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Documentário sobre a queda do edifício Real Class em exibição de graça no Líbero Luxardo

Neste sábado, às 20h30. Segue o release oficial do filme:

No dia 29 de janeiro de 2011, sob forte chuva, a estrutura de 35 andares do edifício Real Class entrou em colapso, desmoronando na Rua 3 de maio, centro da cidade. A partir de então iniciou-se intensa cobertura midiática, abrindo reflexões sobre o mercado imobiliário, moradia, segurança e ética na sociedade de Belém.

Foi absurdamente inacreditável. As imagens eram terríveis e assombrosas. O prédio Real Class, da empresa Real Engenharia, havia se tornado pó e um monte de escombros e ferros retorcidos. Durante quatro dias, desde sábado, 29, até a quarta-feira seguinte, o que se viu foi tristeza, desespero e dor daqueles que perderam patrimônio, parentes e amigos.

Por ser um fato tão incomum, a reflexão sobre a tragédia pedia uma ação urgente. Era necessário contar à posteridade o que aconteceu naquele dia e nos seguintes. A ideia de um documentário surgiu quase que imediatamente.

Filmado nos dias 25 e 26 de fevereiro, o documentário contou com uma equipe de apenas cinco pessoas na produção. Ao todo, foram oito entrevistados, nos bairros do Guamá, Pedreira e São Brás.

 A produtora Greenvision, em parceria com a Associação de Documentaristas e Curta-Metragistas do Brasil, seção Pará (ABCeD-PA), lançou um mini-edital para um documentário de curta-metragem, dentro do projeto Fora do Eixo, sobre o desabamento. Quinze projetos foram inscritos, e o primeiro lugar ficou com o cineasta paraense Vítor Souza Lima, que tem no currículo o premiado curta “Mãos de Outubro”.

Visite o tumblr do doc.

Serviço:

Cine Líbero Luxardo (Centur)

10/09/2011 às 2h30

Entrada franca.

7 comentários em “Documentário sobre a queda do edifício Real Class em exibição de graça no Líbero Luxardo

  1. Parabéns pelo 100Grana pela divulgação. Eu pesquiso todo dia o que anda passando na cidade e vi quase nenhuma. Em Belém se deu pouca importância para o que aconteceu e se esqueceu muito rápido porque o prédio caiu antes de finalizado e as pessoas que morreram eram idosos e operários.

    Se já estivessem instaladas famílias ricas no edifício de luxo (o que felizmente não aconteceu) a dimensão tragédia pareceria muito maior aos olhos da mídia, bem como a discussão de como, por que, uma coisa dessas acontece. Saiu até em jornais internacionais, mas aqui mesmo, foi só aquele estúpido deslumbramento que estamos acostumados.

    Espero que este fato terrível e assustador não seja o prenúncio de próximos, e que os responsáveis sejam punidos!

    “Vida não é Brinquedo”. Correto. Parabéns ao diretor também.

  2. Bom, Apolo, você está vendo as coisas de modo muito superficial! Ainda bem que a reação do povo foi esse “estúpido deslumbramento que estamos acostumados”. Não se pode fazer mais que isso. O que você iria querer, que ficássemos indignados? Que acabássemos de uma vez por todas com a construção civil? Nada de prédios em Belém a partir de agora? Ora, Ficou mais do que provado que a culpa da queda foi o Cálculo Estrutural incorreto de um dos engenheiros, e este homem está respondendo pelos seus atos. Agora não podemos é ficar elevando uma tragédia (a qual nós estamos naturalmente sujeitos), produto da incompetência de um, à um incidente de uma ordem gigante, culpa de uma “quadrilha” e todos esses outros exageros que se ouviu por aí durante a época do ocorrido.

    No mais, parabéns ao 100grana por divulgar o documentário, visto que, sendo este com um posicionamento correto ou não, o que vale é assistir ao filme para depois se critica, e melhor ainda, proporcionar o acesso à informação às pessoas que não tem o conhecimento da existência do mesmo.

  3. João, obrigado por responder o meu comentário.
    Devo dizer que para mim é você quem está tendo uma visão superficial (e não consigo pensar em uma palavra melhor nesse caso).
    Se eu não me fiz claro, tentarei dizer de outro modo: a discussão aqui é bem maior que um erro de cálculo. Trata-se do avanço desenfreado e descoordenado de construções enormes numa cidade erguida sobre terrenos pantanosos (você sabia disso?). Trata-se de carência de ética, profissionalismo, competência, consciência. Trata-se de excesso de conformidade, apadrinhamento, corporativismo, ganância.

    Essas coisas não acontecem simplesmente porque um engenheiro tomou uns drinks uma noite antes ou anda preocupado com o fim do mundo em 2012. Pode ter sido isso? Um ótimo profissional que cometeu um equívoco num dia ruim? Sim. Mas também pode envolver uma série de fatores relacionados ao crescimento vertical desenfreado de um cidade que não pára de inchar e construtoras desesperadas por grana. E essa discussão, ao meu ver, não tem nada de exagerada. E sim, eu fico indignado. O dia que eu achar normal um prédio desabar antes da inauguração a três quarteirões da minha casa é certo de que há alguma coisa muito errada comigo.

  4. Sou obrigado a concordar com ApolA. Um lampejo de sobriedade parece ter pairado sobre sua calva. É realmente um absurdo que achemos normal um prédio cair e não nos manifestemos de algum modo contra esse crescimento imobiliário desenfreado e sem responsabilidade.

  5. Que bom que enfim nos entendemos @John, mas é ApolO. 😉 Seu topônimo escreveu certinho hehe

    Abraço!

    obs. Afinal, alguém mais viu o filme?

  6. Eu assisti no lançamento la no Líbero. Impossível não se envolver e não sentir um nó na gargante ao ver os depoimentos dos parentes =(

  7. Ta errada a data não?
    o Prédio caiu esse ano é 2011 e não 2010!

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