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100Grana viu: O Hobbit – A Desolação de Smaug

Por Roberto Segundo (aquele que sempre está certo)

Bom… Eu nem sei como iniciar o texto. Na verdade eu acho que sei. Eu gostei do filme, sério mesmo. É divertido e tem pontos muito que realmente encheram meu corpo paquidérmico de alegria tolkiniana, porém eu não sou uma pessoa tão alegre quanto a Carla e vou logo deixando avisos prévios para todos os fãs xiitas e cegos para erros de obras que eles gostam:

É um bom filme e eu gostei, mas isso não que dizer que eu vá falar bem do filme. O Hobbit é um dos meus livros favoritos e o que Peter Jackson fez nesse filme é algo assustador.

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Pois bem, chegamos ao “duas torres” da trilogia do Hobbit. Só temos uma pequena diferença: As duas torres é um livro (dois para os mais xiitas) com início meio e fim e mesmo assim é um filme que não acontece virtualmente nada para a história.

Como vocês podem ver aqui, meu grande temor era justamente esse. Estamos lidando com a parte do meio de um único livro, sem um início meio e fim. O diretor fez introduções como ele já é acostumado: alguns elementos ligados com a trama pra não começar de forma abrupta. Ponto positivo para o diretor que não sabe ter síntese.

Gostaria de dizer que ver o filme em 48 FPS é muito estranho. É parecido com olhar as televisões de última geração em lojas e aí a imagem de qualquer filme dá a impressão que não tem movimento, a famosa “imagem de novela”. Mas, em compensação, ajuda muito nas cenas de cenário. Você percebe muito mais coisas.

Esse poster tá tão ruim que parece coisa de tokusatsu

Em relação à trama, parece que o Peter Jackson ouviu a grande massa de fãs que achou o primeiro filme um belo sonífero (eu incluso). O filme começa frenético, com tudo acelerado e os anões correndo pra tudo que é lado. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo, como boa parte do filme.

Mas o problema está justamente aí. Você tem um livro infantil cuja narrativa é simples e possui uma história bem curta e relação aos outros livros de Tolkien. Eis que você pega ele transforma em 3 filmes de 3 horas e aí começa a apressar tudo. Estão acompanhando o que eu quero dizer? A trama foi se esgotando já no início do filme, o que acabou gerando pontos bons e ruins (quase um resumo do filme, como falei anteriormente).

Se você espera que o filme vá ser fiel ao livro... você vai se dar mal

Acho que Peter Jackson já se declarou o arauto dos contos da terra média e ligou o foda-se nesta parte. Ele resume boa parte da trama na primeira meia hora do filme. O que foi uma pena, pois essa parte resumida foi realmente muito bem montada. Refiro-me à Beorn e ao modo como a Floresta Negra foi retratada, isso tudo merece apenas elogios. Mas logo em seguida a história realmente se tornou algo novo para mim. E não no bom sentido. Jackson inventou muitas coisas totalmente dispensáveis para a trama e que somente serviram para evitar o efeito sonolento do primeiro filme, mas acabaram prejudicando a trama como um todo.

Legolas e elfa nova?

Legolas e elfa nova?

Entendam: Legolas e a Kate de Lost (só consigo me referir a ela assim) são, de longe, as piores coisas desse filme. Sério, não tem necessidade NENHUMA dos dois estarem ali. A Elfa surge apenas parar criar um triângulo amoroso sem pé nem cabeça e um desperdício de tempo de filme. Sério, eu realmente achei essa parte ruim, algo que faz o filme perder pontos comigo.

Destaque para a mudança do Legolas, que tinha olho escuro no Senhor dos anéis e passou a ter olhos azuis no hobbit.

Mas aí vem novamente uma coisa boa: Thranduil. De longe o melhor elfo já retratado no cinema. Imponente, afetado (como qualquer elfo) e digno de raiva. A interpretação do personagem aliada à todo o conceito da raça em si fazem com que o Rei dos elfos da floresta se destaque e seja um personagem que você torça para que apareça mais.

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Graças a tudo que descrevi, a trama durante a parte em que esses personagens estão alterna entre o insuportável e o muito legal.

Outra das tramas que nosso querido Piita Jicksin colocou no filme foi todo o lance do necromante. No primeiro filme foi uma chatice só, mas agora estamos chegando aos finalmentes desta trama.

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O desenvolver é bem legal. O modo como Gandalf busca as coisas e vai descobrindo lugares que nós ainda não conhecíamos da Terra Média é instigante e dá uma sensação de que estamos, de fato, vendo algo novo.

Porém nem tudo são rosas e a velha dualidade do filme volta. A trama do Gandalf esbarra em outra coisa que me incomoda muito em O Hobbit: A MALDITA NECESSIDADE DE AFIRMAR “Olhem pra mim, sou parte do senhor dos anéis!”. Isso não só chama todo o público do cinema de retardado, como cria sérios problemas no andamento do que acontece em SDA.

Se esquece que o Hobbit é uma aventura e que as coisas acontecem simplesmente por acontecer. Tudo tem que ter uma razão maior nesse filme. Orcs tem um motivo pra perseguirem Thorin, os Anões querem Erebor e não o tesouro, o anel já demonstra coisas ao estilo “precioso”. Isso enche demais o saco.

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Por fim chegamos no que deveria ser o principal: A patota dos anões e Bilbo (e que acabo de perceber que são os personagens menos desenvolvidos no filme). Não fedem nem cheiram por boa parte do filme, somente na parte do dragão é que eles demonstram algo. Bilbo merece parabéns. O personagem é mais astuto e engraçado do que no livro, mas tem menos espaço do que na obra original.

Aí novamente pra piorar, Peter Jackson passa uma meia hora na cidade do lago e me fez quase dormir umas 3 vezes. Tudo pra criar um background desnecessário para um personagem que nem merece tanto destaque assim. Como eu disse anteriormente, tudo tem que ter uma razão maior nesse filme e isso acaba piorando tudo.

UM SMAUG FEITO COM EFEITO DE DR ROM DE 1997

infelizmente só tenho essa imagem escrota do Smaug

Mas a parte final realmente é do Smaug. Ao contrário da péssima imagem do trailer, o Dragão ficou espetacular na tela grande. O personagem, a voz, dicção, as falas, tudo fez com que o Dragão fosse a estrela maior do filme e merecesse o nome no título. A parte dentro de Erebor também é muito maior do que eu pensei, alternando entre coisas boas e ruins como todo o filme, a sequência final tem muita ação, finalmente demonstra a ganância dos anões, mas culmina em um final simplesmente broxante.

Se me pedissem para dar uma nota, daria um 6, talvez 7. Mas diria que é infinitamente melhor que o primeiro.

Acha que eu falei mais do que é ruim do filme? Lembrá-los-ei  de uma frase do nosso amigo Tolkien.

“É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.”

4 comentários em “100Grana viu: O Hobbit – A Desolação de Smaug

  1. Gostei da sua critica mas daria um 9 para o filme, achei que a parte com Beor poderia ser mais fiel ao livro, realmente desnecessário o flerte do Kili em Tauriel, no mais nada a reclamar.

  2. Lembro-me de alguem ter dito q o filme seria muito ruim por causa de dragão feio com CG ps1…:-/
    Em fim, boa crítica, mas algumas coisas são um poucos confusas, na verdade a trama de o Hobbit não é simples e nem infantil quem leu o livro e prestou atenção e foi atrás das ideias de Tolkien para o livro sabe disso.
    Agora realmente a inserção de legolas, triangulo amoroso e outras coisas foram desnecessárias, mas aí agente percebe que existe uma exigencia mercadológica, ou uma troca de favores entre direção e executivos talvez, nunca saberemos, o certo é que não faria falta.
    Mais um bom filme para assistirmos.

  3. Como eu falei lá no meu blog, eu gostei do filme.

    Claro, tem coisas que eu não fui com a cara, como o triângulo amoroso (ainda mais por ser um anão e uma elfa no meio) e o fato de Beorn não servir de absolutamente nada pra trama do filme e só passar cinco minutos em tela, ms no geral o filme foi legal.

    E sim, Smaug é o melhor do filme indiscutivelmente.

  4. Legolas tinha sim lentes azuis em O Senhor dos Anéis.

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