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100Grana Viu: Tron – O Legado

Chegamos ao fim de 2010, e cá estou eu fazendo a última grande crítica do ano. Que forma melhor de fechar com chave de ouro?

Demorou para sair, mas saiu. Foram mais de vinte anos de espera. Mentira, eu admito que Tron não é o primeiro filme que me vem à cabeça quando se fala em ficção científica, mas quando se fala, eu digo: “Porra, esse é f#da”. E é mesmo, por motivos que eu já expliquei aqui. Mas não esperava uma continuação, então quando anunciaram Tron – O Legado, eu disse a mesma coisa que todo mundo deve ter imaginado: “Égua! Precisa?”

Mantive meu velho pensamento na cabeça: Se existe um bom motivo, que façam uma continuação. E, ao longo dos meses, comecei a pensar que realmente, se vivemos numa época em que boa parte dos conceitos do original apenas imaginados se tornaram realidade, por que não rever este universo e descobrir o quanto ele avançou?

O que nos leva ao filme: Mesmo quem não teve a chance de ver o filme original, está tudo bem explicado para os marinheiros de primeira viagem na saga de Kevin Flynn. Em Tron: O Legado, é o filho dele, Sam (Garret Hedlund) que protagoniza a trama. O jovem, que só ouvira falar de todo aquele mundo criado dentro de um computador, busca pelo pai, desaparecido há anos. Ele acabará descobrindo que aquele mundo do qual somente ouvira falar evoluiu e muito, e as coisas estão bem mais complicadas.

Clu, o avatar criado por Flynn para reconstruir com perfeição aquele mundo cheio de possibilidades, transforma-se num ditador da pior espécie e agora o destino de todos está nas mãos do filho do usuário. Que obviamente, terá aliados na empreitada, incluindo o paizão (a celebrada volta de Jeff Bridges, que também faz Clu) e Quorra (Olivia Wilde, que dispensa meus comentários, exceto o fato de que está dando largos passos para virar a nova musa sci-fi do momento).

Tá, vamos falar do filme. Visualmente, é um espetáculo. Isso tá na cara, com toda a tecnologia atingida por Hollywood desde 1982, tínhamos de ter o dobro, triplo da qualidade, e isso o tivemos. Eu até brinco dizendo que, se o primeiro Tron era um Atari, “O Legado” nos leva para um Ps3 ou XBox 360, sem exageros. E o 3D funciona sim, aonde precisa, não existem exageros no uso dele, ele só aparece aonde é necessário. Nada de coisas voando na sua cara sem motivo.

Acho que minha grande crítica vai para o tão falado Jeff Bridges em versão CG. Talvez pelo fato de ter ido para o cinema com o pensamento “é CG, é CG”, eu não tenha conseguido ser enganado, pelo menos não inteiramente. Houveram horas que me lembrou um “Beowulf” melhorado. Assistindo a um making of do motion capture, percebi que usaram poucos pontos de captura. No caso, acho que o ideal é aquele usado por Edward Norton em O Incrível Hulk, que não são pontos, mas uma tinta especial que cobre o rosto. Mas enfim, nada que tire o mérito do filme.

Como em várias sequências recentes de franquias mais antigas, o filme é cheio de referências ao longa de 28 anos atrás, e tem uma em especial que eu queria dividir com vocês, quando Sam vai ao velho fliperama Flynn’s e vai naquela sala de reunião, quase do mesmo jeito de antes. Foi algo que me fez murmurar sozinho: “Éguaaaa, doido!“. Pontos para o diretor Joseph Kosinski, que soube aproveitar esses lances.

O roteiro que nos contextualiza no mundo real também é interessante. Senti até umas semelhanças com Batman Begins, no modo como a Encom fica a cargo de terceiros, enquanto os verdadeiros herdeiros (ou melhor, o herdeiro de Flynn, Sam) não tomam parte. Ou tomam, digo, se vocês virem o filme, entenderão. E sim, a história é boa, e é cheia de ganchos para um novo filme, o que deve acontecer. Prestem atenção em uma participação especial na reunião dos acionistas da Encom, no início do filme.

Destaque também para a dublagem em português, dirigida por Guilherme Briggs. Júlio Chaves, eterna voz de Mel Gibson, aqui empresta sua voz duas vezes para Jeff Bridges. Sílvia Sallusti dá voz a Quorra, Marcos Souza empresta seu ar jovial para Sam, Márcio Simões dubla Alan, Marco Antônio dubla o misterioso e teatral Castor e Marisa Leal, que andava meio sumida, empresta sua bela voz para a assistente de Castor.

Conselho de amigo, lisos, compareçam ao cinema mais próximo de vocês e assista Tron: O Legado. E só! Nos vemos em 2011!

Cotação R$ 10, 00 de R$10,00

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15 comentários em “100Grana Viu: Tron – O Legado

  1. Só vendo um dia pra ir lá ver esse, tem tanta crítica detonando o filme mas aparentemente vale a pena

  2. Eu vi! Adorei! Faltou falar da hilária participação do Daft Punk! A trilha é impecável!

  3. FODA! Endoidei totalmente com a cenografia, figurino, efeitos, veículos, trilha sonora e tudo mais.
    TRON O LEGADO, breve em Bly-Ray 3D num home theater bem perto de você!

  4. Eu assisti (legendado, of couse). E gostei. Achei uma “Sessão da Tarde”, mas vale a pena.

  5. Vi legendado e em 3D,saí até meio atordoado da sala de tantos efeitos,mto legal 😀

  6. Fui ver esse novo TRON sem ter visto o 1º completo (eu vi apenas 1 vez o 1º e dormi do meio p o fim. Mas não pq achei ruim, foi pq estava cansada mesmo). Não senti nenhum problema p entender o mundo do filme. Só achei q essa continuação deixou 1 pouco de lado os conceitos tecnológicos (na verdade ficou d pano d fundo) e se focou + na relação humana entre pai e filho. Eu não gostei muito desse enfoque pois sou geek d carteirinha!! hehehe. Mas depois assisti na TV 1 micro making off e vi os produtores do filme falando q a intenção foi essa mesmo. Atingir e encantar os garotos de 12 anos dessa geração.

    Fora isso, o filme é 1 espetáculo visual a parte mesmo, detalhe bem pontuado na sua análise do Sérgio. Faltou só comentar (como falaram acima) da breve participação da dupla do Daft Punk na película além da trilha fabulosa (e sinceramente 1 espetáculo a parte) assinada por eles.

    Abraço a todos!

  7. eu assisti e gostei muito, qm é viciado em filme com certeza lembrou de “Beowulf” kkkk

  8. “E sim, a história é boa, e é cheia de ganchos para um novo filme, o que deve acontecer.”
    Não, obrigado. u.u’

  9. Ainda não ententi por que estão falando tão mal do filme ou pior, já ouvir alguem me falar que acho graça do filme. “Tron – O Legado” é muito legal, principalmente pra quem tem uma relação emocional com o primeiro filme. E a trama é totalmente coerente com o roteiro anterior.
    Os efeitos visuais estão excelentes (forte candidato pra ganhar o OSCAR de melhores efeitos visuais, desbancando “A Origem”, na minha opinião).
    A trilha também não está nada mal. O arranjo do Daft Punk esta bem no clima do primeiro filme.
    Fiz questão de assistir o filme em 3D (mesmo não tendo ficado tão impressionado, e também pela questão do preço, mas valeu a pena).
    Ver Jeff Brigdes de volta ao filme é sensacional. E claro que não posso esquecer de Olivia Wilde (espetaculo)!!!

  10. Faz tempo que não posto aqui. Lá vou eu ser chato de novo. Mas vou morder e depois assoprar:
    >> A Fotografia é por demais saturada (tudo bem) mas o efeito 3D não passa de uma propaganda enganosa. Mas vai de cada um, o Mentorbreak achou sem firulas. Não foi pelo fato de que não há objetos jogados em nossa cara (isso simplesmente não existe no filme) que eu não gostei, mas sim pelo fato de boa parte do filme ter sido em 2D. A cena final, então, foi broxante. Puro 2D.

    >> É claro que não se pode esperar um filme cabeça de uma película como esta. Pessoalmente acho hipócritas aqueles que só curtem filmes “cabeça”. Mas bem que podiam maneirar nas frases piegas:
    – Ei, tem um ziper aí.
    – Ah, isso eu sei fazer!
    – Você só pode está brincando comigo!
    – Como é o sol? Radiante e quente!
    – entre outras…

    >> E sem falar nos vários personagens que trocam de lado a toda hora e no protagonista que não tem o menor carisma (não que eu esperasse uma espécie de Capitão Nascimento).

    Mas é claro que há vários pontos positivos.
    >> Olivia Wilde, apesar de não ser uma Ellen Page, tem a melhor interpretação (minha humilde opinião), além de me deixar que nem um babaca babando.
    >> Os efeitos visuais são absurdamente ótimos. A concepção às vezes é muito brega, mas são ótimos (vide os veículos que destroem outros veículos com os seus raios de luz).
    >> E a trilha sonora do Daft Punk que dá vontade de dançar (e olha que eu não gosto de música eletrônica). Sua participação especial é mais do que bem vinda. Já vi muitos astistas do mundo da música participarem de filmes futurísticos e tiveram de mudar seu visual e o seu repertório. Já os caras aqui nem presisaram, eles simplesmente estavam em casa.

    Então é isso. Eu só sinto como se uma máquina caça níquel tivesse engolido 24 moedinhas de 1 real, porque eu realmente não gostei do 3D, mas o resto é o que eu escrevi acima.
    Um abraço a todos!!!
    E melhoras à saúde deste liso que nos escreve.

  11. Correção:
    “precisaram”.
    E não “presisaram”.

  12. Assisti o filme e sinceramente achei muito fraco. Os únicos pontos positivos são o visual e a trilha sonora. O filme é cheio de clichês, personagens fracos e sem muito carisma, o roteiro não tem nada de mais e a história em si, ou seja, o universo de Tron, além de não ser bem elaborado, não me faz pensar na possibilidade de sequência.

  13. Bilheteria na noite de 17 de Janeiro de 2011:

    Total Lifetime Grosses

    Domestic: $158,068,000 / 48.6%

    + Foreign: $167,200,000 / 51.4%

    = Worldwide: $325,268,000 😀

    Continuação praticamente garantida, e com prévia da série animada “TRON: Uprising” no DVD e Blu-Ray, que sai em Março. 😉

  14. obrigado pelas dicas

    ótimo blog

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