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100Grana foi lá: show do JOHN FOGERTY!

A mais lendária de todas as jornadas do 100Grana ocorreu na semana passada, em São Paulo.

Para uma parte da população brasileira, ir a um show internacional significa apenas comprar um ingresso pela internet, recebê-lo em casa e, no dia do show, pegar um trem, metrô, ônibus ou um carro. E em, no máximo, 30 minutos ou uma hora, já estar no local do show.

Para outros, significa meses de planejamento, economias, filantropia de grandes amigos e uma viagem para atravessar o país. Tudo isso para conseguir ver um ídolo lendário que ninguém acreditava que poderia aportar no Brasil.

John Fogerty durante a sua fodástica apresentação em São Paulo (foto: Jorge Rosenberg/iG)

Os protagonistas desta viagem fomos nós, Diego Andrade e Vinicius Passos, lisos e editores do 100Grana, que saímos de Belém para assistir ao show do John Fogerty, ex-vocalista e líder do Creedence Clearwater Revival, que se apresentou na semana passada na capital paulista.

A viagem foi cheia de surpresas e causos que mostraremos ao longo da semana, pois ganhamos muito mais do que o show. Aqui neste texto vamos falar apenas deste que foi um dos momentos (ainda têm muitos bônus) mais incríveis de nosso humilde blog.

John: The Man

A primeira coisa a se saber é que não vamos explicar detalhadamente quem é John Fogerty. Basta saber que ele é o vocalista original do Creedence, responsável por sucessos imortais como Susie Q, Fortunate Son e o clássico som-de bar-de-domingo Have You Ever See the Rain. O resto é Google; ou consulte seu pai ou tio mais próximo e tome uma aula de rock’n roll nessa sua vida.

John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria)

Creedence Cleawater: John Fogerty (guitarra e vocais principais), Doug Clifford (bateria) Tom Fogerty (guitarra) e Stu Cook (baixo).

De Belém para o mundo

Saímos de Belém na terça (10), para assistir ao segundo show do John em São Paulo. O primeiro aconteceu no domingo (8), Dia das Mães. Este do dia 8, inicialmente, aconteceria no dia 11 mas foi antecipado.

Algo que nos causou uma boa dor de cabeça, já que os ingressos mais bacanas (pista) e mais baratos seriam neste dia. Já estávamos com as passagens compradas. Dramas superados, passagens ok, ingressos garantidos, fomos ao show de terça.

Saindo de Belém, só um som ficou tocando no modo “repeat” durante a viagem inteira:

There’s a place up ahead and I’m goin’
Just as fast as my feet can fly
Come away, come away if you’re goin’,
Leave the sinkin’ ship behind.

(“Up Around The Bend”, John Fogerty)

Eu já conhecia um pouco de São Paulo, principalmente o clima, mas para o Vinicius, que nunca tinha ido, a primeira novidade foi encarar o ar condicionado natural da cidade. No dia, a temperatura variou de 15ºC e 20ºC. Para um paraense, isso significa inverno glacial.

Chegamos em voos diferentes, fruto da nossa busca pelo desconto perfeito e nos encontramos às 10h da manhã no aeroporto de Congonhas. De lá, mais uma hora até o bairro de Santa Cecília, onde os nossos amigos, Anne e Rodrigo, nos cederam um quadrado de seu apartamento para nos hospedar. Devemos grande parte do sucesso desta viagem a eles. OBRIGADO!

Depois de nos esbaldarmos numa casa de empadas, próxima à nossa base de operações, começamos a nossa jornada em busca dos ingressos (precisávamos buscar os ingressos na bilheteria). De Santa Cecília fomos até Santo Amaro, do outro lado da cidade. Dois metrôs, um trem e uma boa “pernada” até chegarmos ao Credicard Hall.

Quando vimos o local do show começou a vir o pensamento “IT’S TRUE, DUDE!”. Pegamos os ingressos e a felicidade foi total, principalmente para mim.

Vinicius Passos says: “IT’S TRUE, DUDE!”

Sou um grande fã da banda e aprendi a ouvir Creedence depois de uma sugestão do meu pai. Devo mais essa para o velho. Afinal, o que esperar de alguém que me leva para a estreia do Batman de 1989 e me deixa assistir Rambo – Programado para Matar com 4 anos de idade? Meu ídolo.

Os preciosos ingressos. De brinde, uma par de tênis.

À noite, depois de um banquete viking (faremos um post exclusivo sobre os nossos desbravamentos gastronômicos em Sampa), atravessamos a cidade mais uma vez, agora da Avenida Paulista até o Credicard Hall. Chegamos meia hora antes do show e demos de cara com um público muito maior do que eu imaginava.

NO SHOW

O público era de 18 à 70 anos. Famílias, casais, velhões de jaqueta e garotas de blusa xadrez que não curtiam sertanejo “universitário”. Entramos num corredor que só dava acesso ao nosso setor e, na escada rolante, vimos o primeiro andar “VIP”, onde o povo paga mais caro para beliscar o buffet e ver os artistas que assistem ao show.

Nós fomos com a platéia, o povão da platéia superior. Lá não tinha coquetel, só empolgação.

Achamos as nossas cadeiras, vimos o palco, olhamos para o lado e novamente dissemos “IT’S TRUE, DUDE!” A maior de todas as jornadas realizadas pelo 100Grana. Estávamos no show do John Fogerty!

Vinicius Passos e Diego Andrade: 100Grana no show do John Fogerty!

Alguns minutos para esperar todo o povo se acomodar com suas cervejas, pipocas e whiskys; e as luzes se apagaram. Os spots azuis anunciavam que ele estava chegando. Azul da cor da famosa camisa xadrez de John. Praticamente um “Azul-Fogerty”.

O baterista Kenny Aronoff começou a conduzir o público, arrancando palmas e fazendo todos se levantarem, porque afinal, esse NUNCA foi um show para se assistir sentado. Todos de pé, a lenda está chegando e ele, com sua guitarra oportunista, vem ao palco abrindo o show com HEY TONIGHT!!!!

Hey, tonight,
Gonna be tonight,
Don’t you know i’m flyin’
Tonight, tonight.

(“Hey Tonight”, John Fogerty)

Muita gritaria. Todos cantaram, lembraram e a maioria mais jovem, como nós, viajou no tempo e tentou se transportar para os anos 70, tentando imaginar como era um show da banda original. Pois nem precisou muito esforço para isso.

Aos 65 anos, John Fogerty mostrou que é, e sempre foi, a alma, voz e guitarra da banda. Curiosidade: no dia 28 de maio ele completará 66 anos!

A energia da banda é inacreditável. John orquestrou a sua jovem banda (o integrante mais antigo era o baterista Kenny), e foi disparando sucessos tão fortes quanto a própria história do rock’n roll: Green RiverBorn on The Bayou, Fortunate Son e baladas como Who’ll Stop the Rain e o clássico Have You Ever See the Rain, que emendou com um cover de Pretty Woman de Roy Orbison.

Houve quem gritasse da arquibancada “Vai lá, velhinho!!!”. Pois o velhinho não parava de pular, correr e chamar o público para acompanhar o seu ritmo.

Foto: Jorge Rosenberg/iG

Para os fãs, o setlist do show teve várias surpresas, dentre elas, composições da carreira solo de Fogerty e músicas menos conhecidas do Creedence, mas incrivelmente boas como Midnight Special (música para bater palma), I Heard It Through the Grapevine (música para chorar), Night Time Is the Right Time (música para as melhores intenções) e Up Around the Bend (música para fugir de Belém), que foi a trilha oficial da nossa partida da capital paraense.

Ele falou com o público, autografou pôsteres e camisas dos fãs que se jogavam à beira do palco. Sem interromper o solo, desviou-se de um maluco que invadiu o espaço gritando “HUG!” Após o susto, ele colocou uma bandeira do Brasil na guitarra e disparou diversos “God Bless Youuu!” para a galera.

E claro, parou o show para mandar um HELLO para galera do fundão, THE PEOPLE UPSTAIRS ou seja, NÓS! Sensacional.

Foram duas horas de show inesquecíveis, choráveis, quase inacreditáveis.  Eu ainda só acredito porque o Vinicius foi uma testemunha da apresentação e vice-versa.

Nos momentos que pensávamos que o show estava no fim, John emendava mais uma sequência de pelo menos cinco músicas. Foram 24(!), segundo o setlist oficial e a minha memória.

Não rolou Susie Q, I Put Spell On YouTravellin’ Band, mas e daí? Foda-se. Todas as outras canções valeram muito à pena. O show foi encerrado com uma apresentação espetacular de Proud Mary, outra música tema da nossa viagem:

Left a good job in the city,
Working for The Man every night and day,
And I never lost one minute of sleeping,
Worrying ‘bout the way things might have been.

(Proud Mary, John Fogerty)

Lisos de todo o Brasil, esta foi a nossa primeira missão interestadual, eu diria até mesmo intercultural, levando em consideração as diferenças entre Belém e São Paulo.

O que aprendemos com esta aventura? Escolha, iniciativa e força de vontade (Green Lantern #ModeOn) são tudo que precisamos para começar a tornar os nossos sonhos realidade.

Eu consegui.

E fiquem atentos ao nosso blog, pois ainda temos algumas surpresas para mostrar para vocês! Fruto das nossas expedições em São Paulo: a cidade que nunca dorme, que tem o melhor Fetuccine a Carbonara do mundo, o melhor bife a parmeggiana, a melhor torta de limão, o maior estúdio de dublagem… Opa. Falei demais.

Ah! Sim… Voltamos para Belém na quinta-feira. O sonho acabou. Por enquanto.

Até o próxima e obrigado a TODOS que contribuíram e apoiaram esta viagem de todas as formas.  Muito obrigado!

"God Bless Youuuu! I love you, São Paulo!"

Vejam o set list completo do show

1.    Hey Tonight  (Creedence Clearwater Revival cover)
2.    Green River (Creedence Clearwater Revival cover)
3.    Who’ll Stop the Rain (Creedence Clearwater Revival cover)
4.    Lodi (Creedence Clearwater Revival cover)
5.    Lookin’ Out My Back Door (Creedence Clearwater Revival cover)
6.    Born on the Bayou (Creedence Clearwater Revival cover)
7.    Sweet Hitch-Hiker (Creedence Clearwater Revival cover)
8.    Ramble Tamble  (Creedence Clearwater Revival cover)
9.    Midnight Special (Creedence Clearwater Revival cover)
10.    I Heard It Through the Grapevine (Marvin Gaye cover)
11.    Long as I Can See the Light (Creedence Clearwater Revival cover)
12.    Don’t You Wish It Was True (John Fogerty)
13.    Have You Ever Seen the Rain? (Creedence Clearwater Revival cover)
14.    Oh, Pretty Woman  (Roy Orbison cover)
15.    Good Golly Miss Molly (Little Richard cover)
16.    Commotion (Creedence Clearwater Revival cover)
17.    Night Time Is the Right Time (Roosevelt Sykes cover)
18.    Keep On Chooglin’ (Creedence Clearwater Revival cover)
18.    Down on the Corner (Creedence Clearwater Revival cover)
19.    Up Around the Bend (Creedence Clearwater Revival cover)
20.    The Old Man Down the Road (John Fogerty)
21.    Bad Moon Rising (Creedence Clearwater Revival cover)
22.    Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival cover)

Bis:

23.    Rockin’ All Over the World
24.    Proud Mary

10 comentários em “100Grana foi lá: show do JOHN FOGERTY!

  1. Discordo somente de uma coisa de vocês, quem faz o melhor Fetuccine a Carbonara do Mundo é um Italiano para o qual faço serviços de informática que mora em Belém, na Cidade Velha, Gianpiero..ele é o melhor, ainda por cima joga VideoGame e Curte o Senhor dos Anéis, isto com seus quase 50 anos hehehehe..

  2. Porra, Diego e Vinícius! Que inveja de vocês!

  3. 100grana word tour! essa cara de felicidade de vcs tá muito engraçada! hehehe

  4. Quer dizer então que vocês finalmente viram a chuva?
    Argh, horrível essa. Mas dessa aventura eu espero a inveja pelo o que vocês ainda vão mostrar! 😉

  5. Q história formidável! Fico feliz por vcs realizando sonhos de irem ao show d artistas q vcs apreciam! ;D

    Fiz o mesmo q vcs em fevereiro deste ano quando fui conferir os meus lindos e queridos Backstreet Boys ao vivo em Brasília. Claro q pelo histórico do artista q vcs foram apreciar, nem se compara com os ex-garotos de boyband q eu fui conferir. xD

    Mas o que quero dizer é q entendo perfeitamente essa emoção q vcs sentiram e tentaram passar em forma de texto p nós, leitores lisos do 100grana. 😉

    Realmente p quem mora em Belém, ir a 1 show internacional, qualquer q seja, o custo é super elevado! Tem q ser devidamente programado, calculado e por vezes aceitar até doações e contribuições de familiares e amigos p tornar o sonho possível.

    Claro q temos raras exceções, como a vinda do Iron Maiden p k. Mas isso acontece quando? 1 vez a cada década? hehehehe.

    Muito legal mesmo. Não conhecia o artista em questão, mas depois dessa descrição super acalorada do show e dele, vou procurar algumas coisas pela web por curiosidade. Afinal, como vcs disseram, o Google é nosso amigo. xD

    Abraços lisos!

  6. “Porra, Diego e Vinícius! Que inveja de vocês!”

    @Apolo

    welcome to my world HAHAHA

  7. Leio o blog há muito tempo, mas nunca comentei… Dessa vez não resisti, hehehe!
    Fui em 2 shows do Creedence Cover com o vocalista John Tristao, em 1999 e em 2000.
    Mas com certeza, com John Fogerty é outra coisaaaaaa, hehehe!
    Parabéns! Um show desses é para guardar na memória e contar para os netinho, kkkkk!
    Abraço a todos!

  8. Fui ao Viena hoje….inevitável lembrar de vocês ao olhar (só olhar, porque hoje não comi) aquela maravilhosa TORTA DE LIMÃO!
    Saudades!

  9. já fui em um show do Creedence Cover, num encontro de motoqueiros em Cabo Frio – RJ, serve?

  10. Isso porque vocês são lisos, imagina se tivessem grana pqp.
    e outra coisa, se vocês passassem o dia das mães fora só pra ver o show dele, seriam uns desalmados safados.

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