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100Grana viu: O Hobbit – A Desolação de Smaug

Por Carla Sá.

A sequência de O Hobbit chegou aos cinemas sem o mesmo “alarde” do primeiro filme e ainda teve que lidar com um público dividido, afinal “Uma jornada inesperada” chegou a ser taxado de “cansativo”, “sonífero” e outras coisinhas, como você pode conferir aqui, coisa que eu, particularmente, não concordo. É fato que os filmes de O Hobbit são mais longos e mais cheios de informações do que os da trilogia antecessora. Além disso, assistir a um filme de três horas, visualmente carregado (mas não poluído) em 3D e em 48 frames por segundo, sim, é cansativo, mas isso não faz do “Uma jornada inesperada” um filme ruim. Então, o que esperar da continuação, “A desolação de Smaug”? Sabíamos que íamos ter que lidar com alguns elfos enxertados no roteiro com um destaque um tanto quanto questionável e que finalmente íamos poder ver o que Peter Jackson ia aprontar quanto ao famigerado dragão (apenas o vislumbramos no final do primeiro filme).

Bem, quanto ao filme ser um sonífero, esqueça.

O Hobbit: a Desolação de Smaug” tem uma narrativa bem desenvolvida com muitas cenas ininterruptas de ação, não é exagero dizer que a todo momento Bilbo e a comitiva dos anões estão metidos em confusões (com perdão do clichê), eu perdi as contas de quantas vezes os anões são feitos reféns/prisioneiros só nesse filme.

Pessoalmente, não estava animada para ver os elfos desse filme, já conhecíamos Valfenda e sabíamos que os elfos em geral são uma chatice, principalmente em um filme dominado por anões brucutus que dão tapa na cara de orcs (sério) e por um hobbit que rouba a cena sempre, mas me surpreendi com os elfos da Floresta Negra, inclusive com as aparições de Legolas e de Tauriel, que foi criada especialmente para o filme. Neste filme vemos um Legolas mais duro e violento, o que te deixa curioso pra saber seu desenrolar na história dado o personagem da trilogia anterior, (fiquei com uma impressão muito estranha quanto ao rosto do Orlando Bloom, mas não consegui identificar o que era, se era algum efeito ruim em CG ou uma mão pesada na maquiagem) e quanto à Tauriel, a sua presença no filme representa uma modificação significativa na história do livro, algo que não afeta no andamento principal da história, mas que é no mínimo interessante.

POSSÍVEL SPOILER: (SELECIONE E ARRASTE PARA VISUALIZAR) Aparentemente, Peter Jackson sentiu falta de um romance no enredo e nos presenteia com um flerte entre a elfa e o anão galã Kili. O que ficou muito adorável para quem gosta de shippar (quando você forma ou torce para um casalzinho) anões e elfos (meu caso), inclusive há uma referencia muito legal ao bromance de Legolas e Gmili nesse filme.

Uma coisa que critiquei abertamente no primeiro filme era todo aquele papo dos anões e seu retorno ao lar, eles são anões, Peter Jackson, faça eles serem um pouquinhos mais gananciosos ao ponto de entrar sem pestanejar em uma caverna com um dragão por causa do ouro, ora bolas, e agora podemos ver esse lado dos anões, a polêmica da Arkne Stone é levantada finalmente. Falando em ouro, o destaque absoluto desse filme é Smaug, a computação e a captura de movimentos faciais estão maravilhosas (já tínhamos visto em menor escala na nova versão do Smeagol) e a interpretação de Benedict Cumberbatch (Star Trek Into Darkness/ Sherlock) está incrível, você sente o orgulho, a ganância e a maldade em Smaug e fica hipnotizado quando ele está na cena (Benedict também dublou o Necromante, igualmente assustador). Martin Freeman também brilha nesse filme, os hobbits são absurdamente ingleses e o Bilbo de Freeman tem uma naturalidade hilária em certas situações tensas. Falando nisso, o anão gordinho Bombur continua sendo o alivio cômico do filme e nesse ele protagoniza cenas incríveis.

Além disso, já estava claro desde o primeiro filme que Peter Jackson daria uma atenção a mais ao Um Anel e ao Necromante, adianto, ele usou uma “liberdade cinematográfica” pra fazer seu queixo cair no meio do filme.

No mais a história se situa mais ou menos do meio para o final do livro, mas, por incrível que pareça, ainda sobrou muita coisa boa para o último e mais questionável dos três filmes. Confesso que eu não acreditava na necessidade desse último, mas depois de assistir “A Desolação de Smaug”, sair da pré-estreia (13) às 3h30 da manhã e de estar escrevendo essa resenha às 4h57 porque não conseguia dormir de agitação e euforia, mudei seriamente meu juízo. Resta saber sobre qual será o motivo do mimimi dessa vez por causa de O Hobbit.

3 comentários em “100Grana viu: O Hobbit – A Desolação de Smaug

  1. PO, legal a crítica, não revela o filme e dá a quem lê informações boas.
    Também quero ver qual será o mimimi agora:-/
    Se bem q mal o dragão mostrou a fuça em um teaser, já disseram que era CG do PS1 e ainda falaram q os filmes que viriam seriam ruins…FUCKIN IDEA Oo

  2. Esse negocio do CG do Smaug ser ruim creio que a produção fez de proposito nos trailers, pois o dragão é um grande destaque quando aparece.
    O filme é surpreendente, não para de ter surpresas, acaba não ficando um filme tão previsivel, é realmente muito bom, vale a pena o ingresso, assistir em IMAX deve ser um destaque e tanto, principalmente as aparições do Smaug.

  3. […] meu corpo paquidérmico de alegria tolkiniana, porém eu não sou uma pessoa tão alegre quanto a Carla e vou logo deixando avisos prévios para todos os fãs xiitas e cegos para erros de obras que eles […]

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