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100Grana Foi Lá 2: McCartney, choro e casamento

Anne Fonseca, nossa intrépida correspondente em Sampa, conta a jornada emocional que teve indo ao show de um de seus maiores ídolos e saindo de lá com bem mais do que esperava.

Por Anne Fonseca, de São Paulo

Fui pedida em casamento durante o show do Paul. É assim que começo a minha história sobre o que aconteceu na noite em que Paul McCartney resolveu chapar, só com a presença dele, 68 mil pessoas no estádio do Morumbi. E você nem sabe minha história do começo, mas já deve estar aí feliz por mim.

Deve ser difícil entender esses sentimentos que só fã entende. É uma grande comunidade de pessoas que sabem o que é sofrer e ser feliz ouvindo aquilo. Cada música é uma lição para a vida toda. Então você e eu sabemos disso, e você entende o quão lindo foi ser pedida em casamento com Paul ali do lado.

Eu e Rodrigo estamos juntos há quase um ano, ambos somos apaixonados por Beatles e Star Wars, como a maioria dos leitores do 100Grana. Sofremos para estar juntos, eu morava em Belém e ele aqui em Sampa. E passamos juntos por todo o processo de compra do ingresso para esse show como se fosse parte de fortalecimento do nosso amor. Foram 25 horas de fila em pé no Pacaembu, briga com cambistas e um choro soluçado quando pegamos o ingresso pela primeira vez. Pista prime, veríamos um dos maiores ícones da nossa vida de pertinho.

Chega finalmente o domingo. Confusão e tiroteio. Era muito calor e suor, sol monstruoso e muitas mais horas de fila. Na nossa frente, mãe e 3 filhos vieram de Recife só para isso. Ver aquele semideus de perto. Entramos, nos embuletamos com mais um monte de fãs, cada um vindo de um lugar do país. Mais algumas horas em pé, mas agora com o choro entalado na garganta. Começaram a tocar algumas músicas dele e, finalmente, hora de ver o Paul.

Show lindo, chorei desde o primeiro minuto e não parei mais. Histeria total. Saca aquelas fãs dos Beatles que não conseguiam parar de gritar? Eu não conseguia parar de chorar. Começou com as nossas músicas preferidas e era covardia o que aquele homem fazia. Mesmo. Ele sabia que nem precisava se esforçar para nos deixar em êxtase: só um sorriso, o jeito de se debruçar sobre o piano, a sua voz impecável. E, ainda por cima, resolveu falar português em boa parte do show. Em My Love, ele começou dizendo: “essa música eu fiz para a minha gatinha Linda”. Morry. Chorava de soluçar e mal conseguia ver mesmo aquele cara me destruir o coração.

Aí que chega a parte que me deixa feliz e incrivelmente parte meu coração: Paul pega seu ukelele. Depois de hora e meia de show, Paul canta “Something”, lembrando de George, nosso velho amigo né, galera? Era a música da minha vida. Sempre quis que alguém se apaixonasse por mim e sentisse a mesma coisa cantada ali.

Eu e Rodrigo choramos, cantamos junto, ficamos de namoro enquanto Paul fucking McCartney cantava pra gente. No fim da música, ele falou no meu ouvido (com a voz toda cagada de choro): “quer casar comigo?”, e tirou o anel de noivado da bolsinha e botou no meu dedo.

Chorei tanto, mas tanto, que depois disso, durei só mais 3 músicas em pé no show. Quando Paul tocou Paperback Writer, desmaiei. Deve ter sido colapso físico e emocional, sei lá. Tava histérica. Muito calor, a gente tava muito apertado, eu sou baixola, tinha chorado muito já. De soluçar, em todas as músicas. Aí, me levaram pro ambulatório, e as últimas músicas eu só ouvi. Chorando muito, por estar perdendo, por toda a experiência estar se esvaindo. Para mim e para o, agora, noivo.

Aí, consegui sair do ambulatório e fui ver as duas últimas músicas do bis. Me senti uma beatlemaníaca de verdade. Daquelas que se mijavam só de vê-los. Saímos de lá andando 4 quadras, com todos os outros fãs andando juntos atrás de um transporte para casa. Vomitei em metade do caminho, cheguei em casa morta e dormi pesadamente depois de tomar um banho. Ou seja, caguei a noite. Mas quem liga? O amor tá aí, e isso que é importante. O que Paul McCartney uniu, não tem ninguém que separe.

Aliás, o anel de noivado é riqueza: foi feito pela irmã do noivo e tem o símbolo da Aliança Rebelde, da saga Star Wars. Sim, nosso casamento será Jedi.

Leia também a resenha do convidado Marcelo Gabbay para o show do velho Macca.

13 comentários em “100Grana Foi Lá 2: McCartney, choro e casamento

  1. cara, quase um ano? é muito pouco, mas boa sorte

  2. Casamento Jedi kkkkk
    massa

    doooooooorgas mano hshahushusa

  3. Parabéns Anne! Posso levar o Malachai pra tocar no teu casamento?

  4. Casamento Jedi… comparecer ao evento irei, certeza disso tenho eu

    Experiência dessas n é para qualqer um. Felicidades, Anne

  5. Que lindo! =D

  6. Parabéns, felicidades aos noivos!

  7. Não sou de criticar o trabalho feito com excelência por vocês do 100 grana (que acompanho com muito gosto)… mas acho que essa matéria foi muito “água com açúcar” e não mereceu nem 30% do destaque que um ícone que é esse semi-deus da cultura pop mereceu.

    Foi um artigo digno de revistas adolescentes… mas é a verdade que vocês como criadores do blog merecem analisar para futuramente aproveitarem melhor a participação de “enviados/colaboradores” para eventos de grande porte como esse… ao invés de expressão de sentimentos pessoais… grandes blogs não pecam pelo emotivo ou quando o fazem fazem com profissionalismo…

    Abraços

  8. o blog morreu??
    faz mo tempo q não tem mais nenhuma notícia….

    ainda bem que existe uma coisa chama Omelete…

    abraços 100grana, aguardo as novas notícias, o blog de vcs é mto bom pra ficar tanto tempo parado…

  9. porra eu chorei lendo isso… parabéns pra Luluzinha! *.*

  10. E esse anel é muito xike! *o*

  11. Sinceramente pessoal, esse post tá fraco.
    A garota foi pro show do McCartney e não comentou NADA de música, só ficou nesse papo piégas digno de uma revistinha teen ou uma “malhação nerd”.

    A propósito, as duas matérias sobre o show do Paul McCartney estão fraquinhas. O outro enviado não comentou NADA de música lá também. Quando eu digo falar de música, e comentar sobre o playlist, covers (se rolar), o figurino, os instrumentos (um senhor desfile de Epiphone, Gibson, Hofner e Rickencaker) e o palco, mas não, o cara perde um tempão contando a espera dele para o show e fica contando histórias pessoais que não interessam para ninguém.

  12. Não concordo nem com o Julius e o Olimar…

    Acho que a graça das duas colunas sobre o show do Paul é exatamente esse tom pessoal no relato…sobre as músicas, figurino, repertório e palco, todo mundo já tá careca de saber. E quem foi no show sabe que aquilo é um momento inesquecível na vida das pessoas ali, e que histórias aconteceram.

    Parabéns pessoal, adorei os dois relatos.

  13. Julius, Galileu e Cap. Olimar
    favor, arrumar coisas mais decentes para fazer na vida. Tipo trepar.
    Vai fazer um bem imenso a vocês.

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