente diferente da versão cartucho), achei os Mundos -2, -3 e -4.

Mundo -1:

Mundos -2, -3 e -4

A Trilogia “Super Mario”, que virou quatro e depois cinco

Em 1986, os japoneses conheceram Super Mario Bros. 2. Na verdade, era o Super Mario Bros, que conhecemos, só que com as fases alteradas e novos itens que dificultavam ainda mais a luta pra chegar até o final. Em 1988, era lançado a versão estadunindense do Super Mario Bros. 2, que era uma modificação de um outro jogo – Doki Doki Panic – que saiu só no Japão.

Em 1988, eis que surge ele, a lenda, o mito: Super Mario Bros. 3 – considerada a maior obra-prima da Nintendo para o NES. Um dos jogos de NES/Famicom mais vendidos da história com quase 20 milhões de cópias vendidas. O game só veio para os EUA em 1990.

Em setembro de 1993, já na era Super NES, chegou a hora da nova geração conhecer o início da lenda. A Nintendo lançava no Japão a coletânea “Super Mario Collection”, que foi lançado pra cá com a alcunha de “Super Mario All-Stars”. Na verdade, essa coletânea foi lançada por dois motivos: por ter atingido na época a marca expressiva de 100 milhões de cópias vendidas (fora os piratas) e reparar um “erro” – enquanto os japoneses nunca haviam visto a versão norte-americana do Super Mario Bros. 2, os estadunindenses nunca viram a versão nipônica de Super Mario 2. No troca-troca (no bom sentido, gente), os games foram renomeados para “Super Mario USA” (no Japão) e “Super Mario Bros. – For Super Players” (nos EUA), respectivamente.

Mais tarde, a Nintendo relançou a mesma coletânea com um adicional de peso: um “Super Mario World” revisado, com direito a um Luigi redesenhado com as mesmas características baseadas no Super Mario Bros. 2. Ou seja, um 5 em 1. Depois, a Nintendo começou a vender consoles de Super NES com o “Super Mario All-Stars + Super Mario World” incluso, batizado de “5 Stars Pack” (pessoalmente tenho um pack desses, só que europeu).

Agora, neste mês, a Nintendo do Japão vai relançar para o Wii o mesmo “Super Mario Collection” com uns brindes muito legais: um livro contando histórias secretas e fotos inéditas de Super Mario Bros. e um CD com as trilhas sonoras de todos os jogos da série, até o Super Mario Galaxy 2. Espera-se que a Nintendo americana lance esse mesmo conteúdo pra cá.

Super Mario Bros. é daqueles jogos que foram criados com o máximo de cuidado possível, onde tudo foi meticulosamente planejado – desde o posicionamento de um simples pixel até o design da embalagem do cartucho. Pra mim, jogar Super Mario Bros. é mais do que jogar um simples game, é jogar a história. É presenciar onde toda a série começou… com aquela música, os primeiros passos, o primeiro pulo e pisar em cima do mesmo Goomba/Kuribo. De lá até aqui, passou-se um quarto de século mas a essência de Super Mario Bros. continua a mesma, o que já podemos dizer que será eterno.

Mauro Sokrates (Cyber MSX) – Webmaster do Cyber MSX News

cybermsx@gmail.com

4 comentários em “Super Mario 25 anos: História e memória

  1. jogar Super Mario Bros é jogar a história[2]

  2. Ótimo texto!

    Se possível façam uma continuação falando de outros jogos do encanador mais legal do mundo, eu tive o Mario Paint pra SNES, que vinha com mousepad e um mouse de bolinha pra lá de pesado!
    Outro que era ótimo de se joras era o Dr. Mario, o jogo era tão legal e viciante que até a minha mãe na época com seus 50 anos zerou (os únicos jogos que ela curtia eram Dr. Mario e Puzzle Bubble)

  3. Fico feliz que tenham gostado do meu relato sobre o Super Mario Bros. É um dos jogos que entra fácil em qualquer lista dos melhores games de todos os tempos – provavelmente entre os primeiros.

    Ainda gosto muito de jogar e recentemente consegui fazer a última coisa que não fazia no jogo: o lendário macete de 99 vidas no final da fase 3-1.

    Povo do 100Grana, muitíssimo obrigado pela oportunidade! Valeu muito.

  4. Ótimo texto cara, dá até vontade de jogar agora.
    Aguardo mais textos sobre outros jogos clássicos vlw!

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