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100Grana leu: Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos

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Uma história de ação e fantasia poduzida por autoras locais tem chamado a atenção dos leitores aficcionados pelo gênero. E nós finalmente tivemos a chance de conferir esse incrível trabalho, e bater um papo com uma das autoras.

Me parece que quase todas as boas coisas começam na escola. Sabem quando os amigos se juntam, para montar uma banda, ou produzir quadrinhos, ou algo parecido? Pois bem, ao conversar com Roberta Spindler, co-autora do livro, tive essa curiosa sensação de identificação, pois meio que tive muito disso naqueles bons tempos. Mas deixemos a nostalgia de lado e sejamos sucintos.

O livro é um projeto que levou alguns anos para chegar às prateleiras. Foi iniciado quando Spindler e Oriana Comesanha, amigas desde o colégio, começaram a escrevê-lo ainda na época em que ambas estavam no convênio(é assim que nós, os velhos, falamos quando estamos no terceiro ano do colégio). 

Roberta Spindler e Oriana Comesanha, as criadoras do universo de Meigan

Roberta Spindler e Oriana Comesanha, as criadoras do universo de Meigan

 Spindler, formada em publicidade e tendo uma influência de vários autores que incluem Tolkien e Goerge Orwell (além de ser uma Decenauta assumida), admite que a química com Comesanha (formada em psicologia), fruto de anos de amizade, foi notada e bastante útil na produção da trama. Ambas escrevem desde a adolescência e chegaram inclusive a publicar contos e antologias.Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos (publicado pela primeira vez em 2011) é o primeiro grande título, de repercussão nacional. E não é para menos, pois a trama é instigante em bem elaborada, como vocês vão descobrir. Confere o trailer de lançamento naquele ano, foi muito bem feito:

 Bem vindo à Meigan

O mundo que dá cenário ao livro é uma terra fantástica, povoada pelos Magis, seres poderosos que manipulam os mantares, elementos que os permitem controlar as forças da natureza (pega essa, Ororo), das sombras e mesmo do próprio corpo. O protagonista, ou melhor, a protagonista, é Maya Muskaf, uma jovem Magi que, após um período longe de sua terra (por sinal, estava vivendo na nossa), decide voltar à Meigan, acompanhando uma caravana. Seu objetivo principal era reencontrar-se com Liza, sua mãe e Shyrat (o equivalente de regente ) de Meigan desde que seu marido falecera anos antes. Desde então, a relação entre ela e Maya nunca foi das melhores, e Maya via em seu retorno à terra natal uma oporturnidade de curar velhas feridas.

Infelizmente, não há muito tempo para isso, pois nem bem desembarca, Maya se vê em meio a uma crise sem precendentes. Meigan está sendo palco de uma guerra. Tudo porque os Cártagos, os antigos magis que traíram aquela nação e foram banidos haviam retornado, e numa linguagem bem popular, estavam tocando o terror, literalmente. Testemunhando morte e destruição ao su redor, Maya passará por várias provações, sobretudo no nível psicológico da coisa, e a ela será dada uma grande responsabilidade, a qual deverá se preparar arduamente para assumir para ajudar seu povo e sua terra.

Um dos grandes méritos do livro, sem dúvida nenhuma, é a narrativa conduzida por Spindler e Comesanha. Diferente de muitas tramas ambientadas em mundos paralelos e fantásticos que já li, a história tem, em seu primeiro momento, para citar exemplo, um ritmo bem intenso. É explicado, sim, o que está havendo e com quem está havendo, mas não há muito tempo para  comentar este ou aquele detalhe. A gente visualiza a história, ajudada pela criação de elementos sutis que permitem a identificação do leitor com o texto, sobretudo na pequena parte que se passa em nosso mundo.

Um diferencial é a ação. Claro, há todo o momento protocolar, o qual eu não vou dar spoilers aqui para não sacanear que ainda vai ler esta obra, mas as cenas de ação são muito instigantes, até por transmitir toda uma tensão ao nos colocar nas vivências de Maya. Só para citar de leve uma parte que gostei muito, e novamente enaltecendo a agilidade da narrativa, o pós-retorno de Maya à Meigan não é como se espera de um conto fantástico(com longas explicações sobre o mundo e longos bate-papos), e só adianto que, se você é daqueles que perde o folêgo diante de surpresas, sugiro que leia este livro com uma bombinha de ar, tipo aquelas que se usa por quem tem asma.

O livro, como eu já disse, já está tendo uma grande repercussão, e foi indicado ao Codex 2013, uma grande premiação nacional, além de ser considerado umas das 10 melhores leituras fantásticas do ano passado. E para quem ficou interessado na trama, vale ressaltar que o novo capitulo da saga Contos de Meigan (que tem o título provisório de Entre Dois Mundos), assinado inteiramente por Spindler, será lançado em breve. Fiquem atentos!

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2 comentários em “100Grana leu: Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos

  1. Adorei o post! Fico muito feliz que tenha gostado da leitura! =)
    Em breve espero ter mais novidades sobre o segundo volume de Contos de Meigan.

  2. Esse livro prove que uma escritora paraense não precisa escrever apenas sobre botos, Yaras e afins.

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