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100Grana leu: Universo D.T.C. #1

Eu estava devendo esta resenha, faltou tempo para escrever, mas agora eu posso explanar um pouco sobre esta primeira edição.

Essa primeira edição é bem interesaante, a começar pela equipe criativa. A história estrelada pelo Guardião, personagem que chegou a ser trabalhado na revista Ecos Sombrios, tem roteiro do criador do personagem, Diogo T.C., e arte assinada por Adnilson Gomes, desenhista revelado no Grupo Catarse Quadrinhos daqui de Belém.e arte final de Michel Rocha. A equipe ainda tem a participação de Alan Yango, o criador de O Poderoso Maximus, cuja as resenhas vocês já viram postadas aqui no blog.Ele contribuiu com a criação do vilão, King. Por fim, temos uma bela arte de capa por Paul Raphael.

Pois bem. Este primeiro número mostra o tal King invadindo uma escola e ameaçando um grupo de crianças num escola, dentro da sala de aula, ao mesmo tempo em que a Polícia tenta negociar com o insano criminoso, que parece nada temer e muito menos algo a perder tem. Deter esta ameaça é justamente a primeira missão do herói da revista. Se bem que, chamá-lo assim é errôneo, já que sua postura é a de um justiceiro.

Se por um lado o vilão é louco e, por via de regra, entendemos que há motivos pelos quais ele está fora da sociedade, Guardião parece uma alma sufocada por um desejo imensurável de vingança. Com um visual que me lembra os andróides Sektor, Cyrax e Noob Saibot (mas com cabelo do Nightwolf), da franquia Mortal Kombat, usando uma armadura que não deixa nada a dever à tecnologia Stark, Guardião demonstra fúria não só para criminosos, mas com agentes da lei também.

A meu ver, não é incomum lembra-se de outros justiceiros dos quadrinhos, como o próprio Frank Castle da Marvel. Mas dá para ver que a fúria do Guardião já cai para algo mais irracional, como descobrimos lá pelo fim da revista. Eu diria que sai da realidade ianque para se parecer mais com a realidade local, daqui da cidade mesmo, aonde mesmo um grupo de pessoas comuns é capaz de trucidar um bandido qualquer que venha a cair nas mãos deles. Troque essa turba por um anti-herói cibernético e você entenderá mais ou menos da psique deste personagem.

Como a maioria das HQs independentes, a arte do inteiror é no bom e velho preto-e-branco, permitindo que a arte de Gomes explore bastante o potencial de hachuras, luz e sombra, linhas de impacto em diferentes sequências.

Ao preço de R$ 3,00, curti bastante.

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