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Sabe as críticas de filmes que ficamos devendo? Pois é

Sim, caros leitores. Foi um ano bem corrido até aqui. Muitas coisas, acontecimentos como o Cine Liso, 10 anos de atividade e tals, mas o importante é que a gente não esquece quando temos uma dívida, por isso decidimos entregar:

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Wolverine: Imortal

A trama mostra o herói pouco depois dos eventos de X-Men 3, deprimido por ter de matar Jean Grey. Acaba procurado por uma jovem que o leva ao Japão, a pedido de um homem de seu passado que deseja lhe recompensar por ter sua vida salva pelo carcaju, mas nada é o que parece nessa história.

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Eu poderia dizer simplesmente que este filme já tem méritos por apagar a terrível impressão de X-Men Origens: Wolverine (2009). O diretor James Mangold entrega um filme muito melhor, que não insulta (muito) a inteligência do espectador. Alguns personagens se desenvolvem melhor do que os outros (a relação da Mariko Yashida com Logan é bem desenvolvida )num roteiro que lembra aquelas prequels que saíam especialmente para gibi em meados dos anos 2000.

Infelizmente, um grande defeito desse filmes dos X-Men, com ou sem a assinatura do Bryan Singer, é pegar um certo número de personagens secundários e desperdiçar com participações pifas. Aqui a vítima foi o Samurai de Prata, que podia ter sido muito melhor aproveitado. Fez até sentido mas foi fraco. Pior sorte teve a Víbora, que sem poder se valer da Hidra (usada já pelo Marvel Studios), ficou totalmente perdida na tela.

Mas no geral, o filme é bem divertido, e merece um lugar na coleção de DVDs de um nerd cinéfilo.

Cotação: 8,0

Círculo de Fogo

A história: Em um futuro próximo, as nações de todo o mundo sofrem os ataques dos Kaijus, monstros gigantes vindos de uma fissura nas profundezas do oceano Pacífico. Para detê-los, os governos se unem e criam os Jaegers, gigantescos robôs para enfrentar a ameaça.

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Guilllermo Del Toro tem no seu currículo duas grandes qualidades: não se repete e sempre traz algo novo ao gênero. Seja com adaptações de quadrinhos (Blade II e Hellboy), terror( A Espinha do Diabo) ou fantasia pura e simples (O Labirinto do Fauno), ele sempre cria, ou recria, algo na cada vez mais carente de idéias (ou iniciativas) Hollywood.

O que nos leva a Círculo de Fogo. Como fã de tokusatsu, confesso que fiquei muito curioso para ver como o cinema americano que, há tempos promete adaptações como Evangelion e Voltron, poderia adaptar o conceito de robôs gigantes lutadores, somando-se a isso o gênero de filmes e monstro, também vindo do Japão.

A primeira coisa a se pensar é que o roteiro do filme é a coisa menos importante. Tanto que se brinca hoje à exaustão com detalhes do filme, como o discurso de Stacker Pentecost (Idris Elba), que parece copiado de outros filmes, mas isso não desabona a produção. Pelo contrário, quando se analisa friamente o produto final, a gente nota que estamos diante de uma estrutura que se contextualiza coerentemente com este tipo de filme. Sim, tem clichês, não vamos negar, mas em alguns momentos, alguns destes mesmo clichês são quebrados. Na verdade, fiquei satisfeito por um em especial no fim do filme.

As cenas de ação dos robôs contras os monstros são muito boas, e não se alongam mais do que o necessário. E o trabalho de computação do estúdio Mirada é impecável não deixando a desejar para as ILMs da vida

O elenco do filme é competente, incluindo aí a Rinko Kikuchi, que no meu entender, podia ser a protagonista do filme perfeitamente. Destaque também para o personagem de Idris Elba, que tem uma certa mudança de comportamento ao longo do filme, deixando seu personagem bem interessante. Sem falar de Ron Perlman, que está para Del Toro como Johnny Depp para Tim Burton, ou Bela Lugosi para Ed Wood, ou Jeffrey Combs para Stuart Gordon, ou…. bem, vocês entenderam.

É um filme divertido, especialmente na parte visual. Quando o DVD sair, estou seriamente tentado a ver as cenas de ação com volume, escutando uma OST como esta:

Cotação: 8

Thor: O Mundo Sombrio

Seguindo diretamente os eventos de Vingadores, Thor volta a Asgard tendo Loki como prisioneiro. Mas ao mesmo tempo em que tentar restaurar a ordem nos nove reinos, a ameaça de Malekith e seu exércitos de Elfos Negros força o deus do trovão forjar uma aliança com seu meio-irmão.

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O primeiro filme, de 2011, não é ruim. Mas faltou mais ação, isso é inegável e a impressão que temos nesse filme é que Alan Taylor, o novo diretor, decidiu compensar tudo o que não teve de ação nos filmes anteriores para explorar bastante isso.

Em geral, é um bom filme que equilibra a ação, mas por muito pouco, não deixa a mão da comédia além do necessário. Embora alguns momentos sejam realmente hilários, outros você fica pensando se eram realmente ncessários.

O elenco todo está bem, em sua maioria. Chris Hemsworth está mantendo o bom trabalho que vem prestando à franquia. O Odin de Anthony Hopkins ganha novas facetas, mostrando que o ator não está ali apenas por “ser Anthony Hopkins”, ele acrescenta mais ao personagem neste novo filme. Christopher Eccleston entrega mais um bom vilão em sua carreira, mas podia ter recebido um pouco mais de destaque.
Daí mesmo, eu diminuiria o tempo da Natalie Portman, cuja participação não traz muitas novidades, e aumentaria o da Jaimie Alexander que mostra ter muito mais a oferecer como Syf. E dos três guerreiros, destaque para o Zachary Levy, que substituiu Joshua Dallas como Fandrall e manteve o bom desemprenho do personagem.

E falando no elenco, parece que Kevin Feige e a Marvel Studios aceitaram o fato de que Tom Hiddleston é o ídolo das multidões marvelísticas. Não bastasse a já célebre performance do ator na Comic-Con deste ano, o filme tem seus melhores momentos com Loki em cena. O filme é praticamente dele, e não me espanta a idéia de um dia termos um filme solo com ele. Mas o papo aqui é Thor e, garanto a vocês, o gancho da continuação avisa que o terceiro filme promete.

Cotação: 9

Cada um desses filmes tem cenas pós-créditos. Como a maioria aqui já deve ter visto esses filmes, só digo isso: a cena do Wolverine é f#da, a do Pacific Rim é engraçadinha e das duas do Thor, só tenho uma coisa a dizer sobre uma delas:

Lulu colecionador

Todos já fizeram essa piada, mas não resistimos…

2 comentários em “Sabe as críticas de filmes que ficamos devendo? Pois é

  1. Assisti o Wolverine recentemente. Gostei muito da cena em cima do trem bala. Mas no geral esperava algo do passado de Logan ou suas side-quests como o Caolho. Achei muito fraco as cenas de ação e bacana o pós créditos. Nota 7.

  2. Pacific Rim “8”? HAHAHAHAHAHA Fala sério. Esse filme é 10. Não tem nem o que discutir.

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